quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Mamma Mia, Here They Go Again! – Björn Ulvaeus fala para a Apple Music sobre o retorno do ABBA


No último dia 2 de setembro, Björn Ulvaeus se conectou com Zane Lowe, da Apple Music, para falar sobre a reunião do ABBA após um hiato de 40 anos. Apresentamos a tradução realizada por uma jornalista brasileira, fã do ABBA, que muito gentilmente a cedeu para publicação no blog. As perguntas do radialista foram resumidas para dar fluidez ao texto, as perguntas do entrevistador estão em fonte normal e as respostas de Björn Ulvaeus em negrito.




É a maior e mais estranha surpresa de todas o fato de que estou tendo a chance de falar com você e você está tirando tempo para representar, não apenas a si mesmo, mas seus amigos. E é aí que quero começar, com a amizade. A música, obviamente, é muito importante e é o motivo por que nos apaixonamos por vocês em primeiro lugar, mas está muito claro que vocês não estariam fazendo isso se não fosse pela amizade, não é? 
Nós sabíamos que tínhamos esse laço, obviamente, nós nos vemos de vez em quando, mas ficou especialmente claro quando entramos no estúdio juntos, pela primeira vez, para este álbum. Aquilo foi tão estranho e maravilhoso ao mesmo tempo, o modo como tudo voltou tão depressa, como se fosse ontem. Tudo era muito familiar, uma situação normal... “Sim, OK, estamos gravando”, como se fosse ontem! (risos)

Sobre voltar ao estúdio, como ABBA, depois de quase 40 anos:
Eu olhei em volta e mirei os olhos da Agnetha e os olhos da Frida. Havia lá o mesmo tipo de sentimento, o mesmo conforto e amizade, os laços entre nós, e você, de repente, se dá conta de que ninguém no planeta já experimentou esse tipo de relacionamento que nós temos. Infelizmente, as pessoas morrem sem terem ficado bem durante toda a vida, mas nós estivemos. Sou incrivelmente feliz por isso. 

O significado da letra de I Still Have Faith In You:
Quando Benny me enviou a demo com a melodia eu sabia que deveria ser sobre nós, mas, ao mesmo tempo, muitas pessoas em diferentes situações vão achar que é sobre elas também. Porque eu adoro ter camadas escondidas nas letras e I Still Have Faith In You pode ser lida de várias maneiras. Mas o que você tem na superfície é que a canção é sobre nós, os outros [significados] você vai ter que refletir por si mesmo. 

As gravações: 
Nós não sabíamos o que esperar quando entramos no estúdio, poderia ser que não tivéssemos mais [o jeito]… E então nós percebemos que havia algo a ser oferecido, a ser dito, foi um sentimento incrível. Em ambas as canções há muito disso, a felicidade e a alegria de ser capaz de voltar e estar orgulhoso. Nós estamos tão orgulhosos como costumávamos estar nos anos 1970 com os álbuns da época. E este é o álbum que segue o The Visitors. (risos) 

Sobre Voyage estar conectado ao The Visitors:
Para mim, pessoalmente, se tornou parte de um legado, se você chama assim, estão 40 anos distantes, mas, ainda assim, é “o álbum mais recente”. Eu não vejo [a volta] como um evento em separado, nós pegamos toda a maravilhosa bagagem que temos conosco e colocamos nesta produção também. 

Sobre como a reunião tomou forma:
Tudo começou com a ideia de criar as nossas versões digitais, os avatares. Isso nos fez achar que talvez deveríamos dar a eles algo para cantar, algo que nós não cantaríamos, mas que eles poderiam. Este é um concerto com os avatares e pensamos que, se nós saíssemos em turnê, teríamos escrito duas ou três músicas novas. Benny ligou para Frida e, acho, eu liguei para Agnetha, e então perguntamos se elas topariam ir para o estúdio e ver se algo aconteceria. Foi espontâneo assim. Nós escrevemos algumas canções, as consideramos ótimas, e fomos para o estúdio apenas por diversão, apenas para ver o que aconteceria. Nós ficamos tão surpresos quanto todo mundo: o som do ABBA apareceu como se nada tivesse acontecido.

Estou amando ter essas canções em minha vida, mas não consigo evitar de pensar nas canções que estiveram esperando 40 anos até que vocês as tocassem.
A maioria das canções foram usadas em musicais e Benny tem uma banda, uma banda de baile, e nós escrevemos bastante para ela, somente em sueco. Nunca nos consideramos músicos pop ou escritores de música pop até, talvez, agora. (risos) Fazemos as coisas do nosso jeito, do nosso jeito estranho, e não há nada que você ouça neste álbum que seja especulativo de forma alguma. Decidimos que nem tentaríamos ouvir os hits de hoje e ver como eles soam, que era como fazíamos antigamente. Nós costumávamos ficar atentos o tempo todo e ver “o que os Bee Gees estão fazendo agora, o Rod Stewart....” Mas desta vez nós apenas escrevemos e são canções muito boas, é isso o que elas são.

O entrevistador comenta que o ABBA ainda soa como ABBA nas músicas novas:
Simplesmente aconteceu de novo. (estala os dedos no ar) Foi a maior alegria de todas, eu acho, quando elas começaram a cantar juntas e havia aquele som. Frida é mezzo-soprano e está um tom abaixo do que costumava ser, e Agnetha é soprano e também está um tom abaixo, mas quando uma se esforça para  encontrar a outra, quando Frida tenta [subir ao tom de Agnetha] é ali que o som metálico típico do ABBA aparece.

[Voltar com o ABBA] fez você se sentir diferente do que costumava nos últimos 40 anos? Isso o surpreendeu?
Engraçado você mencionar isso… Havia algo faltando e eu não sabia, mas sinto agora que isso era a peça que faltava, era o que deveria acontecer neste momento. Você raramente sente esse tipo de coisa, mas estou sentindo. Falando com você, agora, eu vejo: “Sim, uau! Estou tão grato por termos feito isso!”

***

Na íntegra, em inglês: https://youtu.be/phc6Rf_iphg

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Um milagre! Agnetha conseguiu sair viva deste ônibus!

Isto aconteceu em 2 de outubro (1983), às 19h35, em uma rua chuvosa de Urkelljunga, entre Helsingborg e Estocolmo. Agnetha estava voltando para casa de sua turnê promocional pela Europa. Estava com ela no luxuoso ônibus o seu empresário e consultor Hans Blomgren; sua amiga, a jornalista Britta Akesson e dois motoristas que se revezaram na direção do veículo durante a longa viagem pela Europa.

Agnetha tinha acabado de se levantar de seu assento no lado direito do ônibus para esticar as pernas na seção de dormir na parte de trás do veículo.

De repente, uma luz vermelha apareceu no escuro à beira da estrada. O motorista não sabia que as autoridades de construção de estradas de Urkelljunga haviam colocado semáforos temporários nesta seção da via devido a obras nas estradas.

Ele pisou no freio com tudo o que valesse a pena. As rodas traseiras escorregaram em um derramamento de óleo. O ônibus sacudiu descontroladamente e bateu na barreira de choque com as rodas esquerdas. Isso causou uma paralisação tão instantânea que o pesado veículo virou do lado direito.

O impacto aconteceu com tanta força que o ônibus ficou completamente deformado. As janelas foram quebradas com um barulho ensurdecedor.

Agnetha, que estava a caminho da parte traseira do ônibus, e seus companheiros foram catapultados para o chão, o bagageiro foi arremessado pelo interior do ônibus e caiu parcialmente na rua.

O acidente de ônibus disparou um grande alarme no escritório da polícia de Malmö. Seis ambulâncias correram para o local do acidente com luzes de emergência e sirenes uivantes. No escuro e no asfalto molhado, uma cena misteriosa se desenrolou; os primeiros socorros vieram correndo de todas as direções. Eles temiam o pior. Eles resgataram os cinco passageiros pela janela da frente quebrada. Eles foram levados às pressas para o Hospital Ängelholm, onde foram examinados minuciosamente e tiveram que ficar até a manhã seguinte.

A amiga de Agnetha, Britta, quebrou a perna direita. Embora nenhuma fratura óssea tenha acontecido com Agnetha, ela teve uma concussão leve e um torcicolo. Para acalmar a coluna cervical, ela usou uma cinta de pescoço larga. Além disso, todos os cinco tinham feridas de corte e queimaduras pelo calor.

Mesmo quando Agnetha e os outros ainda estavam no hospital, os rumores começaram a se espalhar. Foi alegado que Agnetha estava esperando um bebê - o que teria sido o motivo do surpreendente noivado com seu ex-guarda-costas Torbjörn Brander - que ela perdeu no acidente. O que foi negado com ênfase por Agnetha: “O boato da gravidez surgiu porque fui vista fazendo compras em uma loja infantil em Londres. Mas não havia roupas de bebê nessas embalagens, apenas coisas para meus filhos Linda (10) e Christian (5)."

Na verdade, estava planejado que Agnetha seria transportada do hospital para sua casa em Lidingö, perto de Estocolmo, por um avião particular no dia seguinte ao acidente. Mas ela se opôs vigorosamente a esse plano: embora estivesse abalada pelo acidente de ônibus, ela não queria entrar em um avião.

Com grande pressa, um Chevrolet foi alugado e Agnetha e seu conselheiro Hans Blomgren foram levados para fora do hospital pela porta dos fundos. Às 20h, ela chegou à sua casa em Jupitervägen, em Lidingö. Vários guardas foram postados do lado de fora para que Agnetha pudesse se recuperar do choque em paz e tranquilidade.

Quando o assunto é viajar, a cantora do ABBA realmente é perseguida pelo azar. Ela tem pânico de voar desde que se viu em um tornado pesado em um pequeno avião particular no voo entre Nova York e Boston durante a turnê do ABBA nos Estados Unidos.

Em terra, o tornado causou várias mortes e ferimentos. Nas nuvens, o avião do ABBA foi sacudido de tal forma que Agnetha teve um colapso nervoso a bordo e acordou no dia seguinte no hotel com uma temperatura de 40 graus.

Mesmo no dia anterior ao acidente de ônibus em Urkelljunga, Agnetha sofreu um pequeno acidente: durante uma apresentação em Londres, ela caiu do palco e machucou o cotovelo.

No momento, Agnetha só pode ser consolada por seu noivo Torbjörn por telefone. Até novembro, ele estará atuando como policial nas tropas suecas da ONU estacionadas em Lárnaca, no Chipre. É por isso que ele liga para Agnetha todos os dias, o mesmo telefone que usou há dois meses para uma conversa de três horas com ela em Nova York, quando decidiram ficar noivos...

(Matéria publicada na revista alemã Bravo, em 1983)
 

domingo, 12 de setembro de 2021

O ABBA está de volta. E eu também.

O blog ABBA Brazil foi criado, com uma proposta bem despretensiosa, há treze anos (em junho de 2008). Permaneci à frente dele até 2011, quando por razões pessoais precisei me ausentar, e o deixei nas mãos da melhor pessoa que eu poderia encontrar para dar-lhe continuidade: o meu amigo e jornalista Daniel Couri. 

Dez anos se passaram e a ideia de uma dia retornar ao blog foi ficando cada vez mais distante dos meus planos. Mas não apenas o ABBA com o Voyage, como a vida de uma maneira geral, me mostrou mais uma vez que nós nunca devemos dizer "nunca".

Hoje, portanto, informo que estou de volta. Não no mesmo ritmo dos primeiros anos, mas com a mesma vontade de trazer algo diferente e distante do ritmo frenético das redes sociais. Não posso garantir que serei muito constante, pois a vida muda e muito do meu tempo hoje está comprometido com outros compromissos. No entanto, espero que este espaço seja não somente para mim, como também para todos os que o visitarem, um ponto de encontro com o passado do ABBA e também com o seu futuro. O meu querido amigo Daniel continua também como administrador, o que me deixa muito honrado e grato. Juntos continuaremos, the way old friends do.

Tenho a consciência de que um blog nos dias de hoje é algo que parece um pouco ultrapassado, mas ele persistirá para os que ainda preferem textos mais longos e detalhados. Não importa o número de visitas, mas sim o prazer de voltar a fazer algo que eu não faço há dez anos. A viagem para mim recomeça agora, será um prazer tê-los em nossa companhia. Here we go again!

Com carinho,
ABBA Voyager.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O show holográfico do ABBA

Com tantas especulações que têm circulado na internet há alguns meses, sobre a "reunião do ABBA", resolvi traduzir uma matéria publicada hoje, no site de notícias Inquisitr. Apesar de requentada, a matéria explica, em linhas gerais, a natureza da iniciativa. Em meio ao burburinho e ao sensacionalismo de vários sites, muitos fãs estão achando que será uma reunião do ABBA. Os ex-integrantes do grupo estão, de fato, envolvidos no novo projeto (com previsão de estreia para 2018), mas trata-se de um show holográfico, com a imagem do ABBA como eles eram na década de 1970. Não será um show com os componentes do ABBA hoje. Abaixo, a notícia do Inquisitr, traduzida:


18 de janeiro de 2017

O empresário das Spice Girls, Simon Fuller, trabalha em uma reunião high-tech do ABBA

Stacey Cole

O ABBA vai se reunir após mais de três décadas, de acordo com a BBC. Mas não vai ser uma reunião qualquer; será a reunião do ABBA com o uso de realidade virtual e inteligência artificial. Parece emocionante, não?

Todos os quatro membros originais do ABBA estão se preparando para o novo projeto, que tem sido descrito como uma "nova experiência em matéria de entretenimento". O grupo pop sueco vai, assim, se apresentar junto pela primeira vez em três décadas.

Embora o ABBA não tenha se apresentado junto por mais de 30 anos, chegaram a se reunir para uma festa de 50 anos [da parceria de Benny e Björn], em junho de 2016. Mas o show de realidade virtual do grupo, que está por vir, é o que realmente tem empolgado os fãs.


O projeto, que conta, em grande parte, com a realidade virtual e com a inteligência artificial, está sendo desenvolvido pelo ABBA, juntamente com o empresário musical Simon Fuller. Embora ainda haja poucos detalhes sobre o projeto da "nova experiência de entretenimento", Fuller declarou que eles estão "explorando um novo universo tecnológico".

Mais detalhes sobre o misterioso futuro projeto do ABBA devem ser revelados este ano. O ABBA é composto por quatro integrantes, Agnetha Fältskog, Björn Ulvaeus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad.

Enquanto isso, Fuller permanece mais conhecido por seu trabalho com as Spice Girls. O empresário promete usar as últimas criações em tecnologia de realidade digital e virtual, para tornar a reunião do ABBA ainda mais emocionante. Na mesma declaração que anuncia o novo projeto, Frida revelou que os fãs do grupo ao redor do mundo pedem uma reunião do ABBA há muito tempo.

"Espero que esta nova criação do ABBA empolgue os fãs como está me empolgando". Então, do que exatamente se trata esse projeto? Ele é, de fato, tão empolgante?  De acordo com Benny, eles estão "criando algo novo e tocante". Então a resposta é sim, parece tratar-se de algo extraordinário.

Benny ainda afirmou que a reunião do ABBA é inspirada por "possibilidades ilimitadas" de tecnologia e de futuro. De fato, ele chegou ao ponto de chamar o projeto de uma "máquina do tempo."


"Uma máquina do tempo capaz de capturar a essência de quem nós éramos e somos."

A reunião do ABBA utilizando tecnologia de ponta em realidades virtual e digital é uma excelente maneira de conectar o grupo à sua nova geração de fãs. Seus admiradores antigos sempre se animam ao ouvir falar de um show ao vivo do ABBA e da oportunidade de vê-los juntos em um palco.

Mas conectar-se com os fãs da era moderna é mais complicado do que isso. De acordo com o comunicado à imprensa, o projeto do grupo permitirá que seus fãs vejam e sintam o ABBA "de uma forma nunca antes imaginada."


Embora tenha sido de surpresa e não oficial, o ABBA se reuniu em junho do ano passado, para comemorar a parceria profissional de 50 anos entre os compositores Björn Ulvaeus e Benny Andersson.

As tecnologias de realidade virtual avançaram muito nos últimos tempos, de acordo com a Newsweek. Então não deveria causar tanto espanto o fato de artistas da música, como o ABBA, introduzirem a tecnologia de realidade virtual e digital à sua música original.



Em 2016, a tecnologia já permitia que as pessoas tivessem computadores e apetrechos de última geração. Também existe computação gráfica que permite fotos e vídeos em 3D: tão reais que os entusiastas da tecnologia dos anos 1990 não acreditavam que algo assim pudesse ser sequer criado. Mas agora, com a reunião do ABBA, vai se tornar parte da indústria musical.

Tecnologias de realidade virtual e digital holográfica podem até mesmo substituir a experiência de ir a shows e apresentações ao vivo. De tal maneira que pessoas dos quatro cantos do mundo poderão passar pela experiência  de ver o ABBA e outros artistas cantando ao vivo.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O reencontro do ano


Desde ontem (20 de janeiro de 2016), o burburinho entre os fãs do ABBA, na internet, é geral. A mídia e os fãs foram surpreendidos com o reencontro dos quatro ex-integrantes do grupo, na inauguração do restaurante temático idealizado por Björn Ulvaeus, em Estocolmo.

Björn, Agnetha, Frida e Benny em 20/01/2016, na inauguração do restaurante

A atração, batizada de Mamma Mia! The Party, é uma espécie de restaurante em que o visitante se sente parte de uma festa — a festa que encerra o filme Mamma Mia! Tudo é inspirado no clima do musical: a ilha grega, o bufê mediterrâneo, as taças erguidas em brindes, a dança, a alegria, a música. É como se o evento continuasse exatamente de onde parou o filme, dando início a uma nova história.

Mas a grande sensação da noite de ontem foi a presença de Agnetha, Benny, Björn e Frida na abertura do restaurante:












Quem acompanha o trabalho e a vida dos ex-integrantes do ABBA sabe como é raro vê-los juntos em um evento. Por um lado, porque cada um tem sua família e seus compromissos e, por outro, para evitarem as cansativas especulações sobre uma possível reunião, hipótese que eles já descartaram inúmeras vezes, mas que a mídia não deixa de aventar.

Em várias ocasiões, ao longo das últimas décadas, a presença dos quatro foi aguardada com grande ansiedade. Mas sempre ficava faltando um. A imprensa seguiu alimentando boatos sobre uma "volta" do ABBA, criando expectativa no público e fazendo uma insistente pressão para ao menos uma aparição pública dos quatro. 

Desde que o grupo se dissolveu, só duas vezes os quatro aparecem juntos. A última apresentação do conjunto, ainda como ABBA, foi em 11 de dezembro de 1982, no programa de TV britânico Late late breakfast show

ABBA em 1982, na última apresentação do grupo (Late late breakfast show)

Depois disso, já com o grupo desfeito, reuniram-se em 1986 para gravar o especial de TV Här är ditt liv (Esta é a sua vida), tributo à carreira de Stig Anderson, empresário do ABBA, que também fazia aniversário naquela semana. Filmado em 16 de janeiro de 1986, o programa foi ao ar dois dias depois. Benny, Björn,Agnetha e Frida cantaram, em homenagem ao amigo, Tivedshambo, uma das primeiras composições de Stig, escrita na década de 1940.


Os quatro em 1986, cantando Tivedshambo, em homenagem a Stig


Um longo intervalo de 22 anos separou novamente os quatro ex-membros do ABBA, que voltaram a se encontrar em julho de 2008, na première do filme Mamma Mia!, em Estocolmo. Na ocasião, o elenco do longa voou para a capital sueca e assistiu à estreia do filme, juntamente com Agnetha, Björn, Benny e Frida. Mas não chegou a ser uma confraternização dos quatro, e sim de toda a equipe do filme. Tanto que os quatro não tiraram nenhuma foto juntos. Possivelmente, por uma preocupação implícita em evitar uma imagem que pudesse render ainda mais especulações sobre uma reunião do grupo.


Elenco e equipe do filme Mamma Mia!, na estreia do longa em Estocolmo



Amanda Seyfried, Meryl Streep, Agnetha, Frida e Christine Baranski
Frida, Meryl Streep e Agnetha

Como tornou-se costume não esperar que os quatro comparecessem ao mesmo evento, o acontecido ontem pegou de surpresa tanto os fãs quanto a propria mídia. Em poucos minutos, as imagens de Agnetha, Björn, Benny e Frida juntos, abraçados e sorridentes, se cumprimentando e comemorando, correram o mundo, através das redes sociais. Novamente eles lembraram que estavam lá como amigos, para comemorar o lançamento do restaurante de Björn. De qualquer forma, a data ficará marcada entre os admiradores do ABBA.


Agnetha Fältskog
Frida Lyngstad com o amigo Henry Smith, Visconde Hambleden
Benny Andersson com a esposa Mona Norklit
Björn Ulvaeus com a esposa Lena Kallersjö
Fotos: AFP/Getty Images

"Mamma Mia! The Party" é inaugurado em Estocolmo


O musical Mamma Mia! está sempre se reiventando, e sempre com sucesso. Agora, para quem quer viver a experiência na prática, o restaurante projetado por Björn Ulvaeus é quase um parque de diversões. Parte restaurante, parte espetáculo, parte encenação. Garçons, músicos e público vão interagir em clima de festa, e os frequentadores poderão ser os protagonistas de sua própria versão de Mamma Mia!


Cena do filme Mamma Mia! (2008)
"Quero que mais pessoas descubram a magia e a tornem delas. Minha visão é que visitantes, funcionários, músicos e artistas deem forma à festa juntos, em uma noite numa taverna grega da ilha de Skopelos, onde o filme foi feito. Com direito a oliveiras, uma fonte e todo o resto que vem com a tépida brisa do mar", explicou, poeticamente, Björn.

Björn na inauguração do restaurante, em 20/01/2016

Maquete do restaurante
Björn e a esposa Lena, durante a inauguração

Toda a decoração e o cardápio temático remetem ao filme. O restaurante foi construído em Gröna Lund, um parque de diversões situado em Djurgården, uma das muitas ilhas do arquipélago de Estocolmo. É o parque mais antigo do país e foi inaugurado em 1883. Dentro de Gröna Lund está o Tyrol, um enorme complexo, no estilo das antigas tabernas gregas. 






quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Dança das coletâneas

Em meados dos anos 90, as coletâneas oficiais ABBA Gold e More ABBA Gold já haviam se espalhado, com grande sucesso, pelo mundo. Com o interesse pelo ABBA ressurgindo, as gravadoras trataram de lançar coletâneas secundárias a torto e a direito, a maioria delas em um espaço de tempo muito curto. Para quem estava descobrindo o ABBA, esses CDs se mostravam até interessantes. Mas para os antigos fãs que já conheciam o trabalho do grupo, essas compilações eram apenas mais do mesmo.



Saindo das coletâneas oficiais, logo após a 'febre Gold', o selo Spectrum (parte da PolyGram) lançou ABBA - The Music Still Goes On, em 1996. Os responsáveis pelo CD parecem ter evitado as escolhas óbvias de hits - até porque praticamente todos já haviam figurado em Gold e More Gold. Com exceção das duas primeiras faixas (Does Your Mother Know e Ring Ring), as outras são menos conhecidas do público em geral. O resultado foi uma coletânea bem irregular, que vale para quem já teve um primeiro contato com as canções mais batidas. Para os menos familiarizados com o trabalho do ABBA, no entanto, essa coletânea não é das mais eficientes.




Também em 1996, a Polydor lançou ABBA Master Series. Repetindo algumas faixas de The Music Still Goes On, esta coletânea misturou canções bem batidas como Fernando e The Winner Takes It All a outras menos conhecidas, como My Love, My Life e Andante, Andante. Em 1998, o CD ganhou uma reedição com capa diferente. Novamente, em 2003, uma outra edição, com nova capa.


ABBA Master Series (1996)
ABBA Master Series (1998)
ABBA Master Series (2003)
Em 1998, mais um lançamento da Polydor: ABBA - Love Stories. Pelo nome, supõe-se que seja uma seleção de canções românticas, mas trata-se de uma coletânea extremamente irregular. Mistura faixas muito conhecidas (Fernando, Chiquitita, The Winner Takes It All, I Have a Dream) com outras desconhecidas do grande público (Like An Angel Passing Through My Room, I Let The Music Speak, I Wonder). E nem todas as canções são românticas, como faz parecer o nome do CD. No Brasil, teve também uma edição dentro da série Millenium Internacional - O Som do Século XX.





Passamos para 1999 e nos deparamos com o lançamento europeu de outra seleção de hits: Classic ABBA. Posteriormente, foi lançada em outros países com nomes diferentes. Na Alemanha, Classic ABBA fez parte da série Millennium Collection (relançada, em 2002, sob o título Popstars Of The 20th Century). Na França, foi lançada apenas como ABBA. Na Itália, se chamou Super Stars ABBA. Na África do Sul, o nome dado foi An Evening With ABBA. No Brasil, Classic ABBA foi lançada como parte da coleção Millenium Internacional - O Som do Século XX. A lista de músicas é muito parecida com a de ABBA Master Series (1996). 


Classic ABBA (1999)
Variações do mesmo tema: algumas das muitas 'caras' de Classic ABBA
Classic ABBA (versão 2009)
Edição brasileira de Classic ABBA - Millenium Internacional - O Som do Século XX

Entramos no século 21 e o musical Mamma Mia! fez com que o ABBA se tornasse, de uma vez por todas, reconhecido no mundo não apenas pelo visual extravagante como também pelo talento e pela qualidade de suas composições. Enquanto as coletâneas oficias (lançadas pela Polar Music) ofereciam sempre uma ou duas faixas inéditas em CD ou não lançadas anteriormente, as coletâneas secundárias, sempre muito parecidas entre si, não se intimidaram. Em 2000, foi a vez de The Best Of ABBA - The Millennium Collection - 20th Century Masters, espécie de "mini-ABBA Gold". O estranho foi o CD ter apenas 11 faixas.



A confusão não para por aqui: também em 2000 saiu o CD ABBA - Millennium, coletânea idêntica à Master Series (1996), com exceção da última faixa, que era Andante, Andante e neste foi substituída por Happy New Year.


ABBA Millennium Edition (2000, idêntica à Classic ABBA)
A Spectrum lançou, em 2002, a coletânea The Name of The Game. Novamente, a aposta foi misturar faixas de sucesso como Waterloo, Gimme! Gimme! Gimme! e S.O.S com outras de menor destaque. Entre as nem tão conhecidas, estão Love Isn't Easy, Gonna Sing You My Lovesong e Hole In Your Soul.



Para confundir um pouco mais as coisas, em 2005 foi lançada outra coletânea Classic ABBA, na série The Universal Masters Collection. Apesar do nome, este CD tem lista de faixas diferentes da coletânea Classic ABBA de 1999. Trata-se, na verdade, da coletânea The Name of The Game (2002), com nome e capa diferentes. A lista de faixas e até a ordem são as mesmas.





Como deu para perceber, o mundo das coletâneas pode ser atraente para fãs e colecionadores. Mas se você não é daquelas pessoas que colecionam TUDO, é bom ter atenção na hora de adquirir certas coletâneas. Muitas são repetições requentadas, com apenas a capa diferente. 
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