quarta-feira, 22 de maio de 2013

Novo CD de Agnetha nas lojas do Brasil


Contrariando meu próprio texto de 17/04/2013 aqui no blog, A de Agnetha, o CD solo da cantora foi lançado no Brasil sim, para nossa alegria. E a edição é fiel à original: traz encarte com fotos e letras das canções. Milagres acontecem. O último álbum de Agnetha lançado no Brasil havia sido Wrap Your Arms Around Me, em 1983, ou seja, exatos 30 anos atrás.



Confesso que não esperava essa campanha tão forte da Universal Music (e de Agnetha também, claro). A viagem promocional a Londres, depois de décadas, surtiu efeitos mais do que positivos na divulgação de A. Agnetha estampou a capa de dezenas de revistas e jornais Europa afora e o novo CD sobe cada vez mais nas paradas de lá, sem falar na Austrália.




A tabela a seguir, compilada pelo meu amigo (e pai) deste blog, Adauto Lacerda, mostra as recentes e animadoras posições do CD A:

#2 Suécia
#2 Suíça
#2 Dinamarca
#3 Austrália
#3 Noruega
#3 Alemanha
#6 Inglaterra
#8 Áustria
#14 Holanda
#15 Finlândia
#18 Irlanda
#24 República Tcheca
#30 Bélgica
#72 França
#186 Estados Unidos

Nada mal para quem não lança um álbum com material original (I Stand Alone) desde 1987! (My Colouring Book, de 2004, era um CD com versões de canções antigas). O fato é que, a julgar pelas inúmeras entrevistas que podem ser lidas em sites de revistas e jornais europeus – sem falar nas aparições em programas de TV – Agnetha parece estar muito satisfeita com o CD e também em paz com o passado. Hoje ela se sente capaz de apreciar sua própria música e de falar do ABBA sem o peso de antes.




Em seus dois primeiros discos solo depois do ABBA, Wrap Your Arms Around Me (1983) e Eyes of a Woman (1985), Agnetha ainda estava estigmatizada pelo enorme sucesso do grupo e pelas pressões sobre uma possível volta do quarteto. Havia um cansaço em relação aos anos com o grupo e uma necessidade de se afirmar como cantora fora do ABBA. Tarefa difícil, mesmo para uma artista talentosa como ela. Difícil se desvencilhar da marca 'ABBA' naqueles anos 80. Com I Stand Alone (1987) ela já estava definitvamente farta das viagens promocionais e da imprensa, que sempre a retratava como uma espécie de 'Greta Garbo': reclusa, solitária e misteriosa. A tentativa de emplacar no mercado americano não saiu como esperado. Ela decidiu se afastar do mundo da música e se dedicar à vida doméstica, bem longe dos holofotes.



Quando lançou My Colouring Book há nove anos, Agnetha surpreendeu a todos, mas não quis promover o CD. Problemas na gravação, que se arrastaram por três anos, além de problemas na vida pessoal, podem ter tirado sua tranqüilidade na época. Seus sentimentos em relação à mídia permaneciam embotados e ela não se sentia segura o suficiente para divulgar o álbum como tem feito atualmente.

Este ano, pela primeira vez ela parece ter relaxado. Deixou os fantasmas do passado para trás e topou o convite do produtor Jörgen Elofsson. Para euforia dos milhões de fãs ao redor do mundo, Agnetha mostrou que sua voz continua tão jovial quanto nos velhos tempos e que ela ainda é uma grande intérprete. O novo CD soa atual e tem ao mesmo tempo a cara de Agnetha: romântico, leve e com o inconfundível toque melancólico da cantora, que imprime sua marca em cada uma das 10 faixas. 



segunda-feira, 6 de maio de 2013

ABBA ontem, hoje e sempre: museu do grupo é inaugurado


Um templo grandioso com cores, brilhos e músicas inteiramente dedicado ao ABBA. Sim, a partir de amanhã, 7 de maio de 2013, o sonho de milhões de fãs ao redor do mundo se torna realidade. O museu do ABBA, na Suécia, abre suas portas após anos de expectativa, especulações, planos e trabalho árduo. Um local único, onde será possível passar pelos estúdios da Polar Music, os camarins dos shows, os parques suecos, os cenários das fotos e muito mais. O museu vai exibir reproduções fiéis desses lugares todos, além de peças 100% originais, da época do ABBA (roupas, acessórios, objetos etc.).

Ilustração de como será o museu

Personal stylist do ABBA enquanto o grupo esteve ativo, Ingmarie Halling é a curadora do museu
Além disso, apresentações interativas completam a euforia: você pode se “mesclar” ao ABBA, sentir-se um dos membros do grupo e cantar junto com eles no palco, em pleno show. Vamos entrar em um lugar onde cada um dos visitantes poderá, por alguns instantes, se tornar o quinto integrante do ABBA, explica Mattias Hansson, diretor executivo do museu, para a BBCUm verdadeiro túnel do tempo que recria toda a magia de um tempo em que o quarteto sueco reinava nas paradas de sucesso mundo afora e vendia discos feito água.

Ingmarie Halling e Mattias Hansson, diretor executivo do museu
ABBA The Museum fica na ilha de Djurgården, situada ao leste de Estocolmo, capital sueca. Björn, juntamente com Benny e Frida, estarão lá amanhã para cortar a fita inaugural. Agnetha não vai estar presente, pois se encontra em Londres divulgando seu novo CD, A. Novamente a loura do ABBA é motivo de controvérsia. Teria sido essa ‘ausência’ uma estratégia para não aparecer junto aos outros ex-membros do grupo? Ou apenas mera coincidência? As opiniões entre os fãs ficam divididas.

Agnetha posa para foto de divulgação de seu novo CD solo (maio de 2013)
Apesar de se mostrar cada vez mais à vontade com a mídia, concordando em ser entrevistada por jornais, revistas, aparecer em programas de TV e até mesmo em sair da Suécia só para promover seu novo álbum, Agnetha ainda parece relutante quando se trata de juntar-se aos antigos colegas do grupo. Mas nem isso é capaz de arranhar o brilho dessa inauguração. Fãs de várias partes do mundo são esperados no evento, que vai recontar com detahes toda a trajetória do ABBA, desde a vitória no Eurovision Song Contest em 1974 até o fim da banda, nove anos depois.

ABBA após a vitória no Eurovision (1974)
O museu conta com o apoio total dos ex-membros do ABBA. Björn gerencia diariamente as dezenas de funcionários envolvidos nos últimos preparativos para a grande inauguração.  Nada ficou de fora do acervo, nem mesmo as famosas botas-plataforma, tantas vezes usadas pelo ABBA. Um detalhe interessante: como Björn era o mais baixo dos quatro, suas botas eram sempre as de salto mais alto. E assim como a sensacional guitarra em forma de estrela, usada na noite do Eurovision, suas roupas eram sempre as mais extravagantes.

ABBA em 1975

“Sim, eu usava as roupas mais engraçadas, mas a culpa era minha mesmo. Acho que todos queriam um look bem radical, chamativo. No meu caso, creio que eu queria mais do que os outros”, conta ele ao jornal inglês Daily Mail do último dia 3 de maio, em entrevista concedida à jornalista Jan Moir. “Talvez eu tivesse menos autoconfiança que os outros e tentasse balancear isso com aquelas roupas engraçadas”.

Aos 68 de idade, Björn conserva-se tão em forma quanto antigamente. “Experimentei um dos meus macacões antigos do ABBA há uns dois anos. Serviu direitinho, sem problema. E eu fiquei ridículo, claro”, diverte-se ele. Björn me disse que, com o passar do tempo, tem sido mais fácil olhar para o passado. Tanto para as lembranças boas quanto para os momentos difíceis, revela Mattias Hansson. 

Sobre a recorrente pergunta a respeito de uma possível volta do ABBA, mais uma vez ele é categórico: “Juro pra você que o ABBA nunca vai se juntar novamente – eu não suportaria o estresse de desapontar a todos”, revela. “E quando você escuta nossas músicas, não acha gostoso ter na mente a imagem de quatro jovens cheios de energia? Muito melhor do que quatro velhotes, sem dúvida”.

Björn posa para as câmeras do Daily Mail, sentado no banco de praça montado em um dos cenários do museu. O mesmo banco que aparece na foto da capa do LP Greatest Hits (1976), bem atrás dele – uma das primeiras fotos publicitárias do ABBA. Hoje ele se parece exatamente com o que de fato ele é: um abastado empresário e investidor sueco, alguém com “vários interesses comerciais”. Tanto que ele é o maior investidor do museu, que conta ainda com um hotel de 50 dormitórios.


Sob circunstâncias normais, Björn Ulvaeus nunca se envolveria no projeto de um museu dedicado ao ABBA. Não é do seu feitio (ou de qualquer outro ex-membro do ABBA) ficar alardeando sobre o incrível sucesso do grupo. A natureza dos suecos não deixa espaço para estrelismos nem deslumbramentos. “É meio estranho”, ele conta. “Mas o museu vai estar aqui na minha cidade, bem na minha porta. Vou ser constantemente lembrado de que ele existe. Eu não conseguiria conviver com as pessoas passando por ele e dizendo ‘bem, humm, é mais ou menos, Björn, podia ser melhorzinho’, sabendo que eu poderia ter ajudado a fazer algo bacana e melhor”.

E é exatamente o que ele está fazendo com o novo empreendimento em sua cidade – que por sinal já tem 70 museus (provavelmente mais museus por quilômetro quadrado do que qualquer outro lugar do mundo). Em se tratando de Estocolmo, o passado nunca está muito distante.

Apesar das perguntas dos jornalistas serem sempre semelhantes, assim como muitas das respostas, nem tudo já foi dito e feito. “Será que a esta altura já revelei tudo?”, questiona-se Björn. “Creio ter sido muito aberto sobre mim mesmo em entrevistas e programas, mas ainda há muito lá no fundo. Existem segredos. As pessoas se surpreenderiam comigo, mas nunca contarei por quê”, diz ele, mantendo a privacidade.

Björn ainda lida com o desafio emocional de caminhar em um museu dedicado ao trabalho de toda a sua vida – o tipo de homenagem que geralmente é prestada às pessoas depois de mortas. “Eu sei”, concorda ele, “mas a sensação é mais ou menos essa mesmo. Estamos contando a história de quatro outras pessoas. Não sou quem eu era. Olho pra mim naquela época e mal reconheço quem é aquele rapaz. Mas não cheguei a esquecer completamente”.

Que conselho ele daria para aquele Björn da juventude? “Eu diria e ele, olhe para o que é importante de verdade e descarte o resto. Essa é a dificuldade, uma vez que você se encontra no meio de algo tão grande. Muita gente quer um pedaço de você. E você acaba querendo agradar a todos, o que é impossível”.

No auge da fama, por vezes hordas de fãs forçavam o grupo a se trancar em quartos de hotel durante as turnês. Ainda bem que a Suécia estava sempre ali para quando eles voltassem para casa. “Podíamos andar por Estocolmo e as pessoas sabiam que ali estavam Björn e Agnetha, mas ninguém nos incomodava. Algumas pessoas precisam de paredes em volta de si, segurança. Acreditam que têm que sobreviver a algum tipo de mito. Mas nós decidimos que não, que isso não era para nós”.

Benny e Frida: em 1976 e em 2010
O peso de fazer parte do ABBA foi demais para os dois casais. As mudanças ocorridas dentro do grupo após os divórcios se refletiram nas músicas. Um dos grandes paradoxos do ABBA era o fato de uma fina camada de melancolia se manter logo abaixo da superfície de canções alegres. “Muitas das canções são melancólicas, lentas, algumas até com letras mais profundas. Mas de alguma forma os arranjos e a voz das garotas iam contra isso totalmente, dando um ar radiante às músicas. Mesmo quando eram canções mais tristes”.

Lena e Björn
Casado com a jornalista sueca Lena Källersjö desde 1981, com quem permanece até hoje, Björn leva uma vida simples, à moda dos suecos. A riqueza nunca o distanciou de seus prazeres domésticos.  Ele passeia em seu barco, corre na esteira de sua academia e se diverte viajando com a família – seus quatro filhos e cinco netos, além da esposa. “Alugamos uma casa bem grande e o vovô aqui aproveita para brincar com os netos na piscina”, conta. Recentemente ele aceitou a velhice. “O que eu mais sinto falta é daquele futuro sem limites que eu vislumbrava. Quando o horizonte parecia tão distante. De repente você se dá conta de que esse não é mais o caso. A vida não continua para sempre e você vê que já realizou a maioria das coisas com as quais sonhou. É uma situação completamente diferente”.

O ABBA é, sem dúvida, merecedor de um museu. Durante os nove anos em que o grupo esteve ativo, vendeu mais de 400 milhões de álbuns e compactos. ABBA Gold é o terceiro álbum mais vendido de todos os tempos – e continua vendendo milhões de discos a cada ano. Nada mais justo do que um museu que terá a honra de ser visitado por seus próprios homenageados.



Fonte:

quarta-feira, 17 de abril de 2013

"A" de Agnetha


Nos últimos anos circularam na internet boatos acerca da "volta" de Agnetha, mas desta vez é pra valer: falta menos de um mês para o lançamento oficial do novo álbum de Agnetha, cujo título é simplesmente "A". A Universal Music anuncia o CD para o dia 13 de maio, mas é claro que o Brasil – como de costume – não entra nessa lista. 

O novo álbum traz 10 faixas inéditas, incluindo I Should Have Followed You Home, dueto com Gary Barlow (ex-integrante do Take That). “Não chegamos a nos encontrar”, revela Agnetha. “Falei com ele uma vez por telefone, mas eu estava viajando quando ele gravou a parte dele”. Ela espera encontrá-lo em uma possível viagem promocional à Inglaterra, mas afirma que não há planos de apresentações ao vivo.

Gary Barlow
O último trabalho de Agnetha havia sido o CD My Colouring Book, de 2004. Ou seja: praticamente uma década atrás. Ela não fazia planos e nem imaginava que voltaria a gravar ou tampouco compor. Mas as coisas começaram a mudar em 2011, quando o compositor e produtor musical sueco Jörgen Elofsson (responsável por hits de Britney Spears, Kelly Clarkson, Westlife, Leona Lewis e Celine Dion, entre outros) procurou Agnetha. Na manga, trazia três canções compostas especialmente para ela, na esperança de que Agnetha aceitasse o projeto. E deu certo.


“Fiquei muito lisonjeada”, disse Agnetha. “Muito mesmo. Não tinha como dizer ‘não’. Realmente adorei as músicas desde o começo”. Mas não foi tão simples assim quanto parece. Antes de darem início ao trabalho, ela impôs algumas condições. “Disse a ele que precisávamos conversar sobre uma série de coisas primeiro. Fiquei quase 10 anos sem cantar, então não tinha certeza se minha voz ainda funcionaria”, conta ela. “Desde o começo eu havia dito que se o novo trabalho soasse velho, eu não ia querer fazer... Por que deveria?”

Além de Elofsson, Peter Nordahl também assina a produção do novo CD. O primeiro single, When You Really Loved Someone, foi lançado mês passado e logo de início causou furor entre os fãs do ABBA e de Agnetha na internet. “Jörgen ficava m falando que eu tinha que escrever uma canção para esse disco”, conta Agnetha.

Peter Nordahl, Agnetha e Jörgen Elofsson 
“Estava sem compor há muito tempo. Mas quando me sentei ao piano, de repente a música tomou forma”, lembra a cantora. Assim nasceu I Keep Them On the Floor Beside My Bed, a primeira composição de Agnetha desde I Won't Let You Go, do álbum Eyes of a Woman (1985). Os fãs se perguntam por que ela não escreveu outras.

À sua moda sempre modesta, Agnetha explica que perdeu o hábito, ficou ‘enferrujada’. “Durante os anos com o ABBA, os rapazes escreviam todo o material. Além disso, eu também não tinha tempo para me dedicar às minhas próprias composições. Eles viviam me pedindo, mas quando eu chegava em casa, tudo que queria era estar com meus filhos.”

“Para este álbum”, ela explica, “concordamos que eu pudesse talvez compor uma faixa. Eu não queria fazer mais do que isso. Não sou aquele tipo de compositora que compõe todo dia. Mas foi muito prazeroso ver se ainda funcionava – e funcionou!”


Hoje Agnetha já aprecia as lembranças dos tempos do ABBA sem o peso de antes. E para o museu em homenagem ao grupo, que será inaugurado em maio deste ano em Estocolmo, ela doou roupas antigas de shows e objetos da época do ABBA. “Acho tão estranho ter um museu em nossa homenagem!”, observa ela. “O ABBA aconteceu há tanto tempo... Estamos envelhecendo, nossas vidas mudaram muito”, reflete.

Agora ela está concentrada no novo CD, que segundo ela, pode ser seu último. “Não acho realista da minha parte pensar no futuro agora ou planejar um outro álbum. Mas também não fecho as portas. Estou muito aberta ao que possa surgir, mas por enquanto, estou bem satisfeita com este que estamos lançando. Espero, de coração, que as pessoas gostem tanto quanto nós gostamos”.


  
Fonte:

http://www.agnetha.com/

http://www.bbc.co.uk/news/entertainment-arts-21687897

http://www.jorgenelofsson.com/news/official-agnetha-faltskog-press-release/

http://www.peternordahl.com/

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ABBA The Museum


ABBAWORLD, a exposição itinerante sobre o ABBA, ganhará um lar permanente a partir do próximo ano. O novo museu dedicado ao quarteto sueco terá sede fixa em Estocolmo, onde Björn Ulvaeus participou de uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 03/10.


Björn na coletiva de imprensa hoje (Crédito da foto: Kris Boswell/Sveriges Radio)

(Crédito da foto: Kris Boswell/Sveriges Radio)

Durante a entrevista, ele disse que “ABBA The Museum” será parte do Hall da Fama dedicado à música sueca, a ser inaugurado em Estocolmo no primeiro semestre do ano que vem. Há muito tempo a capital da Suécia era considerada para a construção de uma área dedicada ao ABBA, mas os planos haviam esbarrado em burocracia e outros problemas. 

Após alguns anos de espera, o Hall da Fama está finalmente em construção na ilha de Djugården, onde ficam vários outros museus. ABBA The Museum terá peças do figurino do ABBA, instrumentos e muitos outros acessórios em exibição no ABBAWORLD, que já passou por vários países europeus e pela Austrália entre 2009 e 2011.


Nos bastidores, Mattias Hansson – diretor administrativo do ABBA The Museum – é o encarregado de garantir a instalação e funcionamento do museu. "A música pop sueca é parte importante da nossa herança cultural. E o ABBA é um dos maiores nomes do nosso país, conhecido internacionalmente. É nosso dever dedicar um espaço permanente ao trabalho deles aqui."

(Crédito da foto: HENRIK MONTGOMERY/ SCANPIX / REUTERS)
Para incrementar a mostra, Björn disse que os membros do ABBA limparam os armários, tirando figurinos que estavam há décadas no fundo dos baús, como botas de salto plataforma e outras roupas muito brilhantes. "Uma das peças que lembro muito claramente era uma espécie de collant do Super-Homem com uma capa", disse ele. "Me deixa até enjoado quando vejo".

Ele afirmou que espera reunir os quatro membros da banda no lançamento da atração, prevista para abril ou maio do ano que vem. Mas negou, pela milésima vez, qualquer chance de voltar aos palcos com os colegas. "Somos o único grupo desta magnitude que nunca se reuniu. Achamos isso bacana. É uma das forças do ABBA: você lembra daqueles jovens enérgicos e ambiciosos nos anos 1970 em vez de velhinhos que se sentem compelidos a levantar da cadeira e tocar o tempo todo."

Sempre elegante, mas sem perder a firmeza, Björn reiterou: "Desfizemos a banda enquanto estávamos no topo. E quando paramos, foi para dar um tempo e fazer outras coisas. A ideia era nos reunirmos novamente após um ou dois anos. Mas isso acabou nunca acontecendo."


No entanto, a música do ABBA continua vivíssima, com milhões de álbuns vendidos a cada ano e, é claro, o permanente sucesso do musical Mamma Mia! mundo afora. "Hesitei em virar peça de museu antes de minha morte, mas agora entendo que criamos muita coisa e que é uma história como a da Cinderela, que vale a pena contar", comentou ele. "E tudo foi aprovado pelos quatro integrantes do grupo."

Algumas das empresas mais proeminentes do mercado estão por trás do projeto, como Parks and Resorts (Gröna Lund), Universal Music, Polar Music, MasterCard, Stockholm Arlanda Airport, Viking Line etc. Outras parcerias também estão por vir.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

ABBA Gold é o CD mais vendido da Inglaterra


Confirmado ontem: coletânea ABBA Gold é o CD mais vendido de todos os tempos na Inglaterra, de acordo com a Official Charts Company (OCC), responsável por compilar várias tabelas musicais oficiais do Reino Unido.


No aniversário de 30 anos do formato compact disc, a notícia agradou não apenas aos fãs ingleses do ABBA, mas também do mundo todo. O CD ABBA Gold vendeu 4 milhões de cópias desde que foi lançado em 1992, enquanto o 21 (2011) de Adele ocupa a segunda posição da lista, com 3,5 milhões, e What's The Story Morning Glory? (1995), do Oasis, ficou em terceiro, com 3,4 milhões.

As vendas de Gold foram turbinadas pelo musical Mamma Mia!, que também ganhou uma versão cinematográfica de sucesso, com Meryl Streep no papel principal.

Enquanto os populares downloads dão conta de vendas acima da média nos gêneros rock, urban e dance, o CD é ainda hoje formato musical preferido pela maioria esmagadora dos ouvintes de easy listening (79,7%), blues (78,2%) e música clássica (77,7%).


Geoff Taylor, diretor geral da BPI (British Phonographic Industry), que representa as gravadoras britânicas, afirmou: "O CD sinalizou um grande avanço para a tecnologia de som, tornando-se um dos mais bem sucedidos produtos da história comercial. Apreciadores de música adotaram sua qualidade e durabilidade sonoras, além da facilidade de acesso às faixas e do manuseio."

"Há muitos fãs de música na Inglaterra que valorizam o produto físico, querem possuir o CD e colecioná-lo", prossegue Taylor. "Estamos trabalhando com os varejistas para aprimorar o formato CD e acrescentar novos atributos que agradem ainda mais aos consumidores."

O ABBA, que já vendeu mais de 350 milhões de discos no mundo todo, continua vendendo mais de dois milhões de álbuns a cada ano. Ou seja: os fãs e colecionadores não precisam ter medo. O CD terá vida longa pela frente.


Fonte:


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ABBA na versão e-book, em português

A oferta total de e-books em português já ultrapassa a marca de 16 mil títulos diferentes. Parece pouco, mas o progresso é significativo: em apenas seis meses, foram colocados à venda mais de 5 mil novos e-books, quase 50% de tudo o que era oferecido até fevereiro de 2012. (*)


Meu livro Mamma Mia! (Panda Books, 2011) acaba de ganhar sua versão em e-book. Disponível em quatro lojas até o momento - Saraiva, Livraria Cultura, Gato Sabido e IBA (do Grupo Abril) - o livro traz a história de sucesso do musical Mamma Mia!, além de muitas curiosidades e da biografia do ABBA, como os frequentadores do blog já sabem.


Os defensores do e-book argumentam que ele sempre será mais barato (em torno de R$ 20) por não ter o custo de impressão. Mas nem todos concordam. “O livro digital é barato porque parte do preço é dividido com o título impresso”, diz Marcelo Duarte, jornalista e diretor-editorial da editora Panda Books, que tem 42 de seus 380 títulos em versão para iPad. (**)

Marcelo Duarte, da Panda Books, já digitalizou parte do seu catálogo, que conta com Mamma Mia!

Os links para Mamma Mia! em e-book são:






(*) Fonte: Simplíssimo
(**) Fonte: IstoÉ

sábado, 15 de setembro de 2012

Livros brasileiros sobre o ABBA


Este ano um fato raríssimo aconteceu no Brasil, no que diz respeito ao ABBA. Os admiradores brasileiros do grupo já estão acostumados à escassez de revistas, livros ou mesmo matérias dedicadas ao grupo, ao contrário do que ocorre na Europa. Mas eis que este segundo semestre surpreendeu os fãs brasileiros com duas publicações: o livro ABBA – O que há por trás de cada canção (Ed. Lafonte) e a revista ABBA – Quando a vida é uma festa! (Ed. Escala), ambas do grupo editorial Larousse. O livro é do inglês Robert Scott (pseudônimo do jornalista Chris Roberts), com tradução de Marcia Amorim. A revista é uma versão do mesmo livro, só muda o formato.


Foram pouquíssimas as revistas nacionais dedicadas ao ABBA. A extinta Somtrês, especializada em equipamentos de áudio e música em geral (foi a primeira revista do gênero no Brasil) lançou uma edição especial sobre o ABBA em 1983. Uma revista-pôster gigante, com muitas fotos do grupo, toda sua trajetória e discografia – dadas as limitações daquele tempo, claro. Mas foi um projeto ousado por se tratar de uma banda cuja biografia, naquela época, era quase desconhecida no Brasil.

Quase 20 anos depois uma obscura revista chamada DVD World lançou uma edição também dedicada ao ABBA. Com informações visivelmente transcritas de sites superficiais, texto pobre e diagramação primária, a publicação chamou a atenção não pelo conteúdo, mas por estampar o ABBA na capa, fato quase inédito no Brasil. A intenção aqui não é criticar a tal revista. Afinal, qualquer iniciativa de divulgar o ABBA para os brasileiros é bem-vinda, ainda que seja de forma amadorística.

De vez em quando aparece uma matéria aqui, outra ali. Todas bem genéricas e superficiais, salvo raras exceções. A imprensa no Brasil tem um certo receio de se aventurar pelo universo do ABBA por desconhecer a história do grupo e por preguiça de pesquisar. Um dos motivos que me fizeram escrever meu primeiro livro sobre o grupo, Made in Suécia – O paraíso pop do ABBA (Ed. Página Nova, 2008), foi justamente esse. Em pleno século 21, achava uma vergonha que nossos jornais e revistas ainda se referissem ao ABBA de maneira caricata. Confesso que fiquei espantando por ter sido o primeiro e único brasileiro – até o presente momento – a se interessar pelo registro, em língua portuguesa, da história do ABBA.

Não que outros não sejam capazes. Conheço pelo menos mais meia dúzia de fãs brasileiros do ABBA com conhecimento, interesse e material suficientes para escrever uma ótima biografia do grupo. Mas a falta de espaço em nosso mercado e as dificuldades e limitações de acesso a fontes confiáveis, além dos percalços financeiros, talvez tenham desestimulado outros antes de mim. E eu só consegui transformar meu sonho em realidade graças à confiança e ao apoio do Sandro Bier, responsável pela Editora Página Nova. E o sonho saiu do papel e foi parar nas livrarias.


Apesar do trabalho quase artesanal, posso dizer – sem falsa modéstia – que me orgulho muito desse livro. Ainda que o mercado brasileiro não demonstre interesse ávido por uma biografia do ABBA, Made in Suécia foi bem recebido e ganhou até elogios da revista Rolling Stone.

Há um ano, com meu segundo livro, Mamma Mia! (Panda Books, 2011), pude atualizar e lapidar ainda mais as informações sobre o grupo, desta vez dando também enfoque ao sucesso da peça e do filme Mamma Mia!. A aposta, dessa vez, veio do Marcelo Duarte, conhecido jornalista e fundador da Panda Books, também autor da série de livros O Guia dos Curiosos (com mais de 190 mil exemplares vendidos).

Voltemos agora ao assunto deste post: o lançamento de ABBA – O que há por trás de cada canção. É a primeira vez que um livro sobre o ABBA é traduzido para o português e lançado aqui no Brasil. Não podemos deixar de bater palmas. O curioso foi a escolha, pois este não é o melhor livro sobre o ABBA. Para começo de conversa, ele não conta “o que há por trás de cada canção”, como aparece escrito na capa. Trata-se, na verdade, da opinião pessoal do autor, Robert Scott, sobre cada canção. As críticas são separadas por álbum, todos em ordem cronológica.


Antes de começar sua análise de cada canção, Scott fornece um leve background sobre os integrantes do ABBA, o que ajuda a situar o leitor ainda não familiarizado com a história do grupo. Como em tantos outros livros que se proclamam autoridades em matéria de ABBA, neste também há imprecisões e factoides já batidos. A tradução, cheia de deslizes, também não ajuda. Percebe-se facilmente que tradutora não tinha familiaridade alguma com o ABBA. Os nomes de canções em sueco foram traduzidos para o inglês, o que não faz sentido, já que se trata de um livro traduzido para o português. Só para citar rapidamente dois exemplos, Utan dej (“Sem você”) ficou “Without you”. Som jag är (“Como eu sou”) foi escrita de forma totalmente errada: Sam Jar Ag. Entre parênteses apareceu a tradução para o inglês (“On my own”), que também não corresponde à tradução do nome original em sueco.

É até compreensível, já que a língua sueca é complicada e pouco – ou nada – conhecida por brasileiros. Senti isso na pele quando escrevi meus livros. Pode-se até passar por cima desses detalhes sem que isso prejudique a leitura, mas coisas que dizem respeito diretamente às letras e canções do ABBA em inglês não deveriam conter erros de tradução. Um exemplo: na parte que fala de Two for the price of one, aparece o texto: “Esta é a história de uma faxineira que coloca um anúncio nos classificados de romance de uma revista (...)”. De onde a tradutora brasileira tirou que foi uma faxineira que colocou o anúncio? A letra diz que foi uma moça, Alice Whiting, mas em momento algum diz que ela era uma faxineira (!). É melhor deixarmos de lado as confusões da tradução, antes que este post fique ainda mais longo.

Apesar da tentativa de injetar humor em seu texto, o autor não soa muito espontâneo ou convincente. De fato, o tom do livro oscila estranhamente entre o deboche e a bajulação. O fato de evitar um tom mais “sério” até seria louvável se não fosse por um certo descaso aparente. O leitor fica com a impressão de que Scott passou os olhos em alguns artigos sobre o ABBA, mas não se aprofundou em textos mais precisos, como os encartes de CDs, por exemplo.

Ele chega até mesmo a se contradizer em algumas passagens. Em determinado ponto, reconhece a prudência na decisão de Benny em parar de escrever letras para as canções, já que seu forte eram as melodias. Em outro trecho Scott condena Benny por letras que nem sequer haviam sido compostas por ele. (Como todos os fãs do ABBA sabem, Björn sempre teve mais facilidade para escrever letras, razão pela qual assumia essa função).


E para não dizer que não fiz nenhum elogio ao livro, tenho que dar o braço a torcer: há uma verdadeira enxurrada de fotos do ABBA, de várias fases. A maioria delas já é bem conhecida, mas o livro também traz algumas raras, todas coloridas. Esse, aliás, foi um percalço que encontrei em meus dois livros: o preço da aquisição de direito para uso das fotos é altíssimo, fato que obrigou a mim e aos editores um número pequeno de fotos. No primeiro livro, consegui a colaboração de fãs que me cederam suas fotos originais. No segundo, algumas foram compradas e outras foram tiradas do meu próprio acervo. Em compensação, me aprofundei na pesquisa para contar a história do ABBA da forma mais fiel possível.

Pelo menos em matéria de fotos do ABBA, os fãs brasileiros não podem reclamar nem do livro e nem da revista. Ambos são riquíssimos nesse sentido. Mas a pergunta continua martelando em minha cabeça: se era para traduzir um livro sobre o ABBA, por que não escolheram um do Carl Magnus Palm? Sem sombra de dúvida ele pode ser considerado o biógrafo oficial do ABBA.


Infelizmente os livros de Palm nunca foram traduzidos para a língua portuguesa. Ele escreveu verdadeiras “bíblias” sobre o grupo, entre elas The Complete Recording Sessions (1994), Bright Lights, Dark Shadows (2001) e The Complete Guide to Their Music (2005), só para citar alguns. John Tobler também fez um excelente trabalho com ABBA Gold  The Complete Story (1993). Talvez porque esses livros, por serem impecáveis e muito completos, exigiriam não apenas uma tradução esmerada mas um trabalho de pesquisa detalhado e demorado.

O livro de Scott, por outro lado, não tem o compromisso de ser uma biografia 100% confiável e exata. Talvez por esse motivo a Editora Lafonte o tenha escolhido. Uma última curiosidade: pouco antes de lançar meu livro Mamma Mia! no ano passado, meu editor da Panda Books me enviou o livro de Scott para que eu desse uma lida e visse se havia algo de interessante ou relevante. Era o exemplar em inglês, pois essa edição brasileira ainda não havia sido lançada. Vi que o livro era de 2003, mas fora relançado em 2009 com outra capa, pegando carona no sucesso do filme Mamma Mia! Achei uma tremenda coincidência que tenham lançado essa edição em português justamente agora, um ano depois. O detalhe é que o enorme título original ABBA Thank you for the music – The stories behind every song foi encurtado em português, perdendo o Thank you for the music. Já a versão nacional em formato de revista recebeu o pouco apropriado título de ABBA – Quando a vida é uma festa! Seja como for, quem fez a festa foram os fãs brasileiros, que sentiram o gostinho de ver uma revista sobre o ABBA nas bancas, ainda que ela só tenha sido lançada em um número bem limitado de cidades.


Abaixo, os dados sobre a edição brasileira e as duas originais em inglês:

ABBA – O que há por trás de cada canção
Robert Scott
Lafonte-Larousse, 2012
242 páginas

ABBA Thank You for the Music - The stories behind every song
Robert Scott
Carlton Books, 2003

ABBA Thank You for the Music - The stories behind every song
(Includes all the songs from the hit movie Mamma Mia!) 
Robert Scott
Carlton Books, 2009

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Mais um lançamento de luxo este ano: 'ABBA' (1975)


Depois do recente lançamento de The Visitors Deluxe, no primeiro semestre deste ano, uma agradável surpresa entusiasmou os fãs do ABBA: o lançamento, marcado para novembro, de ABBA (1975) Deluxe. Ainda que em matéria de canções o CD não traga nada que o público já não conheça, o DVD que acompanha a edição traz verdadeiras pérolas, como o especial de TV ABBA In Australia, de 1976.


O primeiro disco do pacote traz as faixas originais do álbum de 1975 e mais três bônus, todas remasterizadas especialmente para essa edição. O segundo disco é um DVD e traz 60 minutos de apresentações na TV nunca lançadas anteriormente em vídeo ou DVD. Isso inclui o já mencionado especial de 1976 ABBA In Australia completo, também conhecido como The Best Of ABBA – o famoso programa que atraiu, na Austrália, audiência maior que a chegada do homem à lua, em 1969.

Metade das 12 músicas do especial são performances das faixas do álbum ABBA. Para completar o rico material do DVD, há três canções do especial de TV Made In Sweden – For Export (1975), juntamente com duas apresentações resgatadas dos arquivos da BBC: S.O.S. no Seaside Special, que foi ao ar em 1975, e Mamma Mia no Top Of The Pops (1976). Para fechar com chave de ouro, dois raros comerciais de TV antigos: um da coletânea australiana The Best Of ABBA e outro do LP Greatest Hits.

O pacote ainda inclui um livrete de 24 páginas com um texto que esmiúça todo o processo de criação, composição e gravação do álbum ABBA. Benny e Björn colaboraram com histórias dos bastidores e curiosidades exclusivas.



ABBA – DELUXE EDITION

DISC 01: CD

1.  Mamma Mia

2.  Hey, Hey Helen

3.  Tropical Loveland

4.  SOS

5.  Man In The Middle

6.  Bang-A-Boomerang

7.  I Do, I Do, I Do, I Do, I Do

8.  Rock Me

9.  Intermezzo no 1

10.  I’ve Been Waiting For You

11.  So Long

Bonus Tracks:

12.  Crazy World

13.  Medley: Pick A Bale Of Cotton – On Top Of Old Smokey – Midnight Special

14.  Mamma Mia (Spanish Version)


DISC 02: DVD

1. ABBA In Australia (Television Special):

Mamma Mia

Hasta Mañana

Ring Ring

Tropical Loveland

Waterloo

I Do, I Do, I Do, I Do, I Do

Rock me

Dancing Queen

Honey, Honey

Fernando

So Long

SOS

2. Made In Sweden – For Export (SVT)

Mamma Mia

I Do, I Do, I Do, I Do, I Do

So Long

3. SOS (Seaside Special, BBC)

4. Mamma Mia (Top Of The Pops, BBC)

5. The Best Of ABBA, TV Commercial

6. Greatest Hits, TV Commercial

7. International Sleeve Gallery
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