domingo, 31 de julho de 2011

Mamma Mia! no Brasil

Embora o título do musical tenha sido tirado do hit de 1975 do ABBA, Mamma Mia, o enredo da peça não tem nada a ver com a história do grupo. O musical, que já foi visto por mais de 42 milhões de pessoas pelo mundo, narra as peripécias de uma menina criada pela mãe e que, às vésperas de se casar, quer descobrir quem é seu pai. Existem três possibilidades e a jovem convida esses três ex-namorados de sua mãe para a cerimônia. Tudo devidamente contado e impecavelmente costurado pelas canções do ABBA. Aqui no Brasil, Mamma Mia! estreou em novembro do ano passado, em São Paulo, onde permanece até dezembro de 2011.

Estrelado por Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos - dois dos mais bem-sucedidos atores de musicais no Brasil - a peça conta também com Rachel Ripani, Andrezza Massei, Carlos Arruza, Cleto Baccic, Pati Amoroso e Thiago Machado, entre outros. Kiara e Saulo já dividiram o palco antes em superproduções como A Bela e a Fera (2003), O Fantasma da Ópera (2005) e A Noviça Rebelde (2009).

Saulo Vasconcelos e Kiara Sasso
A tarefa de fazer as versões em português para os hits do ABBA coube a Cláudio Botelho, outro nome forte na onda de musicais que vem conquistando o Brasil nos últimos anos. Cláudio conseguiu transpor para a nossa língua o espírito alegre e despretensioso que Mamma Mia!, uma comédia romântica, exigia. Tudo isso sem comprometer o sucesso da montagem original.

Mamma Mia! tem sido apontado pelos críticos como o "Musical Nº1 do Mundo". Nos últimos 11 anos desde que entrou em cartaz em Londres, em 1999, a peça estreou num maior número de cidades do mundo mais rapidamente que qualquer outro musical na história. Outro dos grandes feitos de Mamma Mia! é estar simultaneamente sendo apresentado em sete diferentes teatros do mundo, incluindo a produção original em Londres e a americana na Broadway, totalizando 30 países e cerca de 240 cidades diferentes mundo afora.
 
Saiba aqui o que rola nos bastidores da montagem brasileira de Mamma Mia!, na matéria de domingo passado (24/07) do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Mamma Mia!


"Como a filha bastarda de um soldado alemão da Segunda Guerra, um péssimo vendedor, um sujeito que queria se tornar advogado e a garota sueca que desbancou os Beatles se tornaram o ABBA, uma das maiores bandas pop de todos os tempos".

Esse é o subtítulo pra lá de curioso do meu novo livro, Mamma Mia!, que tem previsão de lançamento para a segunda quinzena de agosto deste ano pela Panda Books.

Para quem ainda não sabe a história do ABBA, é a oportunidade de conhecer os detalhes sobre a trajetória vitoriosa do grupo, em português. E para os que já conhecem a história do grupo, é uma maneira de descobrir curiosidades e ficar por dentro de fatos pouco conhecidos da maioria das pessoas.

O mote do livro é o fenômeno que se tornou o musical Mamma Mia! e como ele contribuiu para a popularização do ABBA nos quatro cantos do mundo décadas após o término do quarteto. Sem falar em novas gerações que passam a conhecer cada vez mais o ABBA graças ao sucesso da peça e do filme Mamma Mia!

Mas em 1982, quem teria acreditado que, dez anos depois, a música do ABBA passaria por um revival que tornaria muitos dos hits do quarteto clássicos definitivos do pop?

Quem teria pensado que, nos anos 90, o cinema homenagearia o grupo em vários filmes, ou que a dupla Erasure e até mesmo Madonna chegariam ao topo das paradas com músicas do ABBA?

Mais: quem teria imaginado que os refrões das canções do grupo dariam origem a um musical (em cartaz simultaneamente no mundo todo, em diferentes línguas), que viraria também um filme estrelado por Meryl Streep?

Absolutamente ninguém e muito menos Agnetha, Björn, Benny e Anni-Frid, os quatro ex-integrantes do ABBA. Quando decidiram dar um tempo após dez anos de atividade conjunta, eles não poderiam imaginar que um segundo - e ainda maior - período de sucesso os esperava. E tudo isso sem cantar uma nota sequer ou gravar uma única canção!

Depois de terem sido quase esquecidos durante os anos 80, o ABBA se viu novamente nas paradas de sucesso em 1992 com a coletânea ABBA Gold (mais de 25 milhões de cópias vendidas). O sucesso continua, graças aos milhões de fãs que concedem ao ABBA o status de ícones cult, talvez iniciado pela comunidade gay, para a qual o ABBA já era ícone.

Será que os membros do ABBA tinham uma fórmula secreta para fazerem as pessoas se sentirem tão felizes ao escutar suas músicas? Talvez. Mas se há um segredo, ele só pode ser atribuído ao frescor dos refrões e à magia e atemporalidade das canções, imortalizadas de vez com o grande sucesso do musical Mamma Mia!

O novo milênio segue embalado pelo som do ABBA, com vendas de seus CDs crescendo o tempo todo. Com mais de 360 milhões de discos vendidos ao redor do mundo, o ABBA é hoje o grupo que mais vende depois dos Beatles. No Brasil, a música do ABBA é bem conhecida mas pouco se fala sobre a história do grupo. Muitas vezes um nome que vem à cabeça dos brasileiros é Perla, a cantora paraguaia que nos anos 70 fez enorme sucesso no Brasil com versões em português de hits do ABBA.

Tudo isso está presente em meu livro, Mamma Mia!, batizado com o mesmo título do musical e apresentado em primeira mão aqui no blog. Em breve, mais notícias.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Bem vindo, Daniel Couri!

22 de Junho de 2008. Neste dia nascia o blog ABBA Brazil. Com o título inicial "Agnetha Fältskog & ABBA" e ostentando novíssimas fotos da eterna loira do ABBA surgia mais um despretensioso espaço virtual dedicado à banda, entre tantos outros que ainda hoje cultuam a música dos quatro suecos que com talento, beleza e perfeccionismo conquistaram o mundo nos anos 70 e se mitificaram ao quebrarem uma sequência de grandes sucessos com o fim não anunciado, porém evidente, da banda em 1982, no auge de sua criatividade musical.

O tempo passou, o mito permanece. Quase 30 anos depois o sucesso continua com a mesma força, reforçado pelo musical "Mamma Mia!", que desde a estreia em Londres em 1999 continua atraindo multidões aos teatros, tendo sido transposto para diversos idiomas (recentemente em mandarim, na China) e que se tornou um dos filmes musicais mais bem sucedidos da história em 2008.

"Mamma Mia!" também é o título do novo livro do jornalista Daniel Couri, autor de "Made in Suécia - O Paraíso Pop do ABBA" (primeira biografia do ABBA em português). No novo livro, o quarteto sueco ressurge em uma biografia ampliada, com destaque para o fenômeno Mamma Mia!, novas histórias, fotos e curiosidades que certamente conquistarão o público brasileiro, sempre tão carente de informações relativas à banda. O livro tem tudo para se tornar um grande sucesso editorial pela sua linguagem acessível em narrativa dinâmica e repleta de informações interessantes, grafadas pelo estilo instigante de Daniel Couri. Mas as surpresas não páram por aí...

Hoje, dia 25 de Julho de 2011, tenho a grande honra de apresentar a vocês, prezados amigos leitores do blog, o nosso mais novo parceiro de trabalho: Daniel Couri! É com imensa alegria que estou comunicando a vocês a chegada desse reforço mais do que especial a este espaço que ultrapassou as fronteiras do Brasil e mesmo da nossa língua portuguesa, contra todas as minhas expectativas iniciais, e que atualmente conta com visitantes nos cinco continentes e em mais de 100 países. É gratificante observar que o ABBA ainda hoje preserva o seu "toque de Midas", já que transforma em ouro tudo o que toca. Não reinvindico a mim qualquer mérito, tudo o que há de melhor aqui resulta do brilho inapagável de Agnetha Fältskog, Bjön Ulvaeus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad.

E ao abdicar de qualquer reconhecimento pessoal nesse sentido, sinto-me inteiramente à vontade para apresentar-lhes o já conhecido jornalista Daniel Couri, que a partir de hoje integrará este espaço e o enriquecerá com artigos de sua própria autoria. Salientando que o foco tradicional persistirá, que é trazer ao público brasileiro artigos inéditos em língua portuguesa e também resgatar publicações sobre a banda nos seus anos de atividade, a chegada de Daniel Couri enriquecerá muito mais o blog ABBA Brazil.

Alguns amigos que aqui sempre comparecem em busca de notícias talvez tenham estranhado as minhas recentes ausências, mas embora eu pretendesse continuar no mesmo ritmo, razões de ordem estritamente pessoais e imperativas me impedem de levar adiante este trabalho com o mesmo empenho de antes. Não se trata de uma despedida, pelo contrário, antes é uma forma de manter vivo este espaço que tantas alegrias nos trouxe a todos.

E é com essa certeza de que o blog só tem a crescer que os deixo também na companhia dessa pessoa tão querida e especial, um grande amigo para mim, Daniel Couri!

Adauto Lacerda

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Agnetha Fältskog & Eu...

Agnetha compareceu à festa de aniversário de 50 anos do diretor e ator sueco Magnus Skogsberg em Estocolmo, no último dia 8 de julho. Na foto acima ela está ao lado de Anders Öhrman, da revista sueca QX, dedicada ao público gay. O aniversariante, Magnus Skogsberg, foi o produtor do especial de TV para o álbum "My Colouring Book" em 2004.

A seguir texto extraído do blog de Anders, nas palavras dele:

Um sonho se tornou realidade ontem. Magnus Skogsberg completou 50 anos e comemorou em um grande salão de festas no centro da cidade. Eu quase desmaiei quando de repente estava diante de Agnetha. Eu estendi a minha mão e disse: "Bob"... Então ela apertou a minha mão e disse: "Agnetha". Eu parei de respirar. Até que eu e o fotógrafo Peter Knutson criamos coragem graças ao meu namorado que pediu à Agnetha para tirarmos uma foto com ela. "Com certeza", disse ela. Surreal.

Fonte: Abbamikory & Anders Blog

sábado, 16 de abril de 2011

Frida, Björn e Benny em fotos recentes

Frida com o seu namorado Henry Smith na inauguração do hotel do seu amigo de longa data Heinz Julen nesta semana em Zermatt, Suíça:

Björn Ulvaeus e Benny Andersson na coletiva de imprensa do musical "Kristina" em Helsinki, Finlândia, e também com atores do cast:

Frida na coletiva de imprensa do Zermatt Unplugged 2011 em Zermatt, Suíça:

Benny Andersson em seu novo estúdio juntamente com membros da sua banda BAO, Benny Andersson's Orkester em Estocolmo, Suécia:


Fontes: Icethesite e Abbatoday

domingo, 10 de abril de 2011

O romance secreto de Agnetha Fältskog

Agnetha Fältskog, de 61 anos, teve um romance secreto com o ator e comediante sueco Johan Wahlström, de 58 anos. Isto foi revelado a Gert Fylking na Radio 1 no último dia 04 de abril, quando Wahlström revelou detalhes do seu relacionamento com a estrela do ABBA há mais de dez anos atrás.

- A sua filha (Linda Ulvaeus) veio até a mim em um show e nos apresentou. Em seguida, levaram vários anos antes de nos encontrarmos por acaso e termos um romance, pode-se dizer", disse Johan Wahlström no programa, de acordo com Västerbottens-Kuriren.

Agnetha Fältskog nos anos 60 foi noiva do compositor e produtor alemão Dieter Zimmerman. Depois foi casada com Björn Ulvaeus entre 1971 e 1978. Em 1990 casou-se com o cirurgião Tomas Sonnenfeldt, divorciando-se dele três anos depois.

Fältskog também teve um conturbado relacionamento com o seu fã holandês Gert van der Graaf. Quando Agnetha terminou o namoro ele começou a persegui-la, o seu objetivo era que eles fossem um casal novamente. Gert foi deportado de volta à Holanda com restrições de aproximação na Suécia.

Por Zandra Lundberg

Fonte: Aftonbladet

sábado, 9 de abril de 2011

A História do ABBA - Parte 6


Até agora Muziek Parade já publicou cinco partes completas da história do ABBA em que os membros do grupo foram analisados amplamente. Nós falamos sobre seus altos e baixos, seu sucesso e seus problemas. Os difíceis primeiros anos, a oposição da imprensa sueca. Mas MP também relatou extensivamente sobre a vitória em Brighton e suas consequências. O final desta história está se aproximando. Não é o fim do ABBA, porque nos atrevemos a prever que eles estarão presentes no topo do show business internacional por anos e anos pela frente, pois o sucesso do ABBA é baseado na ligação mútua estreita entre Stig, Agnetha, Anni-Frid, Benny e Björn. Essa intensa colaboração é ainda mais poderosa devido à enorme inventividade musical do quinteto e do seu faro para saber o que o público quer. E o ABBA conhece o gosto do público completamente, sem para isso ter de fazer quaisquer concessões.

Lenta mas seguramente o ABBA conseguiu passar a imprensa sueca para trás. Por exemplo, o Expressen escreveu sobre o "Mr. Biz" Stig Anderson: "Não existem muitas pessoas que conhecem o verdadeiro Stig, que examinam o seu coração. Ele saltou da Suécia para o centro da atenção internacional. Ele deu à Suécia os meios que ela precisava e ainda precisa, Stig é uma espécie de campeão mundial. Ele tem uma quantidade enorme de ambição e energia, ele é dono de gravadoras e editoras musicais. Ele está orgulhoso de seus sucessos, e pra ele isso não é permitido? Stig acredita em si mesmo. Não há nenhuma falsa modéstia. Ele é um projétil musical talentoso. Ele trouxe a morta indústria musical sueca de volta à vida e nós percebemos que é muito tarde e que devemos ter vergonha disso."

Essa é uma afirmação clara. Entretanto o ABBA mal teve apoio da empresa de televisão sueca. Eles achavam que a sua música era muito comercial e que estavam apenas reforçando as contas bancárias do grupo e de Stig, em vez de atender aos anseios da população sueca. Por isso o grupo decidiu realizar um concerto em seu país de origem em janeiro de 1975, no Concert Hall em Estocolmo. O ABBA estava tão nervoso quanto esteve em Brighton. O grupo tinha se distanciado por muito tempo e eles sentiram o quanto estavam afastados dos seus próprios fãs. O nervosismo não era necessário, este show transformou-se em um verdadeiro triunfo para o ABBA. Eles terminaram a sua apresentação com "Waterloo" e parecia que o local tinha sido virado de cabeça para baixo. Garotas desmaiaram e muitos lutaram para contar as lágrimas. O jornal sueco Aftonbladet, que não tinha sido muito gentil com o ABBA no passado, noticiou no dia seguinte: "Esses são os ídolos em ação, apoiados por pelo menos 2.000 fãs entusiasmados. O ABBA está de volta à Suécia, vamos tentar mantê-lo aqui porque o ABBA está melhor do que nunca."

O conhecido empresário americano Sid Bernstein - que havia organizado um concerto dos Beatles - estava na sala de concertos também e falou à imprensa: "O ABBA agora faz parte do maior carrossel de artistas que é conhecido como show business." Ele - que já tinha visto tantos artistas se apresentando - ficou muito impressionado com a apresentação do ABBA. "Que show!", ele exclamou. Por exatos noventa minutos - parecia um jogo de futebol - o ABBA passou por seu repertório e eles foram crescendo e crescendo. Bernstein ficou muito entusiasmado com as roupas do grupo. A bata branca de Anni-Frid com a capa verde, Agnetha em uma roupa apertada também. E também a minissaia com as botas brancas.

Após esta apresentação, Anni-Frid gravou um álbum solo que foi intitulado "Ensam", que tornou-se um grande sucesso vendendo mais de 100 mil cópias. O pânico instalou-se devido a este sucesso. Frida iria deixar o ABBA agora? Será que ela vai continuar por conta própria? Os convites para apresentações solo vieram, mas Stikkan Anderson pôs fim a tudo dizendo: "Frida queria realizar um sonho antigo, ela conseguiu. Bom para ela e para todos que compraram o álbum, mas Frida não irá se apresentar por conta própria em programas de televisão ou em concertos. Ela é muito importante para o grupo."

Frida: "No início eu fiquei desapontada pelo veto de Stig, mas depois entendi. Ele quer nos impedir de crescer separadamente, para evitar que o público fique confuso com o que está acontecendo com o ABBA". Um dos aspectos do contrato do grupo com Stig é que ele pode impedir certas mudanças em suas carreiras sempre que ele sentir que estas podem prejudicar o ABBA. No caso de Frida ele apenas interferiu.

Após esta ocorrência houve um outro momento importante na carreira do ABBA: as amígdalas de Agnetha. Ela quase teve que pular Brighton porque suas amígdalas estavam inchadas e a incomodavam. Devido a isso Agnetha lutou contra um resfriado e não foi capaz de atingir certas notas por algum tempo. As amígdalas são tão importantes para um cantor como um menisco o é para um jogador de futebol.

Agnetha fala sobre isso agora: "Em consulta com Stig e com os outros, foi decidido que as minhas amígdalas deveriam ser removidas. Eu estava muito preocupada com isso e em um estado como esse a gente trabalha mal. Eu tinha uma narcose local e pude acompanhar todo o tratamento. Mais tarde eu me arrependi de ter ido adiante com a operação. Eu me sentia horrível e mal podia falar, muito menos cantar. Seria preciso algumas semanas antes que eu pudesse proferir algumas palavras. Eu fiquei realmente com medo de ter perdido a minha voz. Cuidadosamente eu comecei a falar de novo e após algumas semanas chegou a hora do teste final: cantar." Agnetha foi levada ao estúdio, estava tudo preparado e... Agnetha cantou como um pássaro. Que alívio, não havia problemas e a sua voz estava melhor do que nunca.

Daquele momento em diante o sucesso seria inevitável. Era como se um carregamento de discos de ouro e platina estivesse flutuando para Estocolmo. Não parecia não ter fim e parecia que o ABBA iria superar o grande sucesso dos Beatles. O ABBA estava sendo chamado de banda de um único sucesso na Suécia. Os pessimistas afirmavam: "Após dois singles não ouviremos mais este grupo." Eles provaram que estavam errados. Depois de "Waterloo" veio "Ring Ring", "I Do, I Do, I Do, I Do, I Do", "Mamma Mia", "Fernando", "Dancing Queen", "SOS", "Honey, Honey" e "Money, Money, Money".

Stig Anderson disse à repórter da MP Cees van Leyde durante uma entrevista em Estocolmo: "Na Holanda foi Eddy Becker quem reconheceu imediatamente as qualidades do ABBA. Enquanto outros produtores ainda estavam hesitantes ele me fez uma oferta de imediato, é por isso que Becker tem um lugar especial em nossos corações." Um grande elogio para Eddy Becker, que pode ser visto raramente em nossas telas de televisão. Mais algumas estatísticas, sempre divertidas: o ABBA teve cinco singles número um na Inglaterra, cinco na Alemanha, três na França. Existe um álbum do ABBA na casa de quase todas as famílias australianas. Na Austrália nada menos do que 1 milhão de cópias do álbum "The Best of ABBA" foram vendidas e este recorde foi quebrado depois com "Arrival". Na Austrália - 13 milhões de pessoas vivem lá - o ABBA é maior do que os Beatles nunca foram. Na primeira semana de lançamento, 700 mil cópias do álbum "Arrival" foram vendidas. Quando analisamos que para um artista receber um disco de ouro tem de vender 25 mil cópias, podemos imaginar quanto ouro foi atingido pelo ABBA.

Stig Anderson: "Eu acredito que somos maiores em Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) do que qualquer outro grupo na história." Isso é típico de Anderson: não ficar constrangido por uma declaração como essa. Ele sabe exatamente o que ele é e onde ele está. Tomemos a América como exemplo: "Waterloo" foi um Top 10 e os contratos e telexes choveram. Mas o ABBA disse simplesmente: "Nós não temos muito tempo no momento." Uma resposta incompreensível para um americano, acostumado a atacar o ferro enquanto ele está quente. Quando "SOS" vendeu mais de 1 milhão de cópias o grupo voou. Não fariam shows, mas concederiam algumas entrevistas de costa a costa. Eles se apresentaram em três programas de televisão que estavam sendo assistidos por mais de 100 milhões de pessoas: The Merv Griffin Show, The Dinah Shore Show e The Jack Paar Show (alguém como Willem Duys). Sid Bernstein tinha feito os preparativos corretamente e foi assim que essas apresentações tiveram o mesmo resultado que uma turnê pesada de 30 dias teria.

The Merv Griffin Show foi transmitido a partir de Las Vegas. Finalmente Vegas, foi o que o grupo pensou, mas isso acabou de forma diferente. Quase não houve tempo para fazer qualquer turismo nesta peculiar cidade no deserto e sempre que o ABBA saía do Caesar's Palace por algum tempo o grupo era atacado por fãs animados que os consideravam como novos ídolos. Björn teve tempo para comprar uma guitarra nova, mas Agnetha tinha de ficar dentro do hotel por causa de Linda. A pequena garota foi afetada pela enorme diferença de fuso horário. Nas horas em que ela deveria dormir ficava andando e falando e nas horas em que deveria brincar ela dormia bastante. Uma questão muito complicada que tirou o sono de Agnetha por várias noites.

No The Dinah Shore Show Benny e Frida tiveram de enfrentar outro problema. A sra. Shore perguntou se eles se amavam. "Sim", eles assentiram. Se eles queriam se casar. "Sim", eles assentiram. Não tiveram tempo ainda? "Com certeza", eles assentiram. "Bem," disse Shore, "vocês podem se casar aqui em dois minutos. Agora vocês não podem dizer que não têm tempo." Benny e Frida foram colocados contra a parede. O que eles diriam, como eles sairiam daquela situação. Mas Benny trouxe a solução com um sorriso descontraído: "Frida e eu estamos noivos, queremos nos conhecer um pouco mais e depois vamos nos casar. E nós mesmos queremos escolher o local onde isso irá acontecer." E todos ficaram satisfeitos.

Qual é a coisa mais maravilhosa segundo Stig Anderson, agora que praticamente todo o sucesso foi conquistado? "Eu tenho viajado pelo mundo", diz Stig, "Eu ainda acho que a coisa mais maravilhosa é sempre que uma música do ABBA está sendo tocada nas rádios. Eu estive no Quênia há algum tempo, no meu quarto de hotel liguei o rádio e... uma música do ABBA estava sendo tocada. Eu acho isso maravilhoso. As pessoas me dizem quantos discos o ABBA vendeu no mundo. A cada minuto pelo menos três discos do ABBA estão sendo tocados pelo mundo. Eu acho isso simplesmente incrível e não somente porque faço algum dinheiro disso."

Qual país está mais próximo do coração do ABBA? Stig: "Você quer que eu seja honesto, não é? É a Austrália. Eu tenho respeito pelas pessoas que trabalham lá. Todos eles deixaram o seu país para construir um novo futuro. Eu respeito isso, você não vira as costas para o seu país natal facilmente. Além disso, a popularidade do grupo é enorme por lá e está sendo expressada muito maravilhosamente, eu mal posso descrever isso. Um exemplo: quando o ABBA chega ao país é como se um chefe de Estado estivesse chegando, uma semana antes já existe um burburinho nervoso. As pessoas são retiradas para fora do pavilhão. Medidas especiais são tomadas para que nada aconteça com o grupo, mas as pessoas ainda são capazes de ver alguma coisa. Nunca experimentamos algo parecido antes. Maravilhoso. Na Austrália também somos os primeiros nas paradas dos melhores programas de televisão. Um recorde, a propósito, que partilhamos com Frank Sinatra. Eu diria que não é uma má companhia."

Stig esqueceu de mencionar que ele fez algo muito especial na Austrália. O ABBA iria se apresentar em Sydney no Estádio Showground, um local que pode caber cerca de 40.000 pessoas. Os ingressos poderiam ser vendidos facilmente, então Stig decidiu vender somente 20.000 ingressos e apresentou dois concertos. Ele fez do estádio um pouco menor para torná-lo mais agradável e... para dar ao povo o valor do seu dinheiro. Após alguma hesitação, Stig diz: "Comercialmente falando, é claro que é melhor tocar duas vezes para 40.000 pessoas do que duas vezes para 20.000, mas ainda assim eu escolhi a segunda opção. Eu não quero dar a impressão de que estou aqui para fazer baldes de dinheiro, o ABBA fez um preço bom e as pessoas terão um show excelente."

Esta decisão virou manchete nos jornais e fez de Stig Anderson pelo menos tão popular quanto os membros do grupo. A desvantagem do seu surpreendente sucesso australiano são os "discos brancos". Os álbuns do ABBA tem sido copiado por milhares, reproduzidos nas fábricas ilegais de discos e lançados no mercado por um preço menor. Isso causou uma revolta. A polícia conseguiu apreender milhares de discos e evitar que coisas piores acontecessem. Posteriormente esses discos ilegais também foram feitos em Singapura, Itália e Hong Kong. Em Taiwan foi descoberta uma fábrica de discos a tempo.

Boas lembranças? "Milhares delas", diz Stig Anderson. "Eu vou escrever um livro sobre isso no futuro. Tenho lembranças maravilhosas do lançamento do álbum 'Arrival' em Londres. Nós pousamos lá em helicópteros durante uma recepção, as pessoas adoraram isso. Ah, bem, realmente é divertido em todo lugar lançar um álbum e receber discos de ouro. É como fazer aniversário todo dia e quem não fica feliz no seu aniversário. Rostos felizes em todo lugar."

Um momento menos agradável foi a sua apresentação no Top of the Pops. De acordo com a lei trabalhista britânica uma orquestra inglesa teve de ser utilizada. Não é fácil - nem mesmo para os melhores músicos do mundo - aprender a tocar os complexos arranjos do ABBA com seus efeitos especiais dentro de algumas horas. Essa apresentação no Top of the Pops transformou-se em um fiasco e os sindicatos não permitiram que eles usassem as suas próprias músicas de fundo. E é assim que eles desvalorizam os interesses de milhões de telespectadores.

No início deste ano, em janeiro, o ABBA viajou pelo Reino Unido e eles queriam ser pagos em marcos alemães ou francos suíços, duas moedas fortes. O organizador Danny Betesh repassou isso para a mídia, que aproveitou a oportunidade para escrever reportagens desagradáveis. Um acontecimento agradável: o convite do presidente alemão Walter Scheel para eles se apresentarem durante a visita do presidente americano Gerald Ford. Sabe-se que a Ford é um super fã do ABBA, mas eles tiveram de cancelar devido a compromissos em outro lugar.

Sabe-se que o ABBA segue uma estratégia inteligente quando se trata de uma sessão fotográfica. Somente os melhores fotógrafos estão autorizados a tirar fotos do ABBA. Como as sessões de fotos para a Muziek Parade, por Wolfgang Heilemann ou as sessões de fotos programadas, por Barry Levine. Apenas as melhores são aproveitadas. Mesmo estes fotógrafos - que são amplamente conhecidos - têm de entregar um plano de ação que estabeleça claramente o que vai ser fotografado e como, e também em quais roupas.

Os fotógrafos têm de ficar a uma boa distância para encontrar bons ângulos, belas cores e ajustamentos especiais. Normalmente as sessões de fotos duram cerca de sete dias, porque tudo é discutido pelo grupo. Há sempre alguns ajustes ou observações a serem feitas. Mas quando a sessão de fotos finalmente está concluída, uma exclusiva série de fotos vêm à luz do dia. Muitas delas não são autorizadas para publicação pelo crítico grupo. Então Stig põe o seu veto. Apesar de todas estas precauções, de todas as discussões e de todas as decisões, algumas fotos que o ABBA preferia continuassem inéditas foram postas em circulação. Por isto a MP publica aqui uma dessas fotos. O ABBA nu embrulhado em papel alumínio. O ABBA lamenta o fato das fotos dessa sessão terem vazado. Imagens como essa danificam a imagem do ABBA, é o que eles pensam. É por isso que fotos picantes como essa nunca mais serão feitas e/ou publicadas novamente. Stig tem certeza disso.

Fonte: abbaarticles (artigo original publicado na revista Muziek Parade em 1977)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Trailer de Super Trouper Deluxe Edition!




Lançamento oficial dia 09/05/2011 (Europa) e 06/05/2011 (Alemanha), já disponível em pré-venda nos sites ABBASITE e AMAZON.

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