terça-feira, 5 de abril de 2011

Parabéns, Agnetha!


Hoje é o aniversário de Agnetha Fältskog. E como homenagem deixo aqui um pequeno esboço biográfico dessa estrela que há décadas encanta o mundo. Que Deus a abençoe sempre com muita paz e felicidades!


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Agneta Åse Fältskog nasceu no dia 5 de abril de 1950 em Jönkoping, na província de Småland, no sul da Suécia. Ela foi a primeira das duas filhas do extrovertido e talentoso Knut Ingvar Fältskog (1922-1995) e de sua esposa Birgit Margareta Johansson (1923-1994), uma dona de casa tímida. Sua irmã mais nova, Mona Fältskog Ericsson, nasceu cinco anos depois e hoje trabalha como enfermeira em Estocolmo. Ingvar Fältskog demonstrava muito interesse em música e no show business e realizava constantemente shows de variedades na região, enquanto Birgit Fältskog era uma mulher muito calma e cuidadosa que se dedicava às suas filhas e ao marido.

Agnetha Fältskog compôs sua primeira canção com apenas cinco anos de idade, chamada "Två små troll". Na época ela ia todos os dias ao apartamento dos vizinhos amigos de seus pais para tocar piano, já que na sua casa ainda não tinha o instrumento. Aos sete anos ela ganhou de seus pais seu primeiro piano, em 1958 começou a ter aulas e cantar no coro da igreja Kristina, onde também tocava cravo.

Em 1963 Agnetha se juntou a duas amigas, Lena Johansson e Elisabeth Strub, e formou um trio musical chamado The Cambers, que se apresentava em pequenos espaços.

Em 1964 o seu professor de piano decidiu parar com as aulas pois já não tinha mais o que lhe ensinar, o que a deixou animada a prosseguir na busca de suas ambições artísticas. No natal do mesmo ano Agnetha ganhou uma vitrola amarela, no livro "As I Am" ela lembra que ficava horas cantando em frente ao espelho enquanto escutava seus artistas preferidos, sobretudo Connie Francis. Mais tarde seu estilo seria comparado com o da cantora americana.

Em 1965 Agnetha começou a fumar e tinha que pagar a Mona para ela não contar nada aos pais. Mona lembra que espionava Agnetha com seus namorados e se divertia em fazê-los notar sua presença justamente no momento em que iam beijar ou abraçar a irmã, apenas para constrangê-los.

Aos 15 anos, Agnetha decidiu deixar a escola após o término do curso secundário e procurou um emprego. Ela então começou a trabalhar como telefonista para uma revendedora de carros chamada Attiviks. Foi também nessa época que o trio The Cambers se dissolveu e Agnetha soube que a banda de Bernt Enghardt estava procurando uma nova vocalista, ela então fez um teste e logo foi contratada. Um fato curioso é que a vocalista anterior da banda se chamava Agnetha (com h) e por motivos particulares precisou deixar a banda, mas os cartazes já haviam sido impressos e com a contratação de Agneta ela precisou acrescentar o h, tornando-se assim Agnetha Fältskog.

A banda de Bernt Enghardt logo se tornou tão popular na região que ela teve que escolher entre seu trabalho e sua carreira musical, pois muitas vezes eles chegavam em casa após os shows na manhã do dia seguinte e ela ainda precisava trabalhar cedo. Até que um dia ela desmaiou e sua mãe a obrigou a escolher entre o trabalho e a carreira, ela nem pensou duas vezes e ficou com a música. Agnetha continuou a cantar com a banda por mais dois anos.

Em 1967, Agnetha rompeu com o então namorado Björn Lilja. Este evento a inspirou para escrever uma canção que logo a colocou em evidência, "Jag var så kär". Nessa época, Karl Gerhard Lundkvist (Little Gerhard), parente de um dos membros da banda de Enghardt, havia se aposentado de uma carreira de sucesso no "rock and roll" e começou a trabalhar como produtor musical e caçador de talentos da gravadora Cupol Records, do grupo CBS. Bernt Enghardt pediu então à banda que gravassem uma fita demo para enviar a Little Gerhard, mas depois Lundkvist demosstrou interesse apenas por Agnetha e sua canção e ligou para convidá-la a ir a Estocolmo gravar duas músicas compostas por ela mesma. Apesar de animada com a possibilidade, Agnetha ficou preocupada porque ele não estava interessado na banda e não seriam incluídos na gravação. No entanto, ela decidiu aceitar o convite e no dia 16 de outubro de 1967 Agnetha partiu com seu pai em um trem rumo a Estocolmo, afinal ela ainda era muito jovem para viajar sozinha...

Agnetha e Ingvar chegaram ao estúdio Philips e logo na entrada ela ouviu os primeiros acordes de sua canção tocada pela orquestra, fato que a deixou muito emocionada. Neste dia ela cantou com sua alma e imediatamente foi contratada pela CBS Records, sendo então convidada no mesmo dia para posar para a capa do seu primeiro single. Nesta noite Agnetha e o pai dormiram na casa de suas tias em Estocolmo, era o iníco de sua nova vida. Little Gerhard disse sobre ela: "Desde o início ela era muito franca sobre as músicas, inclusive as suas próprias composições. Ela dizia o que pensava e sempre soube o que queria... Ela tinha uma cabeça incrivelmente sábia sobre os seus ombros.

Alguns dias depois Agnetha e Ingvar voltaram para casa. Ela ainda cantou com Bernt Enghardts, mas um dia durante o almoço ouviu a sua música no rádio pela primeira vez. Ela diz que foi um dos momentos mais felizes de sua vida. "Jag Var Så Kar" e "Utan Dig" tornaram-se grandes sucessos de vendas.

O álbum de estréia de Agnetha, incluindo o single "Jag Var Så Kar", foi lançado em1968 pela CBS Records e ficou em primeiro lugar na parada de álbuns sueca no dia 28 de Janeiro de 1968. Agnetha também apresentou a música "Försonade" no Melodifestivalen, as eliminatórias suecas do Eurovision Song Contest, mas não foi selecionada para a final.

Seu pai tornou-se então o seu empresário e assumiu as suas finanças. Sobre ele Agnetha diz: "Eu devo muito a ele, sua paciência... e seu encorajamento contribuiu muito para eu ter chegado onde estou hoje. Eu nunca vou esquecer o que ele fez por mim." Agnetha Fältskog havia se tornado a artista mais popular da música pop sueca e seu sucesso continuou durante toda a década de 1960. Em 1968 ela conheceu o compositor e produtor musical alemão Dieter Zimmerman e começaram a namorar. Os seus álbuns foram então alcançando as paradas alemãs e Zimmerman sugeriu que ela conseguiria muito sucesso na Alemanha. Agnetha então assinou um contrato com a Metronome Records e foi para Berlim Ocidental. Ao chegar lá reuniu-se com os produtores musicais e se recusou a atender às suas exigências, descrevendo o material escolhido como "horrível", ainda assim as gravações foram iniciadas.

Ainda em 1968 Agnetha teve que voltar à Suécia para um turnê nos folkparks com a banda de Enghardts. No dia 23 de maio os Hootenanny Singers também se apresentaram e foi então quando Agnetha e Björn se conheceram. Eles ainda se encontraram várias vezes depois desta noite em apresentações, mas Agnetha só pensava no namorado Dieter que havia ficado na Alemanha. No dia 22 de julho do mesmo ano Agnetha e Dieter noivaram em sua casa em Tegelbruksgatan, Jönköping. No dia 30 de setembro ela deixou a banda de Bernt Enghardts e decidiu se mudar para Estocolmo, onde foi morar com a família de Lars Roundqvist, o filho do diretor da Cupol Records. Logo depois ela começou a excursionar com a dupla Sten & Stanley e Marianne Koch por um pequeno período.

Em 1969 Agnetha escreveu várias músicas. Ela gostava de escrever em qualquer lugar, de preferência ao piano com duas velas vermelhas acesas. Seis meses depois Agnetha e Dieter terminaram o noivado, a relação deles era cheia de ciúmes de ambas as partes por causa das separações constantes. No mesmo ano ela lançou o single "Zigenarvän", que falava sobre uma moça convidada para um casamento cigano e ficava apaixonada pelo irmão da noiva. O lançamento coincidiu com um debate acalorado sobre os ciganos nos meios de comunicação suecos e Agnetha foi acusada de deliberadamente tentar ganhar dinheiro com a situação por ter escrito a canção. Em 4 de maio de 1969 Agnetha e Björn foram convidados para se apresentarem no mesmo programa de TV (County the Happy Moments), que seria filmado em Gotemburgo e Malmö. O especial em homenagem a Jules Sylvain foi transmitido em 16 de agosto de 1969 e foi durante as filmagens do programa que eles se apaixonaram. Em agosto eles alugaram um apartamento de três quartos em Lilla Essingen e foram morar juntos.

Em 1970, ela lançou o single "Om tårar vore guld", que foi talvez a sua canção de maior sucesso na Suécia antes do período do ABBA. Isto apesar da reclamação de um compositor dinamarquês que afirmou que ela havia plagiado a sua composição "Tema", embora esta tivesse sido escrita em 1950 e nunca tivesse sido gravada. O caso se arrastou até 1977, quando se chegou a um acordo e Agnetha pagou 5.000 coroas dinamarquesas. No mesmo ano Agnetha e Frida entraram em estúdio juntas para gravarem os vocais de apoio para a música "Hej Gamle Man", planejada para ser lançada no primeiro álbum de Björn e Benny juntos, "Lycka". Este é considerado o primeiro registro musical em estúdio realizado pelos quatro futuros membros do ABBA.

Em 1971 Agnetha Fältskog já havia lançado quatro álbuns, todos com grande sucesso. Em abril ela saiu em turnê nos folkparks com Björn Ulvaeus e Benny Andersson como um trio. Anni-Frid Lyngstad, a namorada de Benny, estava em uma turnê solo no momento. Durante as viagens Agnetha e Björn procuraram um lugar perfeito para se casarem e encontraram um bela igreja em Verum, no sul da Suécia.

No dia 6 de julho eles se casaram, Agnetha chegou em uma carruagem puxada por cavalos brancos e com flores brancas no cabelo. Ela carregava um buquê de rosas e lírios do vale, que são suas flores favoritas. Benny tocou "Wedding March" de Mendelsson no órgão da igreja enquanto eles caminhavam até o altar e depois "Wedding" quando eles saíram. Haviam 300 pessoas dentro da igreja e fora dela cerca de 3.000 pessoas. Depois eles foram conduzidos em uma carruagem pela cidade até o White Horse Inn para uma recepção e jantar de casamento. No caminho haviam pessoas jogando confetes e flores neles. Até o seu cãozinho Ada estava lá nesse dia, sua vida de casada havia começado. "Foi uma época muito boa. Eu me sentia segura e nós tivemos alguns anos realmente bons", recorda Agnetha em sua biografia.

Logo depois os dois casais decidiram fazer uma turnê juntos com o nome "Festfolket", eles se apresentaram em alguns locais mas o resultado não fou muito animador. As garotas também entraram no estúdio para participarem dos vocais de apoio dos próximos singles de Björn e Benny. Este foi praticamente o início do que mais tarde se tornou o ABBA.

Em 1972 Agnetha começou a ensaiar para o musical Jesus Christ Superstar, no papel de Maria Madalena. Ela sempre havia sonhado em atuar e agora era a chance, a peça estreou no dia 18 de fevereiro de 1972 em Gotemburgo e Agnetha compareceu a 6 dos 9 espectáculos. A canção "I Don't Know How to Love Him" atingiu o 1º lugar na Suécia, cantada por ela.

Em março de 1972 Agnetha e Björn, Benny e Frida entraram no Metronome Studios para gravarem a música "Merry-Go-Round" e "People Need Love". Eles sentiram que algo especial estava acontecendo. O single foi lançado creditado a "Benny and Björn & Agnetha and Annifrid". Essas canções tiveram algum sucesso na Suécia. Ainda em 1972 Agnetha e Björn compraram uma casa de veraneio na ilha de Viggsö, onde Stig Anderson também já tinha uma. No mesmo ano Agnetha ficou grávida, o feliz casal estava radiante com o nascimento do primeiro filho.

Em 1973, Agnetha, Björn, Benny e Frida se apresentaram nas eliminatórias suecas para o Eurovision Song Contest em Estocolmo com a canção "Ring Ring", faltavam poucos dias para Agnetha dar à luz. Eles não venceram. No dia 23 de fevereiro de 1973 nasceu Linda Elin Ulvaeus, com três semanas de atraso o parto teve que ser induzido. "Embora a dor fosse incrivelmente grande, este ainda é o momento mais feliz da minha vida." diz Agnetha.

No dia 6 de abril de 1974 ABBA venceu o Eurovision Song Contest em Brighton, Inglaterra, com "Waterloo". Era o início da fama internacional, mas também de suas vidas conjugais. Após viagens pelo mundo e o crescente assédio da imprensa, Agnetha e Björn perceberam que algo estava dando errado entre eles e acharam que um outro filho seria a ponte que os uniriam novamente como um casal sólido e feliz.

Em 1977 planejaram então uma gravidez e depois seguiram rumo à Austrália para uma série de concertos, ao mesmo tempo em que gravaram os shows e os bastidores para o que se tornaria depois o "ABBA - The Movie". O casal decidiu se separar no final de 1978, e Agnetha deixou a sua casa na noite de natal, no dia 25 de Dezembro de 1978.

Em janeiro de 1979 o casal pediu o divórcio, que foi finalizado em junho de 1980. Ambos concordaram em não deixar que o fracasso do seu casamento não interferisse com as suas responsabilidades com o ABBA. O divórcio inspirou Björn Ulvaeus a escrever "The Winner Takes It All", um dos maiores sucessos do ABBA.

Em 1975, na mesma época em que sua colega de banda Anni-Frid Lyngstad estava gravando seu álbum Frida Ensam, Agnetha Fältskog gravou e produziu seu álbum solo Elva kvinnor i ett hus. Estes dois álbuns foram gravados entre as sessões e a divulgação dos álbuns do ABBA "Waterloo" e "ABBA". Mesmo ABBA já sendo um grupo número um na Suécia em 1975, o álbum de Agnetha não conseguiu alcançar o Top 10 nas paradas suecas, atingindo a 11ª posição. Entretanto, Elva Kvinnor I Ett Hus passou 53 semanas consecutivas nas paradas, mais do que qualquer um dos álbuns do ABBA passou, e continha também três sucessos que entraram para a Svensktoppen: sua versão em sueco de "SOS", "Tack För En Underbar Vanlig Dag" e "Doktorn!". Com exceção da versão de "SOS", todas as canções tinham letras de Bosse Carlgren e música da própria Agnetha. O álbum estava em curso desde 1972, quando Agnetha começou a escrever as canções, mas foi adiado por causa do trabalho com o ABBA e sua gravidez. Em 1974, ela e Carlgren tiveram uma idéia para o álbum, que deveria ser composto por 12 canções, cantadas por 12 mulheres diferentes que viviam no mesmo prédio, cada uma com um nome diferente, identidade, etc. No final, apenas 11 canções foram colocadas no álbum e a idéia inicial nunca foi totalmente desenvolvida.

Entre os anos 1968 e 1980, Agnetha teve um total de 18 entradas na importante parada de rádio Svensktoppen, começando pelo seu primeiro single "Jag Var Så Kar" em janeiro de 1968 (#1 posição) e terminando com "När Du Tar Mig I Din Famn" da coletânea "Tio år med" doze anos depois, em janeiro de 1980 (#1 posição). As 18 entradas, a maioria das quais foram compostas ou co-escritas por ela mesma, passaram um total de 139 semanas na parada durante este tempo, com o maior sucesso sendo "Om Tårar Vore Guld" em 1970 (#1, 15 semanas). Agnetha Fältskog também gravou o álbum de natal em sueco "Nu Tändas Tusen Juleljus" com a filha Linda Ulvaeus, que chegou ao 6º lugar na parada de vendas sueca em dezembro de 1981. Agnetha Fältskog portanto é de longe a artista solo mais bem sucedida dos quatro membros do ABBA, antes e durante a carreira internacional da banda. Agnetha Fältskog é também o único membro do ABBA que participou novamente do Melodifestivalen depois de vencer o Eurovision com "Waterloo" em 1974 - embora somente como compositora.

Em 1981, ela escreveu a balada "Men Natten Är Vår" ("But The Night is Ours"), com letra de Ingela Forsman, mas em vez de apresentar a canção no concurso ela escolheu o novo talento Kicki Moberg. O single, que Agnetha produziu nos estúdios Polar com os mesmos músicos das gravações do ABBA, trouxe no lado B a versão em sueco de "I'm Still Alive", intitulada "Här Är Mitt Liv" ("Here is My Life") , uma canção que ela mesma cantou na turnê mundial do ABBA em 1979. A gravação de Kicki Moberg da canção continua sendo a única versão oficialmente lançada até hoje. No final de 1982, ela fez um dueto com o cantor sueco (e ex-backing vocal do ABBA) Tomas Ledin em uma música chamada "Never Again", que se tornou um sucesso Top 5 na Suécia, Noruega, Bélgica e América do Sul. A canção também foi lançada em uma versão em espanhol, intitulada "Ya Nunca Más". No verão do mesmo ano, Agnetha estrelou o filme sueco de sucesso "Raskenstam", e recebeu críticas positivas para sua estréia no cinema. Raskenstam também foi um grande sucesso na Suécia.

Em maio de 1983, Agnetha Fältskog lançou seu primeiro álbum solo pós-ABBA, Wrap Your Arms Around Me. O álbum teve um sucesso moderado na América do Norte e Austrália, e chegou ao topo das paradas em toda a Europa, incluindo o 1º lugar na Suécia, Noruega, Finlândia, Bélgica e Dinamarca (onde se tornou o álbum mais vendido do ano) e o 18º lugar no Reino Unido. No total Agnetha vendeu 1,2 milhões de cópias do seu primeiro álbum solo depois do ABBA. Dois singles do álbum se tornaram grandes sucessos na Europa continental. "The Heat Is On" chegou ao 1º lugar na Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Holanda, mas no Reino Unido entrou apenas para o Top 40. A faixa título também chegou ao 1º lugar na Bélgica, assim como chegou ao Top 5 na Holanda, Alemanha e África do Sul. Na América do Norte, a faixa do álbum "Can't Shake Loose" foi lançada como single, atingindo o 29º lugar no Hot 100 da Billboard e o 23º lugar na parada RPM Top singles no Canadá. No mesmo ano, Agnetha Fältskog foi eleita pelos leitores do Aftonbladet a "Melhor Artista Feminina do Ano" e recebeu o prêmio Music Award Price Rockbjörnen.

Seu próximo álbum, Eyes of A Woman, produzido por Eric Stewart do famoso 10cc, foi lançado em março de 1985. "Ela está muito contente graça ao trabalho de vários outros mortais com a sua impecável voz doce", escreveu Barry McIlheney no Melody Maker. O álbum vendeu bem em algumas partes da Europa, atingindo o 2º lugar na Suécia e o Top 20 na Noruega e Bélgica, mas não conseguiu se igualar ao sucesso do Wrap Your Arms Around Me. O single "I Won't Let You Go" entretanto, composto pela própria Agnetha, alcançou sucesso considerável nas paradas da Europa continental e Escandinávia.

Em 1986, Agnetha gravou outro dueto, "The Way You Are", com o cantor sueco Ola Håkansson, da banda Secret Service, e chegou ao 1º lugar na Suécia. Em meados de 1987, Agnetha viajou para Malibu, Califórnia, para gravar o álbum "I Stand Alone", produzido por Peter Cetera (ex-Chicago) e Bruce Gaitsch (que colaborou com Madonna em La Isla Bonita). Lançado em novembro do mesmo ano, fez um pequeno sucesso na Europa, exceto na Suécia, onde passou oito semanas em 1º lugar e se tornou o álbum mais vendido de 1988 e entrou para oo Top 15 na Noruega. O single do álbum, "I Wasn't The One (Who Said Good-Bye)", em que Agnetha Fältskog fez um dueto com Peter Cetera, foi lançado primeiramente na América do Norte, e se tornou seu segundo single solo a entrar para a Billboard Hot 100 (93º lugar). Foi também um sucesso no Top 20 Billboard Adult Contemporary. Duas faixas foram também gravadas em espanhol para o mercado latino-americano, "La Ultima Vez" (The Last Time) e "Yo No Fui Quién Dijo Adiós" (I Wasn't The One Who Said Goodbye). Após o lançamento do álbum "I Stand Alone", no meio do ano de 1988 Agnetha Fältskog resolveu dar uma pausa em sua carreira musical e se retirou totalmente da vida pública.

Em dezembro de 1990, Agnetha Fältskog casou-se pela segunda vez, ainda que por pouco tempo, com um cirurgião chamado Tomas Sonnenfeld. Eles se divorciaram em 1993. Em 1996, a sua autobiografia "Som jag är" foi publicada em sueco (em inglês no ano seguinte com o título "As I Am), seguida de várias compilações em cd de suas gravações em sueco e em inglês.

Em abril de 2004, Agnetha Fältskog lançou um novo single, "If I Thought You'd Ever Change Your Mind" (uma regravação da canção originalmente gravada por Cilla Black). O single chegou ao 2º lugar na Suécia, 11º lugar no Reino Unido e teve um sucesso considerável em toda a Europa. "É emocionante ouvir sua voz, totalmente intacta, transmitida na canção," comentou a revista musical de Londres Music Week. Algumas semanas depois, o álbum "My Colouring Book", uma coletânea com regravações de Agnetha Fältskog de clássicos dos anos 60 foi lançada, alcançando o topo das paradas na Suécia, o Top 5 na Finlândia e Dinamarca, o 6º lugar na Alemanha e chegou ao 12º lugar no Reino Unido.

A canção título "My Colouring Book" é a regravação da canção originalmente gravada por Dusty Springfield. "Eu amei esta gravação", se entusiasmou Pete Clark no londrino Evening Standard, enquanto o Daily Mail destacou que "isto revela um carinho genuíno pelas er das músicas pop esquecidas." O revisor do Times observou que "a sua voz ainda é um instrumento pop impressionante", e o The Observer partilhou do mesmo sentimento, sugerindo que "o tempo não diminuiu a perfeição da sua voz". Analisando o lançamento no The Guardian, Caroline Sullivan escreveu: "Agnetha Fältskog tem uma fragilidade que fica à flor da pele de uma canção. Ela pode estar enganando um pouquinho, não incluindo nenhum material original nesta coletânea de covers dos anos 60, mas se alguém pode fazer justiça a "Sealed with a Kiss" é ela. O crescente sentimentalismo evoca Cilla Black e Sandie Shaw na pompa de sua mini-saia, e eu não digo que levemente."

O lançamento atraiu grande atenção da mídia em toda a Europa, mas Agnetha Fältskog se recusou firmemente a se envolver em qualquer divulgação ampla do álbum (incluindo aparições pessoais), e portanto limitou a sua exposição pública a várias entrevistas para jornais em curto prazo, alguns clipes e um especial de TV em sueco. No entanto, o álbum conseguiu vender mais de 500 mil cópias no mundo todo, 50 mil só no Reino Unido. Um segundo single do álbum, "When you walk in the room", chegou ao 11º lugar na Suécia e também alcançou o UK Top 40.

Logo após este lançamento, para a semi-final do Eurovision Song Contest de 2004, realizada em Istambul (Turquia), trinta anos depois do ABBA vencer a competição em Brighton, Agnetha Fältskog apareceu brevemente em um vídeo de comédia especial produzido para o intervalo, intitulado "Our Last Video". Cada um dos quatro membros do grupo apareceu brevemente em papéis diferentes do real, assim como Cher e Rik Mayall. O vídeo não foi incluído no dvd oficial do Eurovision Contest, mas foi lançado em um dvd separado (The Last video). Foi anunciado que esta foi a primeira vez em que os quatro trabalharam juntos desde a separação do grupo. Na verdade, cada um filmou as suas aparições separadamente.

Ainda em
2004, Agnetha Fältskog foi eleita a melhor artista nórdica no Nordic Music Awards, e no Natal do mesmo ano (pela primeira vez em quase 20 anos), ela deu uma extensa entrevista que foi filmada pela TV sueca. Na mesma época, a Sony Music lançou um box ricamente produzido com 6 cd's abrangendo sua carreira solo em sueco antes do ABBA (cinco álbuns solo originais - 1968, 1969, 1970, 1971, 1975 - e uma coletânea adicional com faixas bônus).

Em janeiro de 2007, Agnetha Fältskog compareceu à apresentação final do musical "Mamma Mia!" em Estocolmo (assim como esteve na estréia em 2005 também em Estocolmo, quando os outros três também compareceram, cada um separadamente). Juntamente com o ex-marido e ex-colega Björn Ulvaeus, ela apareceu no palco depois da festa de encerramento realizada no Grand Hotel de Estocolmo. Ela também cantou em dueto, "True Love", com Tommy Körberg e Benny Andersson ao piano.

No dia 4 de julho de 2008 Agnetha se juntou aos ex-colegas Anni-Frid Lyngstad, Björn Ulvaeus e Benny Andersson na estréia sueca da versão cinematográfica do musical "Mamma Mia!", no Teatro Rival (propriedade de Andersson) em Mariatorget, Estocolmo. Agnetha Fältskog chegou com Anni-Frid Lyngstad e a estrela de cinema Meryl Streep, as três dançaram na frente de milhares de fãs antes de se juntarem às outras estrelas do filme, Benny Andersson e Björn Ulvaeus na sacada do hotel para a primeira fotografia dos quatro membros do ABBA juntos em 22 anos.

Em outubro do mesmo ano uma nova coletânea comemorando seus 40 anos de carreira, "My Very Best", foi lançada na Suécia. O cd duplo contém músicas em sueco no cd 1 e em inglês no cd 2, abrangendo toda a sua carreira solo, de 1967 a 2004. Ele entrou com sucesso em 4º lugar na parada de álbuns sueca e certificado com ouro na primeira semana de seu lançamento.

Em janeiro de 2009 Agnetha e Frida receberam juntas o prêmio Rockbjörnen pelo conjunto da obra do ABBA, onde Agnetha foi entrevistada ao vivo pela primeira vez desde 1988 em um palco. Em 2010 é iniciada a exposição itinerante ABBA World, em que Agnetha aparece em uma entrevista exibida na exposição onde ela fala que atualmente está muito distante da música e que agora quer dedicar-se apenas à família. Apesar de hoje se sentir à vontade para falar dos anos com o ABBA, para Agnetha sua maior realização hoje é ser avó e poder ficar perto daqueles que ama. Em março deste ano o ABBA finalmente foi empossado no Rock and Roll Hall of Fame, realizado em Nova York. Apesar de não poder comparecer, Agnetha afirmou para a amiga Frida por telefone que estava muito agradecida e honrada com a nomeação.

Hoje Agnetha Fältskog vive ao lado da família em sua propriedade no arquipélago de Ekerö, em Estocolmo. Apesar da fama de reclusa, Agnetha Fältskog tem uma vida social e familiar estável e equilibrada, sendo vista de vez em quando em eventos e casas noturnas ao lado de amigos e da filha Linda. Agnetha Fältskog hoje quer apenas ter uma vida comum e a paz que o sucesso mundial não lhe trouxe. E é isto o que os fãs dessa estrela especial lhe desejam neste dia tão especial em que ela comemora 61 anos de vida, sucesso, beleza e talento singular.

Parabéns, Agnetha!!!


(Fontes: Agnetha Now & Then, ABBAannual, Icethesite, ABBAMikory e Agnethaarchives)

domingo, 6 de março de 2011

Joepie, 1979: Björn revela a verdade sobre o seu divórcio de Agnetha

Desde o divórcio de Agnetha e Björn, os rumores mais ferozes estão circulando sobre esta metade do ABBA. Mas o que é realmente verdade neste assunto? Pela primeira vez, Björn concordou em revelar a verdade sobre sua ex-mulher e colega do ABBA e sobre ele mesmo.

Björn foi direto ao ponto na conversa exclusiva que tivemos com ele sobre este assunto. Para ser exato, há muita confusão em torno da chamada nova namorada...
"Lena Källersjö é uma garota que eu conheci há muitos anos porque ela trabalha em uma gravadora em Estocolmo", diz ele. "Mas a alegação de que ela seria minha namorada por causa disso é naturalmente pura bobagem. Nós nos encontramos recentemente em uma festa. Nós conversamos um com o outro e coincidentemente havia um fotógrafo em torno que tirou uma foto de nós. Foi assim que os rumores começaram sobre um caso... "

Qual é a verdade sobre o psiquiatra por quem Agnetha alegadamente se apaixonou e que seria a causa do seu divórcio?
"Esse psiquiatra se chama Hakan Lonnbak. Ele tem um consultório em Estocolmo e Agnetha e eu fomos consultados por ele em outubro de 1978. Nós esperávamos que ele pudesse nos ajudar com nossos problemas. Mas ele não teve êxito. Mas não porque Agnetha tenha se apaixonado por ele. Isso é um absurdo. Eles não vivem juntos, como algumas revistas querem fazer vocês crerem."

Na Suíça você se relacionou com a Liz do Boney M...
"Essa é uma história ainda mais louca. Nós conhecemos o Boney M. na Suíça enquanto estávamos filmando um programa de televisão internacional. ABBA e Boney M. se hospedaram no mesmo hotel e é óbvio que nós nos dávamos como colegas. Também durante o longo tempo de espera antes da filmagem. Além disso, Liz é uma garota que gosta de se divertir o tempo todo. Portanto nós rimos muito com todo o grupo Boney M. e eu até dancei com Liz algumas vezes. Para alguns jornalistas isso foi o suficiente para começarem a falar sobre um caso. Mas não havia entre nós nada mais do que amizade."

Vocês já se divorciaram oficialmente?
"Sim, totalmente oficial, com uma sentença do juiz e tudo o que acompanha isso. Pode parecer estranho, mas desde então eu fico melhor junto de Agnetha do que antes."

É verdade que o novo álbum do ABBA foi adiado por causa desses problemas particulares?
"Talvez o divórcio tenha sido um fator importante, afinal de contas, estes períodos não são fáceis. A explicação é muito simples: inicialmente Benny e eu achamos que as músicas que havíamos composto para o novo álbum não eram boas o suficiente. Nós continuamos a trabalhar nelas até ficarmos completamente satisfeitos, principalmente porque sabemos que os nossos fãs sempre esperam algo especial da nossa parte."

É verdade que vocês dois estão discutindo sobre as crianças?
"Absolutamente não, nós chegamos a um acordo que foi satisfatório para ambos. As crianças vão ficar com Agnetha, mas poderei vê-los sempre que tiver tempo ou necessidade. Nós dois também estaremos envolvidos na sua educação."

A turnê do ABBA não foi ameaçada pelos seus problemas?
"Não, não foi. Primeiro vamos tirar umas férias e quando voltarmos vamos determinar em quais países e locais que queremos nos apresentar. Como você sabe, vamos iniciar uma grande turnê pelos Estados Unidos no outono, mas depois será a vez da Europa, com apresentações na Bélgica e Holanda também. Isso provavelmente vai acontecer em outubro."

Alegam que desde o seu divórcio você está representando o solteiro feliz novamente, o convidado da festa que está louco por garotas.
"Eu não concordo em absoluto. Em essência, sou uma batata de sofá que fica mais à vontade dentro das quatro paredes de sua casa. Na verdade, eu não saio mais do que eu costumava fazer. Talvez seja mais evidente agora, porque os fotógrafos estão esperando para tirar fotos onde quer que eu me mostre em público e eles amam ainda mais quando estou com uma companhia feminina. Todo mundo está à espreita para tirar a foto da minha nova namorada. Isto dá a impressão que eu de repente me tornarei um playboy."

Afirma-se também que Benny não está muito feliz porque está convencido de que o seu divórcio não está fazendo nenhum bem ao ABBA.
"Isso não é verdade. Benny compreende muito bem o nosso divórcio. Ele próprio passou por isso antes. Eu não acredito que os nossos fãs vão nos culpar por termos tomado esta decisão. Acima de tudo, este é um assunto puramente privado e que na verdade é uma preocupação somente nossa. O que é importante é a música que nós estamos fazendo."

Fonte: Abbaarticles

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Super Trouper Deluxe Edition!

No próximo dia 9 de Maio de 2011 a Universal Music estará lançando uma edição deluxe do sétimo álbum de estúdio do ABBA, "Super Trouper". Originalmente lançado em 1980, o álbum traz sucessos clássicos como a faixa título, "The Winner Takes It All" e "Lay All Your Love On Me", assim como a versão original de uma das canções mais tocantes do musical "Mamma Mia!", "Our Last Summer".

As faixas originais do álbum e as faixas bônus foram especialmente remasterizadas para este lançamento, soando melhor do que nunca. Uma das novidades é a mixagem em estéreo de "On and On and On", antes disponível apenas em mono e lançada agora pela primeira vez.

O dvd contém algumas apresentações feitas na época para a televisão, nenhuma das quais lançadas antes em dvd. O documentário "Words and Music", produzido pela Polar Music International, traz o grupo falando especificamente sobre o álbum "Super Trouper" imediatamente após ter sido finalizado em estúdio.

Um dos maiores atrativos do dvd será "Somewhere In The Crowd There’s You – On Location With ABBA". Trata-se de uma compilação de imagens gravadas na noite em que o ABBA e o seu designer, Rune Söderqvist, reuniu o seu círculo de amigos e mais alguns artistas de circo para realizarem a espetacular sessão de fotos para a capa e encarte do álbum. Estas imagens permaneceram empoeiradas nos arquivos durante trinta anos sem serem vistas pelo público - não até agora.

O dvd ainda traz alguns bônus como os clipes recentemente remasterizados de "Super Trouper", recém lançado na edição especial da coletânea "Gold - Special Edition" e "Happy New Year", que será visto em versão restaurada pela primeira vez neste super lançamento.

Tracklist:

Disc 01: CD
01 - Super Trouper
02 - The Winner Takes It All
03 - On And On And On
04 - Andante, Andante
05 - Me And I
06 - Happy New Year
07 - Our Last Summer
08 - The Piper
09 - Lay All Your Love On Me
10 - The Way Old Friends Do

Bonus Tracks
11 - Elaine
12 - On And On And On (Full length version, stereo mix)
13 - Put On Your White Sombrero
14 - Andante, Andante (Spanish Version)
15 - Felicidad (Spanish Version of Happy New Year)

Disc 02: DVD
01 - ABBA On German TV (SHOW EXPRESS, ZDF)
Songs performed:
The Winner Takes It All
Super Trouper
On And On And On
02 - Happy New Year (SVT)
03 - Words And Music (DOCUMENTARY)
04 - Somewhere In The Crowd There’s You – On Location With ABBA
05 - Super Trouper (Remastered promo clip)
06 - Happy New Year (Remastered promo clip)
07 - Super Trouper TV commercial I (UK)
08 - Super Trouper TV commercial II (UK)
09 - International Sleeve Gallery


Fonte: Abbasite

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A História do ABBA - Parte 5


Eles tiveram uma boa noite de sono após todas as tensões e após meses de preparação. Na manhã seguinte à sua vitória o ABBA foi despertado por funcionários da gravadora britânica CBS. Um café da manhã com champanhe havia sido organizado para o grupo. E não somente naquela manhã ensolarada. Uma sucessão de recepções com champanhe estava em sua programação. Stig Anderson não ficava parado: o mundo queria ver o ABBA, aliás, o mundo queria ter o ABBA. Stig Anderson já tinha preparado os contratos, com a sua programação à mão. Faltavam apenas as assinaturas. Mas isso não iria demorar muito, é claro. Stig assinava um contrato após outro.

Anni-Frid diz: "Eu nunca vi tanto champanhe em toda a minha vida. As bolhas alegres saltavam para o meu nariz como se quisessem dizer: parabéns, estamos vendo sucesso e prosperidade no horizonte. E era assim que eu me sentia também. Eu senti: minha vida agora realmente vai decolar".

Junto com o champanhe seguiu-se uma série de sessões de fotos. Durante aqueles dias o ABBA foi acompanhado por pessoas da imprensa, com sua comitiva. O ABBA foi entrevistado centenas de vezes. E numerosas sessões de fotos foram feitas, sobre as quais Benny agora diz: "Isso foi muito louco. Nós tínhamos que ficar em todas as posições e continuar a sorrir. Meu rosto não podia fazer outra coisa a não ser produzir aquele sorriso que costumo fazer nas fotos. Isso realmente deixou-me muito enjoado, mas tudo bem, faz parte deste negócio e realmente fiquei muito feliz com toda essa atenção. Nós tínhamos trabalhado muito duro para isso."

E somente agora Björn faz uma declaração surpreendente: "Na verdade, temos que ser muito sinceros e dizer que não esperávamos vencer e certamente não esperávamos que todas aquelas portas se abrissem para nós no mundo por causa de Brighton. Durante o concurso achei que Mouth & McNeal venceria. Eu acreditava que os juízes seriam mais inclinados pela Holanda do que pela Suécia. Além disso, a dupla tinha uma música fantástica: "I See a Star". Eu achei que eles eram os melhores!" e Björn confessa: "Aconteceu outro momento maravilhoso quando Mouth & McNeal vieram até nós e nos parabenizaram espontaneamente. Eles achavam que a melhor música e o melhor grupo haviam vencido. Foi muito generoso por parte dessas pessoas."

Agnetha lembra: "Eu vivenciei todo o evento em Brighton como se fosse um sonho. As tensões eram muito fortes. A lembrança de que centenas de milhões de pessoas estavam me vendo paralisou-me e quase tirou o meu fôlego. Você não pensa direito em um momento como esse. Então você escuta que venceu e tudo se transforma em um frenesi. Todo mundo te beija. Todo mundo quer falar com você, fotógrafos. O que teria acontecido se não tivéssemos vencido. E lá está você com uma taça de champanhe na mão. Você se sente cada vez mais cansado mas continua sorrindo. Quando tudo acabou e nós voltamos ao hotel acordei daquele sonho e lembro exatamente o que eu disse ao Björn: 'Me belisque. Tudo isso aconteceu de verdade, eles não vão tomar o troféu de nós?' e Björn pôs o braço sobre os meus ombros, beijou-me no pescoço, acariciou-me e disse: "Isso foi uma loucura, mas aconteceu! E... prepare-se, por enquanto será desse jeito. Nós temos que manter nossos pés bem firmes no chão e não nos deixarmos levar!" Palavras sensatas do "computador" do grupo.

Björn marcou uma reunião com Stig, Benny, Anni-Frid, Agnetha e algumas pessoas da Polar Music. No seu quarto de hotel eles discutiram o futuro, a série de contratos que Stig tinha assinado, suas férias. "Desde o início eu quis organizar as coisas corretamente", diz Björn: "não podíamos permitir que as nossas vidas fossem invadidas e definitivamente não diríamos sim a tudo. Nós tinhamos de durar um pouco mais do que aqueles poucos meses." Uma lúcida - e sensata - declaração, que foi apresentada na suíte do Napoleão no hotel. Stig Anderson aconselhou o quarteto a dormir um pouco porque eles teriam uma longa caminhada à tarde. Mais tarde, eles se reuniam em um dos melhores restaurantes de Brighton. Naquela noite (domingo), Stig tinha organizado um jantar exclusivo para os membros da equipe Polar, que haviam trabalhado tão duro para este sucesso. O champanhe fluiu novamente e um enorme prato de peixe foi servido. Enquanto isso Stig leu telegramas, uns 200. Muitos vindos da Suécia. Na segunda-feira após o concurso o grupo foi levado a Londres em uma limusine e o feliz ABBA afundou nos assentos do carro, quando o rádio do carro tocou "Waterloo". Era como se os quatro estivesse ouvindo a canção pela primeira vez. No hotel, as rolhas de champanhe espocaram novamente, as câmeras da BBC entraram na suíte e uma entrevista ao vivo para o Top of the Pops foi filmada. Björn e Benny falaram em como eles estavam felizes pelo concurso ter acontecido na Inglaterra, que toda a organização foi impecável, que as pessoas foram muito amáveis. Foi um tributo ao Império Britânico, sucedido por "Waterloo".

Os telefones não paravam de tocar e os telexes continuavam chacoalhando. Propostas, propostas e mais propostas para o ABBA se apresentar, aparecer em programas de entrevistas, fazer comerciais e atuar em filmes. Então Stig disse a todos: "Que bom que vocês estão nos convidando e o mais maravilhoso é a consideração de vocês conosco, mas nós estamos lotados..." E era verdade: o ABBA estava reservado totalmente para o ano inteiro.

Benny, completamente esgotado, retirou-se em seu quarto, ligou a TV e assistiu a um filme de terror. Agora ele diz: "Eu estava com uma enorme quantidade de champanhe e estava muito desgastado e é engraçado que um filme de terror possa ser relaxante." Outra nuvem escura apareceu no céu: Agnetha estava reclamando de dor na garganta. "Minhas amígdalas estão me preocupando", disse ela, "sempre que fico muito cansada elas começam a me incomodar." O médico foi chamado, injeções e... descanso. Isso ajudou. Vocês nem sequer se atrevam a imaginar que Agnetha pudesse ter sido incomodada por sua garganta antes de sua apresentação. Esse descanso lhe faria bem. Agnetha e Björn saíram para compras e o bebedor de cerveja Benny não poderia estar mais feliz já que ele estava em um pub. Aqueles dias em Londres foram muito agradáveis para o quarteto, roupas foram compradas, eles saíram, em suma: o muito desejado descanso após o seu trabalho duro. Em relação a isso havia muita coisa acontecendo em Londres nessa época. Londres era o centro da Europa, onde tudo estava acontecendo. O ABBA aproveitou a ocasião. O ABBA viu tudo.

Benny: "Para mim esses dias em Londres foram uma grande festa. Eu gosto de tomar uma cerveja e ali eu podia ir para os bares. Eu acho as pessoas que frequentam esses bares maravilhosas. Elas são descontraídas e sempre estão de bom humor. Beber cerveja é um acontecimento muito mais social na Inglaterra do que na Suécia. Björn não gosta muito, ele acha que tomar um drink na sexta ou no sábado é suficiente. Ele ficou realmente surpreendido pelo fato de que todo mundo toma uma cerveja no seu bar favorito todo dia."

No último dia da sua estada em Londres havia outra sessão de fotos agendada no Hyde Park. As garotas compraram vestidos especiais para esta ocasião e Benny comprou jaqueta de napa legítima. Depois disso, o grupo todo foi à Embaixada da Suécia, onde o embaixador - um homem chamado Ole Jodahl - falou as seguintes palavras para eles: "Este é o meu melhor dia na Inglaterra como embaixador. Nunca antes eu tive assistentes tão fantásticos, vocês quatro são embaixadores da Boa Vontade da Suécia, não somente agora na Inglaterra como em todo o mundo. A Suécia deve estar muito orgulhosa de vocês. Podem ter certeza de que a Suécia ficou orgulhosa." Depois disso as câmeras da BBC entraram na sala novamente, seguida por uma entrevista na televisão, desta vez por David Hamilton.

Agnetha sentiu náuseas e teve febre. Anni-Frid mal recuperou o sono perdido das noites anteriores. Era como se eles estivesse começando a sofrer dos nervos agora. Mas Agnetha não quis ficar no hotel e depois da visita à embaixada e depois da entrevista à BBC ela juntou-se aos outros para uma sessão de fotos na estação de Waterloo, desta vez para o Daily Express: os fotógrafos forneceram-lhes roupas maravilhosas e eles receberam muita atenção. Agnetha manteve-se sorridente, apesar da penicilina e dos antibióticos que foram injetados nela. Björn estava muito atencioso e manteve as pessoas longe dela tanto quanto possível, para dar-lhe um pouco de paz e parar com todo aquele furor.

De volta ao hotel Park Lane Stig reuniu a imprensa pop internacional em torno dele e do ABBA pela última vez, uma entrevista coletiva de despedida. Benny disse: "Isso aqui é uma grande festa de champanhe. Eu mesmo tenho meus cereais com champanhe, mas eu quero agradecer a todos vocês." Björn levantou-se e falou: "Eu acho maravilhoso estar aqui com vocês e simplesmente conversar sobre o show business e não sobre política. Na Suécia eles sempre fazem perguntas sobre nossas preferências políticas e nós não sabemos absolutamente nada sobre política. Eu acho que é ainda mais divertido voltar para a Suécia agora, onde tivemos alguns momentos difíceis. No nosso país eles não nos veem como grandes conquistadores ou como um grupo especial. Após este enorme sucesso eles terão que se render e parar de nos comparar com Sweet e Mud, nós somos diferentes."

Nessa entrevista Agnetha confidenciou a um repórter e lhe disse: "Pouco antes da final eu quis deixar o meu cabelo curto porque dá muito trabalho, mas Stig não deixou. Ele disse: 'Se perdermos, então você poderá cortá-lo." Mas nós vencemos e já que as nossas fotos haviam sido espalhadas no mundo inteiro eu não poderia encurtar o meu cabelo de repente. Isso tornou-se parte da imagem do ABBA. Em retrospecto eu acho uma pena que ele tenha que continuar longo, dá muito trabalho, mas por outro lado estou muito feliz com isso, especialmente na Itália e na Espanha, onde eles adoram garotas loiras com cabelos longos."

O conhecido compositor Harold Spiro diz: "Com o ABBA uma nova era iniciou-se no concurso. A partir de agora mais países enviarão grupos para o Eurovision Song Contest". Um entusiasmado Stig Anderson: "Depois de tudo que vivi aqui, acredito que estamos começando a nos libertar da Suécia, temos que chegar lá, Austrália, América, Japão. Como é maravilhoso o mundo ser grande quando o seu próprio país é bastante pequeno em sua superfície."

Rosemary Horide na revista Disco Magazine: "Após o Song Contest em 6 de abril de 1974 o Eurovision Song Contest morreu, felizmente. Longe estão os dias em que garotou e garotas mais ou menos lindos simplesmente cantavam uma música. Agora esperamos mais do que isso: uma boa música, um bom show, um bom equipamento. O ABBA introduziu uma nova fórmula e nós só podemos estar felizes por isso."

O participante Paulo de Carvalho, de Portugal, estava irritado: "Todos nós tivemos de cantar ao vivo, mas o ABBA trouxe a música de fundo. Isso não é justo, eu protesto." Um porta voz da BBC respondeu: "É permitido usar músicas de fundo. Protesto negado." Uma Olivia Newton-John um pouco amarga, que fracassou com "Long Live Love", refletiu: "Waterloo" não é a canção que eu teria escolhido para mim, mas acho que ela é bastante agradável. Eu absolutamente não acredito na minha própria música." Após a final Stig recebeu um telefonema da Suécia. Um repórter perguntou: "Você sabia que quarenta mil pessoas morreram em Waterloo?" Stikkan, perplexo, respondeu: "Você não percebe que só usamos "Waterloo" como símbolo, em vez da palavra 'derrota'?"

Quando o pessoal da Polar voltou para a Suécia, Agnetha era a mais feliz de todos eles: "Eu mal posso esperar para voltar para Linda. É claro que é divertido viajar, mas é um grande trabalho para mim deixar Linda em casa. Talvez seja por isso que eu me senti muito mal aqui." Via Hamburgo, onde um programa de televisão da Páscoa foi rapidamente filmado, o ABBA chegou ao aeroporto de Arlanda em Estocolmo. A chegada deles foi mantida em segredo. O ABBA voltou para o país pela porta dos fundos porque a Alfândega respeitou o seu pedido: voltar para casa o mais rápido possível!

Agnetha e Björn foram levados para casa primeiro, em Vallentuna. Benny fala sobre a sua chegada em casa: "Eu me afundei em uma cadeira preguiçosa. Anni-Frid abriu uma garrafa de champanhne - como se ainda não tivéssemos tomado o suficiente - trouxe um tabuleiro de xadrez e jogamos por algumas horas. Agora estávamos em casa, realmente em casa. Longe de todas aquelas pessoas, paz e sossego."

Na manhã seguinte Anni-Frid, Benny, Agnetha, Björn e Linda saíram de Estocolmo juntamente com Stig e sua família para uma ilha nos arredores de Estocolmo. Lá eles celebraram a Páscoa juntos. Fizeram caminhadas juntos, saíram para pescar. "Aqueles dias foram ótimos", diz Agnetha agora.

No verão de 1974 uma tempestade de protestos varreu a Suécia. O ABBA havia cancelado todos os seus trinta shows no país. Stikkan tinha a desculpa: "O grupo tem muitos contratos para cumprir no mundo. Os garotos têm que compor novas músicas para o seu próprio álbum e eles têm que fazer os preparativos para as novas gravações de outros artistas da Polar." Os organizadores dos shows ficaram furiosos, ameaçando-os com ações judiciais e exigindo compensações financeiras. Os jornais foram chamados. Anderson defendeu a sua estratégia assim: "O que você faria se estivesse em nosso lugar? Temos que ir a Paris, Londres e assim por diante. Será que temos que cancelar isso porque temos que nos apresentar aqui na frente de algumas centenas de pessoas. Você faria isso?" O distúrbio cresceu de tal maneira que eles recorreram à televisão, quando Björn - em um programa altamente popular - defendeu o ABBA e a decisão que eles havia tomado. Ele falou longamente sobre os preparativos que os levaram ao sucesso em Brighton. Sobre as suas experiências na Inglaterra ele concluiu: "É claro que nós adoraríamos realizar esses trinta shows, mas isso significa que teríamos que enfrentar mais um mês cansativo - após a desgastante experiência do Eurovision - antes de podermos sair em uma turnê mundial novamente. Eu peço compreensão a todos os suecos por esta decisão conjunta que tomamos. Nós queremos passar um mês trabalhando no nosso novo álbum e em outras gravações da Polar".

É evidente que a palavra "turnê mundial" foi escolhida com uma certa dramaticidade, porque o ABBA iria para países como Inglaterra, França, Alemanha e Bélgica. Mas eles tinham alcançado o efeito desejado. O ABBA viajou pela Europa e somente um ano mais tarde é que eles fizeram uma turnê de 15 dias pela Suécia, que foi concluída com um gigante concerto no Tivoli em Estocolmo. Mas mesmo nesta turnê nem tudo correu conforme o planejado. Agnetha teve problemas de garganta de novo, shows foram cancelados e/ou adiadas. E é claro que os jornais não se contiveram com as suas críticas. A imprensa na Suécia sempre foi um pouco reservada com o ABBA. Por exemplo eles se opuseram ao fato de que Stig Anderson estipulou uma parcela pelo volume de negócios em todos esses shows. Stig respondeu às críticas: "Parece-me razoável que o ABBA seja pago com um montante mais elevado quando muitas pessoas aparecem para vê-los. No final o ABBA era simplesmente um grande grupo internacional." E a imprensa ficou em silêncio novamente por um tempo.

E então foi Björn que teve uma discussão com um repórter. Björn respondeu à sua pergunta assim: "Vocês sempre nos perguntam sobre como ganhar dinheiro e as nossas preferências políticas. Nós somos populares, por isso estamos ganhando muito dinheiro, assim como também pagamos muitos impostos. Nós não nos importamos com nada disso. Eu não quero falar sobre política. O que é o socialismo, o que é democracia? Eu não sei. Eu só quero compor boas canções para tantas pessoas quanto possível." E o repórter silenciou.

Benny: "Eu realmente não entendo toda essa lamentação destes repórteres. Ainda somos os mesmos rapazes, nós preferimos as coisas simples da vida. É claro que agora temos um maior orçamento financeiro, mas eu ainda como um bife. Eu ainda gosto dos mesmos filmes. Eu gosto de passar o tempo em casa, com um copo de cerveja. Tudo isso não muda porque de repente você se tornou popular." E Björn concorda com estas palavras.

Após o grande sucesso em Brighton com "Waterloo" Stig recomendou o lançamento de "Ring Ring" na Inglaterra como continuação. Esta era uma antiga para o ABBA, mas para a Inglaterra era algo novo. E o chefe estava certo mais uma vez. Orgulhoso, ele disse no Top of the Pops: "Agora esta é a canção que poderia ter vencido o Eurovision do ano passado." Apesar de todos esses sucessos, notícias negativas continuaram aparecendo na mídia internacional, como: "ABBA é banda de um só sucesso" ou "ABBA é um grupo caricato".

Stig Anderson: "Quando você realmente se torna bem sucedida histórias como esta inevitavelmente irão aparecer nos jornais. Por um lado é um bom sinal, isso prova que você está seguindo o caminho certo. Por outro lado, isso tende a estragar a diversão desses sucessos para os quais você trabalhou tão duro. Eu sempre acreditei no ABBA. Mesmo sem o Eurovision Song Contest eles teriam se tornado muito grandes. Brighton foi um empurrão extra, um impulso para uma maior rapidez de reconhecimento. Não há nada errado nisso."

E Anderson obviamente está certo. O Eurovision Song Contest é acompanhado por centenas de milhões de pessoas, mas países como os Estados Unidos, Japão e Austrália nunca ouviram falar deste concurso e nestes países o ABBA também tem uma força importante.

Fonte: ABBA Articles (texto) e ABBA Annual (fotos)

Fotos da publicação original:


A História do ABBA - Parte 1
A História do ABBA - Parte 2
A História do ABBA - Parte 3

A História do ABBA - Parte 4

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A História do ABBA - Parte 4

O fracasso de "Ring Ring'" em 1973 talvez os tenha levado a uma inspiração de grandes consequências. "Waterloo" tornou-se a entrada sueca para o Eurovision Song Contest em Brighton. E todo mundo sabe o que "Waterloo" significa: o fim, o fracasso, a derrota. O ABBA não conheceu o seu "Waterloo" na Inglaterra. Melhor que isso, o quarteto apresentou-se para uma plateia de milhões de pessoas com um prazer ainda inigualável. O ABBA se apresentou com tanta força que agora parece que eles nunca irão desaparecer um dia.

A empresa Anderson inteira juntou-se a esta tranquila, mas também comercial corrida para Brighton. Com uma precisão digna de um ataque militar, Stikkan havia descoberto tudo. Como um comandante, ele liderou a campanha que deveria conduzir a um único objetivo: a conquista de milhões de corações. Essa foi uma razão pela qual eles optaram pelo título "Waterloo", como se isso fosse um duplo desafio. O que havia precedido Brighton? Stikkan enviou um memorando a todos os seus amigos de negócios ao redor do mundo, pedindo-lhes para que se informassem sobre o que estava exatamente acontecendo no mundo da música. Quais as tendências lá fora? Quais os ritmos que estavam em alta? Qual som alfinetava os ouvidos dos juízes para eles darem notas altas? Os seus "agentes secretos" enviaram para Stig relatórios que eram muito secretos, uma mesa cheia, e como um verdadeiro chefe de pessoal Stikkan soube ordenar tudo e... repassar para Benny e Björn.

Passo a passo "Waterloo" nasceu. A dúvida era quais roupas deveriam ser usadas. A apresentação foi trabalhada, a mídia internacional foi conquistada e o inimigo foi expulso. "Waterloo" poderia ser compreensível para os japoneses, mas para o público da Bulgária também. Uma música agitada seria uma boa escolha internacional na época. Quando toda esta investigação foi concluída a canção nasceu. Stikkan e Björn passaram centenas de horas nisso. Quanto mais simples uma música e uma apresentação parecem ser, mais suada é a sua criação. Com seu marcante sorriso algo cínico, Stig agora havia reduzido a questão a um ponto muito simples: "Nós estávamos procurando e encontramos um som staccato boom-boom com um tom otimista forte." Bem, não era assim tão simples e Stig sabia bem disso. Björn disse: "Talvez a música soava um pouco como um computador. Eu não culpo a ninguém por pensar algo parecido. Nós a tocamos com cuidado. Nós não estávamos autorizados a cometer erros que teriam prejudicado a nossa reputação na medida em que teríamos que começar tudo de novo. Apesar do fato de termos tocado com cuidado, eu ainda acho que 'Waterloo' é uma boa canção, eu acredito que ainda hoje em dia. Todos nós trabalhamos duro nela." Três deles - Stig, Benny e Björn - queriam conseguir apenas uma coisa: o topo. E foi por isso que o título "Waterloo" foi tão bem emprestado de um livro de história.

Além da parte musical - a música, o arranjo - Stig tinha que cuidar dos efeitos visuais também. "Você só tem três minutos", diz Stig, "e dentro desses três minutos isso tem de acontecer. A música tem de funcionar. O grupo tem de ser bom. A apresentação tem de ser impecável. Em três minutos, você tem de impressionar milhões e milhões de telespectadores. Não é uma tarefa fácil." Primeiramente, Stig tinha a certeza de que o maestro deveria estar vestido em um traje de Napoleão, completando com o chapéu em cruz. Isso já era um grande começo. Normalmente os maestros sobem ao palco em seus trajes escuros, eles parecem todos iguais. Este maestro ganhou o público de imediato. O primeiro obstáculo difícil havia sido vencido. O ABBA tinha que ofuscar o maestro com as suas fantasias. Foi por isso que Stig optou por trajes brilhantes que eram tão coloridos e escandalosos que mesmo os trajes de Gary Glitter empalideceriam se comparados com eles. Roupas de seda, bordadas com todos os tipos de babados. As pessoas que não favoreciam o ABBA haviam sido retiradas do corpo de jurados e a plateia estava repleta de jovens que entendiam o que o ABBA estava fazendo. Então os outro dezesseis finalistas empalideceram na insignificância. "Waterloo" se transformou em uma vitória. A Armada Espanhola foi derrotada. Dificilmente recuperados da vitória nacional, surgiu a dúvida se haveria qualquer chance do ABBA vencer em Brighton. Stig Anderson: "Eu só posso dizer: nós venceremos." E as coisas eram simples assim para um homem como Stikkan Anderson. Pouco antes da final nacional ele decidiu que eles não se apresentariam mais como Björn, Benny, Agnetha e Anni-Frid, mas como ABBA. "Não adianta tornar as coisas complicadas para as pessoas. ABBA é adequado. ABBA é compreensível para todo mundo."

A batalha em "Waterloo" havia sido vencida, mas isso não significava que os quatro poderiam descansar sobre os louros da vitória. Era como uma série de jogos da Copa Européia. Nas quartas de final você tem batido uma equipe e logo depois você está focado na semifinal. Foi a mesma coisa com o ABBA. O single "Waterloo" foi lançado em todos os países europeus e Stig Anderson viu pessoalmente que todos os esforços foram feitos para colocar este disco nas paradas. Stig enviou o seu relações públicas para fazer muitos trabalhos preparatórios para Brighton. Somente na Suécia ele gastou nada menos do que 50.000 coroas suecas (na época cerca de 40.000 florins holandeses) para exibir cartazes do ABBA em cada esquina. Stig: "Com 'Ring Ring' já havíamos quebrado muitos mercados para o grupo. Para mim isto provou que o ABBA tinha apelo para o público internacional. Com "Waterloo" veio apenas a maior revelação. Não havia como impedir isso." Com o ABBA, o complexo de inferioridade do show business sueco desapareceu também. Até então as pessoas geralmente riam quando atuações suecas ou escandinavas eram discutidas. Por exemplo, elas rebentavam em altas gargalhadas por causa da sua pronúncia. Mas isso agora havia acabado. Brighton estava há apenas algumas semanas de distância e "Waterloo" já havia vendido 110.000 singles e 97.000 álbuns na Suécia. Stig Anderson poderia estar cheio de confiança (e com razão), mas os membros do ABBA ainda não estavam convencidos. A supersticiosa Anni-Frid colocou o talismã mais uma vez: um sombrero mexicano, que ela não tirou até Brighton. Ela usou este chapéu durante duas semanas inteiras, até na cama. Benny: "Na verdade, esse chapéu é o nosso amuleto da sorte. Eu o chamo de 'nosso chapéu da sorte'. As pessoas tendem a rir disso, mas no show business somos supersticiosos. Portanto, quando você vê Anni-Frid usando esse chapéu é porque nós estamos em algo muito especial. Ela usa esse chapéu até na cama e você pode imaginar como isso é desagradável, mas até agora isto tem valido a pena."

O ABBA tem outro talismã: a guitarra em forma de estrela de Björn. Em outras palavras: o maestro em trajes de Napoleão... as garotas em trajes brilhantes... os garotos em suas roupas apertadas e brilhantes... a guitarra em forma de estrela de Björn... a canção "Waterloo"... tudo o que o ABBA tinha a dizer era: "Tentem nos ignorar agora." Em Brighton nem tudo parecia próspero. Por alguma razão, o ABBA era uma espécie de intruso. As pessoas, especialmente os jornalistas, estavam sendo bastante negativos e faziam perguntas como "quem vocês acham que são e o que exatamente é isto que vocês estão fazendo" e "vocês estão tendo um dia de folga da escola." Foi Anni-Frid quem conseguiu vencer esses jornalistas com suas elegantes - mas muito espertas - respostas. Um deles perguntou: "quem é essa garota bem educada e amável? Vocês não vão encontrar muitas como essa no show business." Anni-Frid foi proclamada a "dama" dos competidores, ela tinha classe e tinha a coragem de falar para a mídia internacional. Ela disse: "Isto não é problema para mim. Não é mérito meu, isto vem naturalmente." Nós não falamos ainda sobre outro amuleto da sorte. Mesmo o ABBA não fala muito sobre ele. É um burro de pelúcia. Um boneco enorme, que não é fácil de carregar. Mas este burro ajudou o ABBA na final sueca (diz o ABBA) e por isso ele deveria estar presente na Inglaterra também.

O vôo de Estocolmo a Londres diferia um pouco das outras viagens que o ABBA tinha feito. Normalmente havia muitas risadas e piadas sendo contadas. Mas desta vez o grupo apenas se sentou junto, todos eles pensando na final. Raramente houve um grupo mais motivado. "Nós não falamos muito sobre o Eurovision Song Contest", lembra Björn, "mas sabíamos que isso estava em nossos pensamentos. Todos nós no nosso próprio (silêncio) jeito." E sobre Brighton: "Esta cidade foi uma revelação para nós", diz Agnetha, "a tensão havia desaparecido. Havia um vento fresco encantador. Primavera. Eu me senti muito feliz." Mas quando o ABBA subiu ao palco, não havia mar por mais brilhante que fosse que pudesse fazê-los relaxar. O pensamento de que haveria quinhentos milhões de telespectadores ou mais os deixou mais assustados. O evento aconteceu no The Dome, um belo local, repleto de jornalistas, chacoalhando telexes, telefones tocando e cliques de câmeras fotográficas. Em suma, a pulsação do concurso. Tudo foi organizado com perfeição e era como se a própria Brighton - sendo uma atração turística - tivesse publicidade digna de alguns milhões de libras esterlinas. Stig chegou juntamente com o grupo e queria fazer alguns negócios com antecedência. Ele viajou para Londres e tocou "Waterloo" para um editor musical. O homem recusou-se a comprar a canção. "Para protegê-lo do constrangimento não vou mencionar o nome dele. Ele disse algo como: "Com um piano grossero como esse, vocês não serão capazes de agitar ninguém. Isso é antiquado." O mesmo editor musical ligou para Stig depois do programa e perguntou se ele ainda poderia comprar "Waterloo". "Eu apenas desliguei o telefone", sorri Stig agora.

De volta a Brighton, Stig percebeu que o ABBA era um favorito entre os apostadores: 6 para 1. Mas quando o momento da verdade se aproximava, a opinião mudou drasticamente: 20 a 1. Em reação a isso, Stig, Benny e Björn começaram a fazer apostas em todo lugar. Eles apostaram várias libras em... ABBA. O favorito naquele momento: Olivia Newton-John com "Long Live Love", seguida de perto pelo nosso próprio Mouth & McNeal. Apesar de tudo, Stig sentiu que não podia dar errado. Brighton estava fechada para quem não tivesse nada a ver com o concurso. Policiais nervosos mantinham uma estreita vigilância sobre as pessoas. E havia uma segurança especial, rigorosa para os membros dos grupos de Israel, Grécia e Irlanda. Na época havia um medo enorme que atravessava a Inglaterra de que bombas poderiam ser colocadas em qualquer lugar pelo IRA. Um evento como esse concurso atrairia uma publicidade internacional enorme para os terroristas. Anni-Frid relembra vividamente quando diz: "Você não podia mover um músculo sem que um agente de segurança verificasse o seu passaporte ou lhe revistasse. Eu achei isso uma vergonha. Especialmente em Brighton, que era uma cidade encantadora, romântica e tranquila."

Os ensaios começaram um dia antes da transmissão e não correram bem para o ABBA. O grupo trouxe a sua própria música de fundo e quando ela foi tocada, tudo soava horrível. O "boom" na canção é extremamente importante e quando não sai nos alto-falantes da maneira correta suas chances são diminuídas drasticamente. Os amigos suecos reuniram-se em torno do técnico e após vários momentos estressantes, ele descobriu a imprecisão e o ABBA estava - mais ou menos - apto a fazer o ensaio. Naquele dia era o aniversário de 24 anos de Agnetha e isso significava que, após os ensaios que de resto foram impecáveis, o grupo imediatamente abriu uma garrafa de champanhe no hotel e levantou as taças pela sua saúde. E foi assim que eles passaram aquelas últimas horas antes do grande evento. E como essas horas passavam a tensão na equipe ABBA aumentava. Havia dúvidas: "a música de fundo seria impecável" ou "a voz de Frida faria isso até o fim" ou "não vamos estourar nessas roupas muito apertadas." Apesar desta crescente - e também desgastante - tensão, o quarteto dormiu por dez horas seguidas... em outras palavras: essa tensão era tão desgastante que o corpo só queria dormir um pouco.

Sábado, 6 de abril. O dia da grande final. Benny foi o primeiro a sair da sua cama e tomou o café da manhã no restaurante do hotel, mas ele não foi capaz de digerir qualquer sanduíche ou biscoito. "Eu via todo mundo fazendo os seus gigantes pratos de café da manhã inglês," diz Benny: "Eu não entendo isso. Ovos e bacon. Só de pensar fico enjoado. Eu realmente estava muito nervoso. Havia muita coisa em jogo para nós. Vínhamos trabalhando noite e dia para Brighton. A campanha não podia falhar, mas eu sabia que o menor erro poderia nos levar ao fracasso." Björn: "Eu me senti da mesma forma que Benny, mas fiquei totalmente aliviado quando o técnico apareceu para nos dizer que tudo estava bem." Por volta do meio dia o ABBA já havia se retirado para fazer os preparativos necessários para a sua apresentação naquela noite. Os figurinos foram checados e novamente montados. As falhas foram corrigidas e Agnetha manuseou o ferro de engomar para suavizar as ondulações obstinadas. Agnetha: "Eu disse então: estas roupas parecem ótimas em nós. Se nós cantarmos tão bem quanto aparentamos então ninguém terá chances." Havia ainda outro ensaio com a roupa, outro ensaio com a câmera e mais espera. "Para nos incentivar", diz Björn, "Eu havia trazido um gravador com 'Waterloo' e psicologicamente acredito que era a coisa certa a fazer. Todos nós acreditávamos em 'Waterloo'. Esse era o nosso apoio. Então toda hora em que o humor caía eu tocava a fita." O grupo fez outra caminhada energizante na praia - para o descontentamento da organização - e voltou de bochechas rosadas. Björn: "Eu me sentia muito bem. Como um boxeador se sente antes de uma partida: bem descansado, bem treinado." Naquele momento os quatro não sabiam sobre a crítica de "Waterloo" no jornal sueco Dagens Nyheter, escrita por Christa Lundblad. "Para mim isso foi uma punhalada nas costas", diz Stig, "você não faz algo assim com a sua própria gente." Christa escreveu: "A música 'Waterloo' do grupo ABBA é plágio puro. A introdução foi roubada de 10CC, o refrão veio de 'Build Me Up Buttercup' do grupo inglês Foundations e o saxofone soa como os discos de Junior Walker. Eu também reconheci trechos do primeiro recital de piano de Tchaikovsky. Resumindo, o ABBA escutou muitos discos antes de criar 'Waterloo'. Isso provavelmente irá se transformar no seu 'Waterloo' pessoal. Eles pediram por isso." Um "criticismo" como esse realmente era uma facada nas costas e Stig estava furioso. Especialmente porque o ódio como aquele ainda estava vivo, contra ele e contra o ABBA.

Vamos voltar para o The Dome. De volta à sala onde todos os finalistas estavam juntos. "Eu estava espantado", diz Benny, "como eles haviam sido capazes de colocar tantas pessoas em uma sala tão pequena. A atmosfera estava extremamente tensa, alimentada por um calor enorme. Eu tinha a impressão de que todo mundo queria se apresentar primeiro. Devido a esta sala a apresentação não seria uma tarefa difícil, mas um alívio." Um por um os participantes subiram ao palco e voltaram pelo menos muito nervosos. Benny: "Eu posso imaginar como se sentiram. A boca seca por toda essa espera e tensão. Eu estava me sentindo triste por aqueles que tiveram de esperar mais tempo nessa tensão nervosa. E então de repente, como num sonho, ouvi o nosso nome sendo chamado. Eu beijei Agnetha e Anni-Frid e dei uma tapinha no ombro de Björn. 'Este é o momento', eu disse." Björn: "Isso é típico do Benny. Ele aparenta estar muito calmo, mas está tão nervoso quanto nós. No palco, eu não pensava em mais nada a não ser nos 500 milhões de telespectadores. Os mais estranhos pensamentos passam pela sua cabeça. Você sente como se algo terrível estivesse para acontecer... esquece a letra ou tropeça. Olhamos uns para os outros e naquele momento eu decidi que nunca mais iria me apresentar sozinho. Durante a competição, na final e naquele momento, eu amei Agnetha, Anni-Frid e Benny. Nós sentimos que precisávamos uns dos outros e que estávamos nos dando apoio também. Esse foi o melhor momento da minha carreira no ABBA, a união, o apoio, a ajuda. Quando as primeiras notas foram tocadas sentimos por intuição: isso é bom, não foi em vão. Depois de 'My, my, at Waterloo Napoleon did surrender', o nervosismo tinha desaparecido também. Nós cantamos e tocamos como nunca fizemos antes. O maestro em seus trajes de Napoleão virou-se um pouco e piscou para mim, esse foi o último empurrão que precisávamos para darmos tudo o que tínhamos para dar," de acordo com Björn. E então aqueles três minutos se passaram. A equipe inteira trabalhou nisso durante meses.

O quarteto voltou à "sala de transpiração" e ficaram amontoados com os outros artistas. Anni-Frid: "Esperar o resultado foi verdadeiramente insuportável para todos. Aquilo era simplesmente doloroso. Eu esvaziei como um balão, a tensão desapareceu." A "sala de transpiração" foi ficando cada vez mais lotada... A tensão foi aumentando, Björn e Benny tentaram fugir desse cenário, mas foram mandados de volta pelos agentes de segurança. A salvação chegou: "Waterloo" em primeiro lugar - "Si" dos italianos em segundo e "I See a Star" de Mouth & McNeal em terceiro. Benny: "Nós havíamos vencido e eu simplesmente não podia acreditar nisso. Nós estávamos pulando como loucos e beijando todo mundo que cruzasse o nosso caminho. Eu nunca tinha beijado Stig do jeito que eu fiz e... nós não estávamos envergonhados dessa diversão. Anni-Frid empalideceu e pensou que estava prestes a desmaiar. Björn estava tão transtornado que não conseguia encontrar a sua guitarra." Anni-Frid: "As câmeras de televisão estavam todas apontadas para nós naquela pequena sala. Toda a Europa nos viu assim, tensos, mas descarregados também. Eu não gostaria de passar por estes minutos novamente."

Houve até mesmo um tipo de tumulto com os agentes de segurança quando os compositores de "Waterloo" foram pegar o seu troféu. Os agentes sabiam que Stig era o compositor, mas não compreendiam que Björn e Benny eram co-autores. Uma explicação não ajudaria ali, apenas medidas extremas: Benny deu um empurrão no agente e arrastou Björn para fora daquela consternação. E um minuto depois eles estavam ali, olho no olho com 500 milhões de europeus. A cena que precedeu isso não foi capturada pelas câmeras, infelizmente. Os quatro tinham que voltar ao palco para apresentar "Waterloo" mais uma vez. Os fotógrafos invadiram o palco e então esta segunda apresentação não deu em nada. De volta ao The Dome as perguntas começaram a chegar, uma carga realmente e se aquela não fosse uma ocasião feliz todas aquelas pessoas insistentes que queriam ver e tocar o quarteto os teriam assustado. Anni-Frid lembra: "Na minha vida inteira eu não vi tantos fotógrafos juntos. Acho que havia ali cerca de 150 deles. Eu também dei respostas estranhas para certas perguntas. Eu não podia fazer nada porque eles faziam 10 perguntas ao mesmo tempo." Naquele momento Stig revelou a crítica sueca e isto causou um alvoroço. E desde aquele momento a relação entre a srta. Lundblad e o ABBA não tem sido muito boa.

Foi por volta da meia noite que o ABBA conseguiu escapar da multidão e voltar para o hotel, para um bom banho quente e roupas novas. No entanto a noite ainda não tinha acabado, em homenagem ao ABBA foi organizado um buffet de frios sem igual no show business e ainda havia... champanhe. Rios de champanhe, assim parecia. E nas primeiras horas do "dia após a noite anterior", Agnetha, Björn, Anni-Frid e Benny passearam pela praia silenciosa. De braços dados, eles quase não disseram uma palavra. O mar sussurrava e mais ao longe se ouvia o rugido das ondas nos recifes. Stig Anderson foi deixado sozinho intencionalmente, ele estava certo disso porque o quarteto queria ficar sozinho por um tempo. Eles queriam poder digerir todas essas tensões. Eles queriam encontrar a si mesmos após todos aqueles meses turbulentos, após todo esse tempo de trabalho muito duro. E lá estavam eles, jovens apaixonados, que tinham superado um obstáculo importante em suas vidas. Um obstáculo que abriu um mundo completamente novo, porque a partir de Brighton as coisas ficaram cada vez mais difíceis para eles. Stig assinou vários contratos durante aqueles dias para apresentações de televisão no mundo todo. E sobre as avenidas de Brighton os jornais de domingo apareceram com a manchete "A fórmula Anderson funcionou" e mais críticas favoráveis. O quarteto não as leu na ocasião... eles caminharam de volta ao hotel... para o seu quarto... onde eles se jogaram nas suas camas... e foram dormir felizes... por cerca de dez horas!

Fontes: Abbarticles (texto) e Abbaannual (fotos)

Fotos da publicação original:


A História do ABBA - Parte 1
A História do ABBA - Parte 2
A História do ABBA - Parte 3


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