sábado, 8 de maio de 2010

Agnetha Fältskog, 1981: É muito difícil viver sozinha


Agnetha Åse Fältskog nasceu em 05 de abril de 1950 em Jönköping. Ela é a mais famosa do grupo de mulheres que escolhemos para esta série de artigos. Existem milhas e milhas de artigos impressos sobre Agnetha Fältskog tanto aqui na Suécia quanto ao redor do mundo. Ainda assim é difícil se aproximar de Agnetha, para descobrir que tipo de pessoa ela realmente é. Apenas os "fatos frios" são impressos mais e mais novamente: Agnetha era a jovem telefonista de Jönköping que foi descoberta à noite. Ela é um sucesso na Svensktoppen. Ela casou com Björn Ulvaeus do Hootenanny Singers. O ABBA foi criado, eles venceram o Eurovision Song Contest em Brighton em 1974 com "Waterloo" que os levaram a uma carreira internacional única. Agnetha e Björn formavam um belo casal. Eles tiveram dois filhos, um menino e uma menina. O divórcio veio inesperadamente em 1979, mas eles continuam amigos e vizinhos, ambos têm a custódia das crianças. Em tudo o que escrevem sobre Agnetha, ela é descrita como calma e bela. Às vezes somos lembrados que ela é a dona do bumbum mais bonito da Suécia. Ela toma isso como um elogio e fica feliz.

Mas quem é Agnetha Fältskog - a jovem garota que se transformou em uma mulher, uma empresária, uma milionária e uma mãe - por trás do brilho do seu sucesso? Chegamos ao escritório de Polar Music em Estocolmo. Nós chegamos com um misto de emoções. Curiosidade, ceticismo e um pouco de nervosismo. Quem é ela? Como ela é? Você pode falar com ela?

Ela chega alguns minutos atrasada. Uma jovem mulher com um comprido casaco de pele fascina, ela não apenas passa pela porta. Ela olha para nós, nós nos olhamos uns aos outros, e ela olha assim como um sonho americano, uma princesa de gelo em seu fabuloso casaco de pele. Nós dizemos olá. Agnetha está resfriada, sua cabeça está latejando e seu corpo dói. Ela está usando muito pouca maquiagem. O casaco de pele sai, ela é alta e magra. Ela está um pouco tensa, mas ao mesmo tempo tão desarmada e aberta quanto é possível estar na frente de dois estranhos que chegam para investigar a sua vida e personalidade.

Eu peço a Agnetha para me falar sobre sua infância e ela continua rigorosamente nas coisas relevantes para o seu desenvolvimento como cantora. É uma pequena história com fatos muito precisos. O que aconteceu em torno disso é o que nós conseguimos vislumbrar ao fazer perguntas diretas.
- Eu tinha cinco anos quando cantei no palco pela primeira vez. Foi em uma festa de Natal no clube de pesca de volta pra casa em Jönköping. A única coisa que lembro é que eu estava cantando "Billy Boy", mas minha mãe disse que eu deixei as minhas calças caírem no final da canção. Eu estava de vestido e usava essas calcinhas de renda branca. A fivela de borracha quebrou e então a calcinha começou a cair pelas minhas pernas. Isto deve ter sido bastante constrangedor, mas eu estava tão ocupada em cantar e estar no palco que não lembro. Em seguida eu comecei a ter aulas de piano quando tinha seis ou sete anos...

Conte-nos algo sobre seus pais. Quais eram os seus nomes e como vocês viviam?
- Bem, o nome do meu pai é Ingvar e ele era um showman local em Småland. Ele trabalhava para a companhia elétrica e era um membro ativo do clube de pesca e produzia shows locais. O nome da minha mãe é Birgit e ela era uma dona de casa quando eu e minha irmã éramos jovens. O nome da minha irmã é Mona e ela é mais nova do que eu cinco anos. Isto era muito confiante e seguro. Nós éramos uma família realmente. Papai chegava em casa no mesmo horário todo dia e jantávamos juntos.

Durante a nossa conversa as peças do quebra-cabeças começaram a se encaixar, e ficou óbvio que a família é muito importante. Mãe, pai e filhos juntos. Que as crianças não devem ser "deixadas com alguém", não há problema em deixar os filhos em casa com sua mãe em um ambiente seguro.
- Nós tínhamos um vizinho, Agnetha continua, que tinha um piano e eu costumava ir lá para cima para tocar e escrever minhas próprias pequenas canções. A primeira que escrevi se chamava "Two Little Trolls". Acho que eu tinha acabado de completar seis anos. Depois eu comecei a estudar e os primeiros anos achei muito divertidos, mas na minha adolescência eu me tornei cada vez menos interessada. Eu me formei na metade dos anos 60 com boas notas. Meu ídolo na época era Connie Francis. Eu tinha um pequeno espelho no meu quarto e costumava sentar-me na frente dele e dublava suas canções. Mais e mais vezes - Eu tenho certeza que era uma dublagem perfeita.

Connie Francis? Ela foi quem cantou "Stupid Cupid", isso?
- Sim, e "Carolina Moon", diz Agnetha e seu rosto se ilumina. Eu também gostava de Sylvie Vartan, a francesa que é ou foi casada com Johnnie Halliday, e Neil Sedaka evidentemente. Depois que deixei a escola comecei a trabalhar como telefonista em uma revendedora de carros em Jönköping. Ao mesmo tempo comecei a cantar em uma banda de música que era popular no local. Era a Bernt Enghardts Orchestra de Huskvarna. Eles estavam procurando uma nova vocalista e seu nome deveria ser preferencialmente Agnetha porque o nome da sua última cantora já estava impresso nos cartazes. Eu consegui o trabalho - talvez por causa do meu nome!

Bernt Enghardts tornou-se cada vez mais popular.
- No final eu estava cantando quarta, sexta, sábado e domingo à noite. Nós viajávamos muito por perto e chegávamos tarde em casa e assim ficou difícil ter um emprego em tempo integral também. Quando eu desmaiei no trabalho minha mãe deu o ultimato. Ela disse que eu tinha que decidir o que queria. Contra a vontade dos meus pais eu escolhi a música. Nós continuamos a turnê. Eu escrevi algumas músicas como "Utan Dej" e "Jag Var Så Kär". Nosso público gostava especialmente de "Jag Var Så Kär". Um dos rapazes da banda conhecia Little Gerhard (antigo rei do rock) que trabalhava para a gravadora Cupol. Fizemos uma fita demo e enviamos pra ele. Depois de um tempo uma pessoa ligou para a minha casa e disse que seu nome era Little Gerhard e que ele queria fazer uma gravação comigo e a minha música "Jag Var Så Kär". Isso tudo era demais. Eu não ousava pensar que era realmente Little Gerhard quem estava me ligando. Eu pensei que fosse alguém fazendo uma piada comigo, mas ele me garantiu que era verdade e enviou a fita de volta com uma carta como prova.

Agnetha tinha 17 anos quando pegou a mão do seu pai e foram para Estocolmo e Cupol.
- Eu estava muito nervosa. Fiquei muito contente por meu pai poder vir comigo. Eu sentia um frio na barriga e tempo todo e nós ficamos na casa de uma tia em Estocolmo. Foi minha primeira vez na cidade grande. Eu estava em um vestido verde com bolinhas e botas quando fomos para a Cupol. Sven-Olof Walldoff era o arranjador e gravamos dois singles no mesmo dia. Eles tiraram fotos para as capas no mesmo dia também. Eu estava posando. Eu me sentia muito estranha. Mas era ótimo estar em um estúdio com os fones de ouvido e ouvir a sua própria voz e a grande orquestra com os instrumentos de corda e tudo mais. "Jag Var Så Kär" foi direto para a Svensktoppen. A família inteira estava junta em uma manhã de domingo quando o programa foi ao ar no rádio. Era a primeira vez que eu me ouvia no rádio, eu estava quase em estado de choque. Todos nós estávamos. Ulf Elfving era o apresentador do programa naquela época. A canção ficou em terceiro lugar e era incomum uma canção de um artista novo chegar tão alto assim na primeira semana, então Ulf Elfving me ligou durante o programa. Eu lembro muito bem porque eu ainda tinha meu sotaque e eu falei com ele em "småländska". Ele perguntou quem eram os meus preferidos e eu respondi: "Você quer dizer alguém que eu gosto muito?" Seis meses depois me mudei para Estocolmo por bem. Eu tinha certeza que nunca iria voltar, porque agora eu iria me tornar um sucesso.

Como você sabia disso? Como você define o sucesso, qual era o seu objetivo?
- Eu nunca tive medo de falhar, curiosamente. Meu objetivo era aparecer na TV, escrever minhas próprias músicas e me tornar uma estrela. Eu queria glamour e muito, muito dinheiro. Eu pensei que era a felicidade, que você nunca teria nenhum problema se você tivesse dinheiro. Nessa altura eu não sabia... Agora eu sei que o dinheiro não resolve os seus problemas. Às vezes é até o contrário. Agora eu tenho muito dinheiro mas eu nunca o vejo, está amarrado em casas e investimentos. Isso é bom, mas há muitos encontros chatos que temos que comparecer para gerenciar o dinheiro. Mas eu não estou reclamando, não. Eu só quero dizer que as pessoas não entendem que o dinheiro traz problemas também. Mas é claro que na maior parte é divertido. Eu nunca reflito se posso pagar isso ou aquilo. Se eu ver algumas roupas legais em uma vitrine eu entro e compro. Eu me tornei mal acostumada nesse sentido. Fiquei mal acostumada muito cedo. Eu tinha um contrato muito bom com a Cupol que me rendia 75 mil coroas suecas por ano. Eu tinha apenas 18 anos e era muito dinheiro em 1968. Papai me ajudava com os impostos e a controlar as despesas, etc.

Enquanto Agnetha está falando sobre isto uma voz é ouvida pelo interfone, é uma secretária nos avisando sobre uma fiscalização que estava a poucos metros. Meu colega Ulla sai correndo para salvar seu carro de multas. Agnetha começa a levantar de sua cadeira, mas depois se senta novamente.
- Eu não posso me incomodar. Não me importo com isso. (Agnetha faz 600 mil coroas suecas por ano e tem uma fortuna avaliada em 3.5 milhões de coroas suecas).

Como você se sente sobre a imagem que a rodeia. Como é a imagem que faz de você um modelo e ídolo para garotas jovens?
- Eu não sei o que a minha imagem é. Eu sei quem eu sou, e os tablóides escrevem muito sobre mim. Eles escrevem tanto que eu sinto que eles estão me perseguindo. Parece que eles só prosperam com perda de fortunas e tristezas de alguém. Estou me referindo, obviamente, a tudo o que escreveram sobre o divórcio. Eles não levam em consideração que eu sou um ser humano. Eu estou arrasada. Eu conheço o meu trabalho, eu casei e me divorciei. É claro que isto muda você, mas é tão injusto quando vejo uma história após outra sobre mim. Histórias escritas sem que eles tenham falado comigo. Eles dão aos leitores uma falsa imagem de quem eu sou. E não é fácil para os leitores saberem quando eu falei algo ou não. As pessoas provavelmente acham que eu participo de todas as histórias que elas leem.

Mas ainda assim, você e o ABBA são modelos para muitos, principalmente para as crianças e adolescentes. Como vocês os influenciam?
- O papel de modelo é uma coisa positiva. Eu recebo cartas de muitas crianças que me dizem que tocam ABBA. Eu acho que é positivo e divertido. Eles aprendem inglês através de nossas letras e aprendem a gostar de música.

Existem diferentes tipos de modelos e os modelos femininos que são os mais dominantes na nossa cultura são os seguintes: a mãe, a esposa, a amante, a prostituta - que são modelos criados por homens e para homens. Sua imagem como jovem, bonita e sexy é provavelmente a mais próxima da amante/prostituta. A mensagem que a sua imagem envia é a de que a beleza, sensualidade e glamour é o que conta.
- Sim, mas isso foi há muito tempo atrás quando os modelos foram criados e soa estranho quando você diz que eu sou bonita. Eu não sou. É o que eu realmente quero enfatizar. Eu acho que é importante estar bem, eu lavo meu cabelo todo dia, mas às vezes parece uma porcaria. Eu tenho uma amiga com quem tenho dormido. Muitas vezes rimos de nós mesmas quando estamos indo para a cama. Olha a gente! Sem maquiagem, o cabelo puxado para trás com grampos e eu durmo em uma camisa de algodão enorme. Eu pareço uma louca! Deus, se as pessoas pudessem me ver assim... E sexy?! Eu tenho muitos complexos com o meu corpo. Eu tenho pernas compridas. Isso é uma coisa boa, porque a roupa cai melhor em você, mas por outro lado - aqui eu não tenho nada...

Agnetha coloca a mão sobre o peito e suspira. Ela parece realmente surpresa, insultada e horrorizada com a afirmação sobre a sua beleza e sensualidade. Longe de sua própria visão. Eu acho que por todas as fotos das capas dos discos, no palco e não pela mulher agradavelmente bonita que está sentada à minha frente (mesmo que ela esteja resfriada) eu me pergunto se tudo isso é uma atuação e se é por quê? Mas as palavras de Agnetha me convencem de que ela é sincera. Mais tarde eu encontrei uma parte da explicação para sua visão de si mesma. Eu vi uma foto dela na adolescência quando Agnetha era uma menina normal, nem feia e nem bonita. Talvez seja essa a imagem que ela cresceu acostumada a ter.

Há cerca de um ano atrás você concedeu uma entrevista ao suplemento feminino da revista Expressen no dia 8 de março. Isto foi apenas alguns meses após o seu divórcio com Björn e pareceu que você, ao passar por este divórcio, teve percepções que a fizeram se aproximar do movimento feminista...? Agnetha pondera um pouco e parece ter dúvidas. Eu explico que o 8 de março é o Dia Internacional das Mulheres.
- Sim, eu lembro disso. Mas isso saiu de um jeito estúpido, mesmo que eu tenha pedido a eles para não fazer isso. Eu estou longe de ser uma ativista feminina. Sem dúvida eu concordo com coisas como o mesmo salário para o mesmo trabalho, mas existem algumas coisas que estão longe demais na luta pela igualdade. A licença paternidade é uma coisa boa. Se o homem voluntariamente decide que quer ficar em casa com seus filhos, isto é uma coisa boa. Isso mostra que ele está comprometido e eu acho que significa muito para a família, para o casamento. Você não está escrevendo um livro feminista, não é? Por que você só entrevista mulheres?

Nós esperamos que este seja um livro para mulheres e homens. A razão para entrevistar apenas as mulheres é que os modelos de hoje são frequentemente os homens. São os homens que representam os conhecimentos e as autoridades em quase todas as áreas. Para criar totalidade de pensamento e equilíbrio decidimos encontrar mulheres.
- Talvez você devesse entrevistar um homem para evitar o rótulo.

Nesta entrevista do dia 08 de março você disse que casou muito jovem. O que você quis dizer?
- Sim, eu me casei jovem. Eu tinha apenas 19 anos quando conheci Björn e 21 anos quando nos casamos. Se era cedo demais ou não é difícil dizer. Quando você é jovem nem sequer pensa se aquilo vai durar ou não. Eu não, eu estava apaixonada. É diferente agora quando eu conheço alguém. Agora eu imediatamente fico desconfiada. Eu acho que tenho aprendido com meus erros. Quando você é jovem e não teve nenhuma dessas experiências acha que o amor e o casamento são da maneira como são apresentados nas revistas, etc

Deve ser mais difícil para você do que para outras mulheres em sua situação conhecer novas pessoas, e especialmente novos homens. Sua imagem inteira fica no caminho ou isto é talvez uma vantagem?
- Em uma festa por exemplo, quando eu sento ao lado de alguém que não conheço frequentemente é sobre mim e o ABBA que falamos na primeira hora. Mas às vezes tenho sorte e a pessoa diz: "Você deve estar cansada de falar sobre o ABBA.... e em seguida falamos sobre algo completamente diferente. Isso é muito mais divertido.

Você está sozinha agora desde há alguns anos e compartilha os cuidados das crianças com Björn. Como é trabalhar fora para você?
- Linda agora tem oito anos e começou a estudar e o mais novo, Christian, tem três anos. Björn e eu moramos muito próximos um do outro e as crianças ficam quase tanto tempo em sua casa quanto comigo. As crianças são a coisa mais importante na minha vida. Nós temos uma babá. É naturalmente um privilégio poder ter isso. Eu acho que é bom que eles fiquem em seu próprio ambiente mesmo quando estou fora. Eu tento estar com eles tanto quanto posso. As crianças precisam sentir que você se preocupa com elas, que você conversa com elas, que você está dando de si mesmo. Eles ficam muitos vulneráveis durante um divórcio. Às vezes me sinto culpada por ter dividido a bonita e segura família deles - a que tive a sorte de ser criada - mas não posso pensar assim. O que está feito está feito. Nós nunca seremos mamãe, papai e filhos novamente. É possível que eu conheça alguém com quem queira compartilhar a minha vida, mas ainda assim não seria exatamente uma família para os meus filhos. Linda prefere o pai e agora quer ficar com ele e eu a deixo ficar lá tanto quanto ela queira. Eu não quero pará-la e posso entender que é mais divertido na casa de Björn. Lá há dois adultos. (Ele é casado com Lena Källersjö). Eu nunca vou passar por um divórcio novamente. Ok, você irá gerenciar mas isto provavelmente te fortalecerá. É também muito difícil viver sozinha. Às vezes eu não sei o que fazer quando as crianças estão na cama e eu estou sozinha. Eu fico muito inquieta. Quando eu estava saindo uma noite, Linda disse: você não pode conhecer seu príncipe dos sonhos esta noite? Ela provavelmente se preocupa por eu estar sozinha. E é claro que gostaria de conhecer alguém. Mas você fica muito mal acotumada em viver sozinha, você só tem a si mesma para agradar. E depois há todo o circo em torno de mim quando eu conheço alguém. Será que ele realmente gosta de mim ou é o dinheiro, o status de celebridade que é atraente? Isto pode não ajudar, mas tenho que ser mais desconfiada hoje em dia.

Nós não falamos nada sobre os anos no ABBA e sua carreira que fez de você o modelo que é. O que os anos no ABBA significam para você?
- A coisa mais positiva com o ABBA é que tenho um trabalho que também é o meu hobby. Eu me sinto muito experiente depois de todos esses anos. Estou acostumada a trabalhar sob stress, compromissada. Eu aprendi que o seu próprio ego não é tão importante. Eu acho que isto fez de mim uma pessoa forte. A viagem foi dura, mas também me deu forças. Eu sei o que eu posso e o que eu quero. Nós fizemos três grandes turnês pelo mundo. É cansativo. Uma vida de turismo não é uma vida real. Não precisamos mais fazer isso agora. Os anos de ansiedade acabaram. Nós pagamos nossas dívidas, basta!

Isto quer dizer que o ABBA como um grupo acabou?
- Eu não sei por quanto tempo vamos continuar. Depende da habilidade dos rapazes para escrever mais músicas boas. Mas agora nós decidimos trabalhar mais em casa. Nós podemos fazer um musical ou talvez um filme.

O que você vai fazer no dia em que o ABBA acabar?
- Eu quero continuar a escrever a minha própria música e eu prefiro trabalhar como produtora. Seria ótimo guiar o projeto inteiro. Construir o álbum desde o início, vê-lo crescer. Eu mesma produzi o meu último álbum "Elva Kvinnor I Ett Hus". Realmente fazem alguns anos que eu fiz isso e agora não estou tão certa em relação a algumas letras. Eu jamais gravaria aquele tipo de letra hoje. Agora eu quero poder me sentir orgulhosa e responsável por todo o projeto. Eu aprendi a dizer não! É algo que tenho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos. Eu também gostaria de atuar em um filme. Mas tem que ser em um papel principal. Tem que ser exigente desde o início. Isso seria divertido.

Quem são seus modelos hoje?
- Ingrid Bergman tem uma personalidade interessante. Estou lendo seu livro agora. Barbra Streisand, Donna Summer e Goldie Hawn são mais modelos na minha área. Elas trabalham em uma indústria forte, são ambiciosas e são boas no que fazem.

Quando a entrevista termina Agnetha diz que tem uma mensagem também:
- Nós precisamos cuidar mais uns dos outros no mundo e mostrar mais os sentimentos, sermos mais abertos e buscarmos a cordialidade entre as pessoas. A atitude de refrigeração de hoje me assusta. É como se fosse proibido ser feliz. Estamos com muito medo uns dos outros. Medo de não sermos bons o suficiente. Devemos aprender a ter coragem de darmos mais de nós mesmos. Porque nós realmente não temos nada a perder.


Fonte: ABBAMikory
(Publicado originalmente em sueco pela revista VeckoRevyn, em setembro de 1981)

6 comments:

Anônimo disse...

Nossa, adorei essa matéria.
Muita coisa eu já sabia, mas há outras que jamais havia escutado.
Nota 10 para vc Lacerda!
Rodriguez

Anônimo disse...

Otima materia

Anônimo disse...

Interessante e esclarecedora a matéria. Lacerda meu nome é Geisa e adoro seu blog. Quanta informação!Tudo de bom p/ vç.

Butterfly disse...

Eu admiro muito a Agnetha.Sou fã e daria tudo para conhecê-la.A Suécia é um sonho que tenho guardado,sou louca para conhecer...

Anônimo disse...

Ammo Agnetha

Marina Gregolin disse...

obrigada pelo texto e pelo maravilhoso blog!

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