sexta-feira, 12 de março de 2010

USA Today, 2010: A introdução do ABBA no Rock Hall não será uma reunião


Os fãs do ABBA podem parar de prender a respiração: o "fab four" do pop sueco, que não tocam juntos desde 1982, não irá se reunir segunda-feira, quando o grupo será empossado - finalmente - no Rock and Roll Hall of Fame.

Dois membros do ABBA, Benny Andersson e a ex-esposa Anni-Frid Lyngstad, estão programados para comparecer à 25ª cerimônia anual no Waldorf-Astoria em Nova York, e provavelmente apenas um se apresentará. "Eu poderei tocar algo no piano, com alguém cantando", diz Andersson. Ele não revela o cantor, exceto para dizer que não será Lyngstad. "Eu não acho que ela queira. Isto já era".

O co-compositor de Andersson, Björn Ulvaeus, não poderá comparecer por causa de "um grande assunto de família", e Agnetha Faltskog, ex-exposa de Ulvaeus e ex-parceira vocal de Lyngstad, "não gosta de voar."

A banda já recusou inúmeras ofertas para se reunir ao longo dos anos, embora não por causa da tensão interpessoal. Andersson, 63 anos, e Ulveaus, 64 anos, continuaram a trabalhar juntos em vários projetos musicais teatrais desde a dissolução do ABBA - incluindo, evidentemente, o sucesso internacional Mamma Mia! "Nós nunca ficamos tentados em revisitar o grupo", Andersson explica, "porque temos estado muito ocupados fazendo outras coisas."

ABBA foi elegível para a introdução desde 1999, 25 anos após o seu primeiro álbum ser lançado nos Estados Unidos, Waterloo. O time de compositores que produziu sucessos como Dancing Queen, SOS e The Winner Takes It All não se surpreende pelo ABBA ter sido negligenciado por uma década, mesmo que artistas menos bem sucedidos comercialmente tenham sido acolhidos. "Os críticos achavam que não fomos tão sérios como algumas outras bandas dos anos 70", diz Ulvaeus.

As gravações da banda, com melodias puras e doces de ouvir, não cabem todas na definição do rock 'n' roll. "Seu vocabulário musical foi extraído de muitos tipos de música pop", diz JD Considine, um colaborador musical do The Globe and Mail do Canadá. "Mas não havia maneirismos do rock tradicional, como uma forte base de blues ou uma guitarra de Chuck Berry."

Como o tempo passou, porém, a influência do ABBA foi citada por muitos jovens roqueiros, por isso houve uma reavaliação", diz Considine. O presidente do Hall Joel Peresman concorda que "o respeito que o ABBA tem dos músicos do rock n 'roll" foi um fator, e aponta para a introduções recentes de Madonna e Run-D.M.C. como sinais de abrangência crescente.

Andersson continua a ser um músico profissional; sua Benny Andersson Band lançou "Story of a Heart" nos Estados Unidos. Mas nem ele nem Ulvaeus, que não toca mais ( "Ele é um aposentado, um cidadão idoso", brinca Andersson), deseja reviver o ABBA.

"Vamos deixar as pessoas lembrarem de nós como um grupo ambicioso e enérgico", diz Ulvaeus. "Uma lembrança maravilhosa".

Por Elysa Gardner, USA TODAY
12 de Março de 2010

2 comments:

Anônimo disse...

Que pena que o grupo não possa se reunir novemente, mas fica em nossas lembranças a magia das musicas que o tempo não vai apagar nunca.

LyngstABBA disse...

Pelo menos teremos Benny e Frida *-*

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