sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A História do ABBA - Parte 4

O fracasso de "Ring Ring'" em 1973 talvez os tenha levado a uma inspiração de grandes consequências. "Waterloo" tornou-se a entrada sueca para o Eurovision Song Contest em Brighton. E todo mundo sabe o que "Waterloo" significa: o fim, o fracasso, a derrota. O ABBA não conheceu o seu "Waterloo" na Inglaterra. Melhor que isso, o quarteto apresentou-se para uma plateia de milhões de pessoas com um prazer ainda inigualável. O ABBA se apresentou com tanta força que agora parece que eles nunca irão desaparecer um dia.

A empresa Anderson inteira juntou-se a esta tranquila, mas também comercial corrida para Brighton. Com uma precisão digna de um ataque militar, Stikkan havia descoberto tudo. Como um comandante, ele liderou a campanha que deveria conduzir a um único objetivo: a conquista de milhões de corações. Essa foi uma razão pela qual eles optaram pelo título "Waterloo", como se isso fosse um duplo desafio. O que havia precedido Brighton? Stikkan enviou um memorando a todos os seus amigos de negócios ao redor do mundo, pedindo-lhes para que se informassem sobre o que estava exatamente acontecendo no mundo da música. Quais as tendências lá fora? Quais os ritmos que estavam em alta? Qual som alfinetava os ouvidos dos juízes para eles darem notas altas? Os seus "agentes secretos" enviaram para Stig relatórios que eram muito secretos, uma mesa cheia, e como um verdadeiro chefe de pessoal Stikkan soube ordenar tudo e... repassar para Benny e Björn.

Passo a passo "Waterloo" nasceu. A dúvida era quais roupas deveriam ser usadas. A apresentação foi trabalhada, a mídia internacional foi conquistada e o inimigo foi expulso. "Waterloo" poderia ser compreensível para os japoneses, mas para o público da Bulgária também. Uma música agitada seria uma boa escolha internacional na época. Quando toda esta investigação foi concluída a canção nasceu. Stikkan e Björn passaram centenas de horas nisso. Quanto mais simples uma música e uma apresentação parecem ser, mais suada é a sua criação. Com seu marcante sorriso algo cínico, Stig agora havia reduzido a questão a um ponto muito simples: "Nós estávamos procurando e encontramos um som staccato boom-boom com um tom otimista forte." Bem, não era assim tão simples e Stig sabia bem disso. Björn disse: "Talvez a música soava um pouco como um computador. Eu não culpo a ninguém por pensar algo parecido. Nós a tocamos com cuidado. Nós não estávamos autorizados a cometer erros que teriam prejudicado a nossa reputação na medida em que teríamos que começar tudo de novo. Apesar do fato de termos tocado com cuidado, eu ainda acho que 'Waterloo' é uma boa canção, eu acredito que ainda hoje em dia. Todos nós trabalhamos duro nela." Três deles - Stig, Benny e Björn - queriam conseguir apenas uma coisa: o topo. E foi por isso que o título "Waterloo" foi tão bem emprestado de um livro de história.

Além da parte musical - a música, o arranjo - Stig tinha que cuidar dos efeitos visuais também. "Você só tem três minutos", diz Stig, "e dentro desses três minutos isso tem de acontecer. A música tem de funcionar. O grupo tem de ser bom. A apresentação tem de ser impecável. Em três minutos, você tem de impressionar milhões e milhões de telespectadores. Não é uma tarefa fácil." Primeiramente, Stig tinha a certeza de que o maestro deveria estar vestido em um traje de Napoleão, completando com o chapéu em cruz. Isso já era um grande começo. Normalmente os maestros sobem ao palco em seus trajes escuros, eles parecem todos iguais. Este maestro ganhou o público de imediato. O primeiro obstáculo difícil havia sido vencido. O ABBA tinha que ofuscar o maestro com as suas fantasias. Foi por isso que Stig optou por trajes brilhantes que eram tão coloridos e escandalosos que mesmo os trajes de Gary Glitter empalideceriam se comparados com eles. Roupas de seda, bordadas com todos os tipos de babados. As pessoas que não favoreciam o ABBA haviam sido retiradas do corpo de jurados e a plateia estava repleta de jovens que entendiam o que o ABBA estava fazendo. Então os outro dezesseis finalistas empalideceram na insignificância. "Waterloo" se transformou em uma vitória. A Armada Espanhola foi derrotada. Dificilmente recuperados da vitória nacional, surgiu a dúvida se haveria qualquer chance do ABBA vencer em Brighton. Stig Anderson: "Eu só posso dizer: nós venceremos." E as coisas eram simples assim para um homem como Stikkan Anderson. Pouco antes da final nacional ele decidiu que eles não se apresentariam mais como Björn, Benny, Agnetha e Anni-Frid, mas como ABBA. "Não adianta tornar as coisas complicadas para as pessoas. ABBA é adequado. ABBA é compreensível para todo mundo."

A batalha em "Waterloo" havia sido vencida, mas isso não significava que os quatro poderiam descansar sobre os louros da vitória. Era como uma série de jogos da Copa Européia. Nas quartas de final você tem batido uma equipe e logo depois você está focado na semifinal. Foi a mesma coisa com o ABBA. O single "Waterloo" foi lançado em todos os países europeus e Stig Anderson viu pessoalmente que todos os esforços foram feitos para colocar este disco nas paradas. Stig enviou o seu relações públicas para fazer muitos trabalhos preparatórios para Brighton. Somente na Suécia ele gastou nada menos do que 50.000 coroas suecas (na época cerca de 40.000 florins holandeses) para exibir cartazes do ABBA em cada esquina. Stig: "Com 'Ring Ring' já havíamos quebrado muitos mercados para o grupo. Para mim isto provou que o ABBA tinha apelo para o público internacional. Com "Waterloo" veio apenas a maior revelação. Não havia como impedir isso." Com o ABBA, o complexo de inferioridade do show business sueco desapareceu também. Até então as pessoas geralmente riam quando atuações suecas ou escandinavas eram discutidas. Por exemplo, elas rebentavam em altas gargalhadas por causa da sua pronúncia. Mas isso agora havia acabado. Brighton estava há apenas algumas semanas de distância e "Waterloo" já havia vendido 110.000 singles e 97.000 álbuns na Suécia. Stig Anderson poderia estar cheio de confiança (e com razão), mas os membros do ABBA ainda não estavam convencidos. A supersticiosa Anni-Frid colocou o talismã mais uma vez: um sombrero mexicano, que ela não tirou até Brighton. Ela usou este chapéu durante duas semanas inteiras, até na cama. Benny: "Na verdade, esse chapéu é o nosso amuleto da sorte. Eu o chamo de 'nosso chapéu da sorte'. As pessoas tendem a rir disso, mas no show business somos supersticiosos. Portanto, quando você vê Anni-Frid usando esse chapéu é porque nós estamos em algo muito especial. Ela usa esse chapéu até na cama e você pode imaginar como isso é desagradável, mas até agora isto tem valido a pena."

O ABBA tem outro talismã: a guitarra em forma de estrela de Björn. Em outras palavras: o maestro em trajes de Napoleão... as garotas em trajes brilhantes... os garotos em suas roupas apertadas e brilhantes... a guitarra em forma de estrela de Björn... a canção "Waterloo"... tudo o que o ABBA tinha a dizer era: "Tentem nos ignorar agora." Em Brighton nem tudo parecia próspero. Por alguma razão, o ABBA era uma espécie de intruso. As pessoas, especialmente os jornalistas, estavam sendo bastante negativos e faziam perguntas como "quem vocês acham que são e o que exatamente é isto que vocês estão fazendo" e "vocês estão tendo um dia de folga da escola." Foi Anni-Frid quem conseguiu vencer esses jornalistas com suas elegantes - mas muito espertas - respostas. Um deles perguntou: "quem é essa garota bem educada e amável? Vocês não vão encontrar muitas como essa no show business." Anni-Frid foi proclamada a "dama" dos competidores, ela tinha classe e tinha a coragem de falar para a mídia internacional. Ela disse: "Isto não é problema para mim. Não é mérito meu, isto vem naturalmente." Nós não falamos ainda sobre outro amuleto da sorte. Mesmo o ABBA não fala muito sobre ele. É um burro de pelúcia. Um boneco enorme, que não é fácil de carregar. Mas este burro ajudou o ABBA na final sueca (diz o ABBA) e por isso ele deveria estar presente na Inglaterra também.

O vôo de Estocolmo a Londres diferia um pouco das outras viagens que o ABBA tinha feito. Normalmente havia muitas risadas e piadas sendo contadas. Mas desta vez o grupo apenas se sentou junto, todos eles pensando na final. Raramente houve um grupo mais motivado. "Nós não falamos muito sobre o Eurovision Song Contest", lembra Björn, "mas sabíamos que isso estava em nossos pensamentos. Todos nós no nosso próprio (silêncio) jeito." E sobre Brighton: "Esta cidade foi uma revelação para nós", diz Agnetha, "a tensão havia desaparecido. Havia um vento fresco encantador. Primavera. Eu me senti muito feliz." Mas quando o ABBA subiu ao palco, não havia mar por mais brilhante que fosse que pudesse fazê-los relaxar. O pensamento de que haveria quinhentos milhões de telespectadores ou mais os deixou mais assustados. O evento aconteceu no The Dome, um belo local, repleto de jornalistas, chacoalhando telexes, telefones tocando e cliques de câmeras fotográficas. Em suma, a pulsação do concurso. Tudo foi organizado com perfeição e era como se a própria Brighton - sendo uma atração turística - tivesse publicidade digna de alguns milhões de libras esterlinas. Stig chegou juntamente com o grupo e queria fazer alguns negócios com antecedência. Ele viajou para Londres e tocou "Waterloo" para um editor musical. O homem recusou-se a comprar a canção. "Para protegê-lo do constrangimento não vou mencionar o nome dele. Ele disse algo como: "Com um piano grossero como esse, vocês não serão capazes de agitar ninguém. Isso é antiquado." O mesmo editor musical ligou para Stig depois do programa e perguntou se ele ainda poderia comprar "Waterloo". "Eu apenas desliguei o telefone", sorri Stig agora.

De volta a Brighton, Stig percebeu que o ABBA era um favorito entre os apostadores: 6 para 1. Mas quando o momento da verdade se aproximava, a opinião mudou drasticamente: 20 a 1. Em reação a isso, Stig, Benny e Björn começaram a fazer apostas em todo lugar. Eles apostaram várias libras em... ABBA. O favorito naquele momento: Olivia Newton-John com "Long Live Love", seguida de perto pelo nosso próprio Mouth & McNeal. Apesar de tudo, Stig sentiu que não podia dar errado. Brighton estava fechada para quem não tivesse nada a ver com o concurso. Policiais nervosos mantinham uma estreita vigilância sobre as pessoas. E havia uma segurança especial, rigorosa para os membros dos grupos de Israel, Grécia e Irlanda. Na época havia um medo enorme que atravessava a Inglaterra de que bombas poderiam ser colocadas em qualquer lugar pelo IRA. Um evento como esse concurso atrairia uma publicidade internacional enorme para os terroristas. Anni-Frid relembra vividamente quando diz: "Você não podia mover um músculo sem que um agente de segurança verificasse o seu passaporte ou lhe revistasse. Eu achei isso uma vergonha. Especialmente em Brighton, que era uma cidade encantadora, romântica e tranquila."

Os ensaios começaram um dia antes da transmissão e não correram bem para o ABBA. O grupo trouxe a sua própria música de fundo e quando ela foi tocada, tudo soava horrível. O "boom" na canção é extremamente importante e quando não sai nos alto-falantes da maneira correta suas chances são diminuídas drasticamente. Os amigos suecos reuniram-se em torno do técnico e após vários momentos estressantes, ele descobriu a imprecisão e o ABBA estava - mais ou menos - apto a fazer o ensaio. Naquele dia era o aniversário de 24 anos de Agnetha e isso significava que, após os ensaios que de resto foram impecáveis, o grupo imediatamente abriu uma garrafa de champanhe no hotel e levantou as taças pela sua saúde. E foi assim que eles passaram aquelas últimas horas antes do grande evento. E como essas horas passavam a tensão na equipe ABBA aumentava. Havia dúvidas: "a música de fundo seria impecável" ou "a voz de Frida faria isso até o fim" ou "não vamos estourar nessas roupas muito apertadas." Apesar desta crescente - e também desgastante - tensão, o quarteto dormiu por dez horas seguidas... em outras palavras: essa tensão era tão desgastante que o corpo só queria dormir um pouco.

Sábado, 6 de abril. O dia da grande final. Benny foi o primeiro a sair da sua cama e tomou o café da manhã no restaurante do hotel, mas ele não foi capaz de digerir qualquer sanduíche ou biscoito. "Eu via todo mundo fazendo os seus gigantes pratos de café da manhã inglês," diz Benny: "Eu não entendo isso. Ovos e bacon. Só de pensar fico enjoado. Eu realmente estava muito nervoso. Havia muita coisa em jogo para nós. Vínhamos trabalhando noite e dia para Brighton. A campanha não podia falhar, mas eu sabia que o menor erro poderia nos levar ao fracasso." Björn: "Eu me senti da mesma forma que Benny, mas fiquei totalmente aliviado quando o técnico apareceu para nos dizer que tudo estava bem." Por volta do meio dia o ABBA já havia se retirado para fazer os preparativos necessários para a sua apresentação naquela noite. Os figurinos foram checados e novamente montados. As falhas foram corrigidas e Agnetha manuseou o ferro de engomar para suavizar as ondulações obstinadas. Agnetha: "Eu disse então: estas roupas parecem ótimas em nós. Se nós cantarmos tão bem quanto aparentamos então ninguém terá chances." Havia ainda outro ensaio com a roupa, outro ensaio com a câmera e mais espera. "Para nos incentivar", diz Björn, "Eu havia trazido um gravador com 'Waterloo' e psicologicamente acredito que era a coisa certa a fazer. Todos nós acreditávamos em 'Waterloo'. Esse era o nosso apoio. Então toda hora em que o humor caía eu tocava a fita." O grupo fez outra caminhada energizante na praia - para o descontentamento da organização - e voltou de bochechas rosadas. Björn: "Eu me sentia muito bem. Como um boxeador se sente antes de uma partida: bem descansado, bem treinado." Naquele momento os quatro não sabiam sobre a crítica de "Waterloo" no jornal sueco Dagens Nyheter, escrita por Christa Lundblad. "Para mim isso foi uma punhalada nas costas", diz Stig, "você não faz algo assim com a sua própria gente." Christa escreveu: "A música 'Waterloo' do grupo ABBA é plágio puro. A introdução foi roubada de 10CC, o refrão veio de 'Build Me Up Buttercup' do grupo inglês Foundations e o saxofone soa como os discos de Junior Walker. Eu também reconheci trechos do primeiro recital de piano de Tchaikovsky. Resumindo, o ABBA escutou muitos discos antes de criar 'Waterloo'. Isso provavelmente irá se transformar no seu 'Waterloo' pessoal. Eles pediram por isso." Um "criticismo" como esse realmente era uma facada nas costas e Stig estava furioso. Especialmente porque o ódio como aquele ainda estava vivo, contra ele e contra o ABBA.

Vamos voltar para o The Dome. De volta à sala onde todos os finalistas estavam juntos. "Eu estava espantado", diz Benny, "como eles haviam sido capazes de colocar tantas pessoas em uma sala tão pequena. A atmosfera estava extremamente tensa, alimentada por um calor enorme. Eu tinha a impressão de que todo mundo queria se apresentar primeiro. Devido a esta sala a apresentação não seria uma tarefa difícil, mas um alívio." Um por um os participantes subiram ao palco e voltaram pelo menos muito nervosos. Benny: "Eu posso imaginar como se sentiram. A boca seca por toda essa espera e tensão. Eu estava me sentindo triste por aqueles que tiveram de esperar mais tempo nessa tensão nervosa. E então de repente, como num sonho, ouvi o nosso nome sendo chamado. Eu beijei Agnetha e Anni-Frid e dei uma tapinha no ombro de Björn. 'Este é o momento', eu disse." Björn: "Isso é típico do Benny. Ele aparenta estar muito calmo, mas está tão nervoso quanto nós. No palco, eu não pensava em mais nada a não ser nos 500 milhões de telespectadores. Os mais estranhos pensamentos passam pela sua cabeça. Você sente como se algo terrível estivesse para acontecer... esquece a letra ou tropeça. Olhamos uns para os outros e naquele momento eu decidi que nunca mais iria me apresentar sozinho. Durante a competição, na final e naquele momento, eu amei Agnetha, Anni-Frid e Benny. Nós sentimos que precisávamos uns dos outros e que estávamos nos dando apoio também. Esse foi o melhor momento da minha carreira no ABBA, a união, o apoio, a ajuda. Quando as primeiras notas foram tocadas sentimos por intuição: isso é bom, não foi em vão. Depois de 'My, my, at Waterloo Napoleon did surrender', o nervosismo tinha desaparecido também. Nós cantamos e tocamos como nunca fizemos antes. O maestro em seus trajes de Napoleão virou-se um pouco e piscou para mim, esse foi o último empurrão que precisávamos para darmos tudo o que tínhamos para dar," de acordo com Björn. E então aqueles três minutos se passaram. A equipe inteira trabalhou nisso durante meses.

O quarteto voltou à "sala de transpiração" e ficaram amontoados com os outros artistas. Anni-Frid: "Esperar o resultado foi verdadeiramente insuportável para todos. Aquilo era simplesmente doloroso. Eu esvaziei como um balão, a tensão desapareceu." A "sala de transpiração" foi ficando cada vez mais lotada... A tensão foi aumentando, Björn e Benny tentaram fugir desse cenário, mas foram mandados de volta pelos agentes de segurança. A salvação chegou: "Waterloo" em primeiro lugar - "Si" dos italianos em segundo e "I See a Star" de Mouth & McNeal em terceiro. Benny: "Nós havíamos vencido e eu simplesmente não podia acreditar nisso. Nós estávamos pulando como loucos e beijando todo mundo que cruzasse o nosso caminho. Eu nunca tinha beijado Stig do jeito que eu fiz e... nós não estávamos envergonhados dessa diversão. Anni-Frid empalideceu e pensou que estava prestes a desmaiar. Björn estava tão transtornado que não conseguia encontrar a sua guitarra." Anni-Frid: "As câmeras de televisão estavam todas apontadas para nós naquela pequena sala. Toda a Europa nos viu assim, tensos, mas descarregados também. Eu não gostaria de passar por estes minutos novamente."

Houve até mesmo um tipo de tumulto com os agentes de segurança quando os compositores de "Waterloo" foram pegar o seu troféu. Os agentes sabiam que Stig era o compositor, mas não compreendiam que Björn e Benny eram co-autores. Uma explicação não ajudaria ali, apenas medidas extremas: Benny deu um empurrão no agente e arrastou Björn para fora daquela consternação. E um minuto depois eles estavam ali, olho no olho com 500 milhões de europeus. A cena que precedeu isso não foi capturada pelas câmeras, infelizmente. Os quatro tinham que voltar ao palco para apresentar "Waterloo" mais uma vez. Os fotógrafos invadiram o palco e então esta segunda apresentação não deu em nada. De volta ao The Dome as perguntas começaram a chegar, uma carga realmente e se aquela não fosse uma ocasião feliz todas aquelas pessoas insistentes que queriam ver e tocar o quarteto os teriam assustado. Anni-Frid lembra: "Na minha vida inteira eu não vi tantos fotógrafos juntos. Acho que havia ali cerca de 150 deles. Eu também dei respostas estranhas para certas perguntas. Eu não podia fazer nada porque eles faziam 10 perguntas ao mesmo tempo." Naquele momento Stig revelou a crítica sueca e isto causou um alvoroço. E desde aquele momento a relação entre a srta. Lundblad e o ABBA não tem sido muito boa.

Foi por volta da meia noite que o ABBA conseguiu escapar da multidão e voltar para o hotel, para um bom banho quente e roupas novas. No entanto a noite ainda não tinha acabado, em homenagem ao ABBA foi organizado um buffet de frios sem igual no show business e ainda havia... champanhe. Rios de champanhe, assim parecia. E nas primeiras horas do "dia após a noite anterior", Agnetha, Björn, Anni-Frid e Benny passearam pela praia silenciosa. De braços dados, eles quase não disseram uma palavra. O mar sussurrava e mais ao longe se ouvia o rugido das ondas nos recifes. Stig Anderson foi deixado sozinho intencionalmente, ele estava certo disso porque o quarteto queria ficar sozinho por um tempo. Eles queriam poder digerir todas essas tensões. Eles queriam encontrar a si mesmos após todos aqueles meses turbulentos, após todo esse tempo de trabalho muito duro. E lá estavam eles, jovens apaixonados, que tinham superado um obstáculo importante em suas vidas. Um obstáculo que abriu um mundo completamente novo, porque a partir de Brighton as coisas ficaram cada vez mais difíceis para eles. Stig assinou vários contratos durante aqueles dias para apresentações de televisão no mundo todo. E sobre as avenidas de Brighton os jornais de domingo apareceram com a manchete "A fórmula Anderson funcionou" e mais críticas favoráveis. O quarteto não as leu na ocasião... eles caminharam de volta ao hotel... para o seu quarto... onde eles se jogaram nas suas camas... e foram dormir felizes... por cerca de dez horas!

Fontes: Abbarticles (texto) e Abbaannual (fotos)

Fotos da publicação original:


A História do ABBA - Parte 1
A História do ABBA - Parte 2
A História do ABBA - Parte 3


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Agnetha Fältskog: O melhor da vida é que você pode recomeçar

Por Amelia Adamo

Tudo começou com Lolo Murray. Lolo é uma estilista profissional que faz páginas de moda às vezes (algumas vezes para M Magasin) e trabalha com estilo pessoal e consultoria. Um dos seus clientes é Agnetha Fältskog. É Lolo quem fez o que estamos orgulhosos e felizes de apresentar, a nossa mais famosa modelo fashion: Agnetha Fältskog. As roupas que Lolo escolheu para as fotos de moda se destinam a representar 24 horas da vida de uma estrela (com exceção do roupão brilhante, não foi exatamente o que Agnetha escolheu, mas parece sensacional na foto!).


- Por que não posso entrevistá-la, eu perguntei a Lolo quando ela nos falou sobre a seção de moda. Eu sabia muito bem como Agnetha é desinteressada em ser entrevistada em uma revista. Ela quer ficar sozinha. Mas uma garota tem de tentar. E no outro dia o mundo começou de repente ao sentar no meu sofá amarelo em Knivsöder (Hornstull) em Estocolmo, Agnetha! - longe de ser uma diva - não entendi muito bem a minha emoção (eu mesma estava enviando várias mensagens de texto aos meus amigos escrevendo: Adivinha quem está sentada no meu sofá? Agnetha Fältskog!).

Ela estava praticamente vestida, calças brancas e botas de caminhada. É inverno e ela mora há uma hora da cidade de Estocolmo em uma pequena fazenda. Ela vive lá há muitos anos e tem o prazer de ter a sua filha Linda, uma atriz e toda a sua família vivendo ali. Seu filho Christian, que é um programador de computador, vive um pouco mais longe de sua mãe.

- Você é uma exceção, ela disse no momento em que nos encontramos. Eu gosto muito de Lolo e esta é a minha forma de agradecê-la. E eu gosto da M-Magasin, disse ela.

Então este não é o começo de uma nova vida mais direcionada para a mídia?

- Nem um pouco. Eu não estou interessada em aparecer em revistas, televisão e jornais de forma alguma. Muitas pessoas pensam que é apenas uma atitude, que eu quero criar esse ar de insegurança. Mas eu realmente não quero isso. Eu tive uma overdose. Porém eu não me retirei completamente, eu gravei três álbuns solo desde a época do ABBA.

- Eu nunca me sinto confortável falando sobre a minha vida privada. Quero manter isso para mim mesma, protegê-la. (O que obviamente significa que ela não vai responder às minhas perguntas sobre a sua vida privada.)

Você acha que têm sido descrita de uma forma incorreta?

- Eu não relaciono a minha imagem à de um ser humano com medo, uma vítima de paparazzi ou algo parecido. Evidentemente que é desagradável ser observada em todos os lugares em que você está. Mas isso não é porque eu queira ficar anônima sempre que possível. Foi uma escolha que eu fiz, nada que eu tenha sido forçada a fazer. Eu acho que sou uma pessoa muito bem fundamentada e me vejo como uma pessoa muito normal. Eu quero ficar sozinha. E é claro que existem limitações que me fazem parar. Sofro de medo de voar, mas eu fiz terapia e isso tornou-se muito menos que um problema. Quando Agnetha comemorou o seu 60º aniversário este ano, ela e sua família inteira foram para Mallorca, três horas de vôo. Mas ela não foi mais além. Não ainda.

Como é ter 60 anos. Isso é mais complicado ou mais difícil quando você é linda e amada por tantas pessoas?

- De algum modo a vida tornou-se mais divertida. Pode ter algo a ver com o fato de que não vejo isso como uma curva descendente, pelo contrário - para cima! Eu gosto de pensar positivamente. Naturalmente, o seu corpo está lá para lembrá-la da sua idade, eu não pulo exatamente da cama tão facilmente agora como quanto eu fazia quando tinha 30 anos! Envelhecer é natural e inevitável. Isso é algo que compartilho com todos da minha faixa etária e é um pensamento reconfortante. Depois existem algumas vantagens em se tornar mais velha, eu tenho muita experiência, conheço a mim mesma, conheço o meu corpo, sei o que funciona e o que não funciona.

- A coisa mais importante é ser saudável e humilde em relação ao fato de que você "ainda está no jogo". Por exemplo, eu posso usar as minhas duas pernas, muita gente da minha idade não pode. Eu sou uma avó e quero estar ao redor delas o maior tempo possível em suas diferentes fases. É importante para mim estar em boa forma. Eu não quero que elas tenham uma avó que mal consegue se mover. Isso é muito mais importante do que a forma como você aparenta.

(Quando eu olho para Agnetha Fältskog penso nas milhões de garotas do mundo inteiro que queriam se parecer com ela e Frida Lyngstad. Quantas não ficaram na frente do espelho desejando ser Agnetha e Frida. Isso foi há muito tempo. Mas se você encontrar Agnetha na rua você imediatamente sabe quem ela é. Agnetha geralmente usa grandes óculos escuros para evitar ser reconhecida.)

Como você se mantém em forma (você parece fantástica nas fotos e também na vida real)?

- Eu caminho bastante e malho em uma academia, eu também tento observar o que como, mas não sigo nenhuma dieta. Eu não estou totalmente convencida sobre o método GI e em vez disso uso o meu bom senso. É gostoso comer um bolo recheado todo dia e eu sou totalmente um monstro de sorvete, mas eu tenho um maior controle sobre o sorvete agora.

Como é ser uma modelo fotográfica, mesmo que seja só por um dia?

- Sim, eu me senti como tentando algo novo e eu nunca fiz isso antes. Então quando Lolo sugeriu isso eu pensei que era uma ideia divertida. Eu me tornei mais interessada em roupas e moda ao ficar mais velha. Talvez seja porque eu tenho mais tempo em minhas mãos agora. Eu gosto de acompanhar as tendências em revistas, vê-las ir e vir. Eu gosto de me vestir agora, embora eu não seja uma diva de tapete vermelho. Eu não teria a energia!

O sono é incrivelmente importante para Agnetha. Ela precisa de pelo menos oito horas para tornar bom o dia seguinte. Ela também é viciada em silêncio. Ela escolhe o que faz, ela não corre por aí fazendo mil coisas ao mesmo tempo. Ela fez mais da sua parte do que durante os anos no ABBA. Em sua casa há um disco de ouro proclamando que o ABBA já vendeu 374 milhões de discos no mundo inteiro! E ela falou bastante sobre aquela época.

De volta à moda...

- Eu acho a moda divertida, não tenho absolutamente nenhuma marca favorita, gosto de visitar as lojas. Especialmente em outra cidade. Ela não tem nenhum problema em dirigir até Copenhague (Dinamarca). Esta é uma cidade com muitas roupas bonitas. Eu acho que é divertido ver o quanto você pode mudar sua aparência a partir de uma simples troca de roupas. Lolo é ótima em trazer para fora a minha personalidade e fazer isso da forma correta. Eu sou completamente fascinada por isso.

Que tipo de garota da moda você é - negócios, casual ou festa?

- Bonito mas confortável. Roupas e calçados de boa qualidade é muito quando se vive no país. Eu não me sinto uma pessoa glamurosa.

Mas e quanto ao glamour, você não sente a falta dele hoje?

- Dificilmente, mas tem acontecido de eu ir a estreias e festas. Fui à estreia do "Mamma Mia!" e foi muito divertido.

Quando você canta hoje? No chuveiro, para os cavalos?

- Os cavalos são domesticados, eu não os monto mas gosto de observá-los. São animais incrivelmente bonitos e interessantes. Eu canto ao piano, eu era capaz de tocar Bach quando tinha apenas 12 anos. Eu gosto de tocar piano. Por um momento eu pensei que eu deveria tornar-se uma regente de coro depois que completei 50 anos. Eu tinha vontade de fazer algo completamente diferente, mas isso nunca aconteceu.

Você não tem nenhuma música finalizada?

- Muitas! Eu tenho uma mala com canções quase prontas. Eu invento essas melodias muito bonitas, mas não vou adiante.

Por que não?

- Eu realmente não sei. Eu tinha 15 anos quando comecei a cantar em uma banda. Aos 18 anos fiz a minha primeira gravação. Quando eu tinha 25 o ABBA foi formado. Após o ABBA gravei três álbuns solo. Talvez eu tenha sido suficientemente criativa?

Você sempre ouve as músicas do ABBA?

- Levou muito tempo antes de eu ouvir qualquer tipo de música depois dos anos no ABBA, eu estava farta. Mas às vezes eu escuto o que fizemos. E quando eu ouço "The Winner Takes It All" eu penso, esta nós fizemos muito bem! Às vezes eu escuto essa música quando me sinto um pouco deprimida ou quando estou com a auto estima em baixa.

Você tem baixa auto estima?

- Eu gostaria que fosse melhor. Mas tornou-se muito melhor ao longo dos anos. Todas nós mulheres não sofremos de baixa auto estima às vezes? Não você Agnetha, eu penso. O mundo inteiro amou o ABBA e todo o amor que os fãs lhe deram deverá ser suficiente para uma longa vida plena. O que seria de uma festa sem as canções do ABBA? - um nada completo! Mas eu acho que provavelmente não é tão simples assim.

"The Winner Takes It All" é a sua favorita?

- Existem várias, entre elas uma que Frida canta, "Our Last Summer". É tão boa que deveria ter se tornado um mega sucesso!

Existe alguma coisa daquela época que você gostaria de voltar?

- Eu gostava do trabalho no estúdio. Mas eu não sinto falta de encontrar o público em um palco. Sem dúvida eu serei eternamente grata por terem gostado de nós. Algumas pessoas gostam de estar no palco, sentindo-se elevadas pelos aplausos e nunca querem descer de lá. Eu gostava também, mas a verdadeira diversão para mim era o trabalho no estúdio. Mas estar no centro das atenções, não. Uma vida diferente. Estou vivendo exatamente a vida que eu quero viver hoje.

Sua filha Linda (pai: Björn Ulvaeus) é uma atriz. Você já tentou dissuadi-la?

- Não, ela estava convencida de que queria ser atriz mesmo quando era pequena. Os meus dois filhos têm vontade muito forte e ambos percorrem os seus próprios caminhos. Eu era uma mãe superprotetora e sofria de muitos medos - mas eles não afetaram os meus filhos. Eles vivem as suas vidas e têm os seus próprios interesses e se transformaram em indivíduos com caráter e vidas saudáveis, o que é um alívio para mim considerando que eu estava longe e trabalhando tão duro quando eles eram pequenos.

Você tem dinheiro suficiente para poder passar o resto dos seus dias nas belas e luxuosas ilhas de Bora-Bora. Apenas ali, ao sol, lendo e relaxando. Este é um sonho seu?

- De modo algum. Eu realmente gosto de ficar aqui em casa. Eu tenho alguns problemas com o inverno, mas definitivamente não quero ficar em um hotel mais do que temporariamente. Eu tenho um apartamento em Paris, mas tenho que vendê-lo. Eu não tenho nenhum sonho de possuir mais casas no exterior. Eu sou uma pessoa realmente caseira.

Então o que você acha interessante?

- Periodicamente eu leio muito, acabei de ler "O Casamento" de Danielle Steel, que achei excelente. Eu também estou interessada em medicina e medicina alternativa. Se eu não tivesse prosseguido na música talvez eu me tornaria algo dentro da ciência. Talvez médica.

E o que você acha que é realmente importante?

- Estar ali para as pessoas que eu amo e ser um bom ser humano. Esta celebridade famosa sobrenatural sentada no meu sofá mantém um perfil muito baixo. Eu trago o seu chá e Lussebullar. Não há nada de Garbo misteriosa nela. Ela é mais uma sueca genuinamente tímida. Não, eu não sou tão especial, ela parece pensar quando eu chego tiete.

- Eu sou muito tímida, não muito social, ainda quando criança a minha mãe dizia que eu ficava mais feliz quando as pessoas saíam do que quando chegavam.

E naturalmente tenho de fazer a pergunta obrigatória sobre o ABBA: Será que vocês vão se reunir? É um sonho que eu e milhões de outros estão esperando. Você consegue imaginar o ABBA novamente?

- Sim e não. Nós dificilmente nos reuniremos para uma turnê como os Rolling Stones e outras grandes bandas. Mas eu não espero que seja impossível que façamos algo juntos no futuro. Por favor anote que isto não é algo que eu tenha discutido com os outros três membros, é mais um sentimento que eu tenho de que seria ótimo nos reunirmos e falar um pouco sobre os velhos tempos e talvez fazer uma apresentação juntos. Mas isso só ocorrerá uma vez, talvez por uma instituição de caridade de algum tipo. Agora eu quase caí do sofá. ABBA reunido. Mas Agnetha me assegura novamente que isto é algo que ela não discutiu com os outros e nada foi decidido.

Existe algo que você não fez e que gostaria de fazer?

- Sim, na verdade existe. Eu adoraria cantar a música tema para um grande filme, acho que "Titanic!"

Por último, o que você gostaria de dizer em uma entrevista:

- O melhor da vida é que você pode recomeçar.


Fonte: Entrevista publicada na revista M Magasin em 28 de dezembro de 2010
Tradução sueco-inglês: ABBA Mikory
Tradução inglês-português: ABBA Brazil

Agnetha Fältskog na revista M Magasin!

Agnetha Fältskog concedeu uma grande entrevista e posou como modelo para a revista sueca M Magasin, publicada hoje na Suécia. Na entrevisa ela se descreve como uma pessoa feliz e estável aos 60 anos de idade. Entre outras coisas ela diz que a coisa mais importante é ser saudável, que costuma fazer longas caminhadas, que come de tudo e não segue nenhuma dieta apesar de tentar comer bem. Agnetha ainda ama sorvete...

Quanto a voar uma ótima notícia: ela melhorou depois de um tratamento especial, tanto que comemorou o seu aniversário de 60 anos em Mallorca (ilha mediterrânea que pertence à Espanha), juntamente com a sua família e eles foram para lá de avião. O voo demorou cerca de três horas e foi tudo bem...

Aguardem brevemente o texto completo. Enquanto isso deliciem-se com as belíssimas fotos da loira:


Fonte: Raffem

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Agnetha quer reunir o ABBA!

Agnetha quer reunir o ABBA! Ela revelou em uma grande entrevista com Amelia Adamo para a revista M. Ela quer encontrar os outros membros - e se apresentar novamente.

- Um reencontro, uma única vez, talvez em conexão com uma instituição de caridade, eu acho que talvez nós podemos imaginar isso", diz Agnetha.

Agnetha está há muitos anos longe dos holofotes. Mas em uma entrevista importante com Amelia Adamo para a revista M Magazine, ela fala abertamente sobre a sua vida atualmente - e revela que quer ver o ABBA reunido no palco.

- Nós dificilmente nos reuniremos para uma turnê, como os Rolling Stones e outras bandas antigas estão fazendo agora. Entretanto posso imaginar que faremos algo juntos no futuro. É apenas uma impressão que tenho de que seria divertido nos reunirmos, falar um pouco sobre o passado e isso pode acontecer, alguma coisa juntos. Mas teria de ser algo especial. Um reencontro, uma única vez, talvez em conexão com uma instituição de caridade, eu acho que talvez possamos nos imaginar fazendo isso. Estou aberta a encontrá-los e fazermos algo, ela acrescenta salientando que não conversou com Björn, Benny e Anni-Frid sobre isso.

O ABBA se separou em 1983, a indiferença entre os membros era difícil de esconder. Agnetha havia se divorciado há quatro anos de Björn e se fechou após sair do ABBA. Desde então ela se manteve indisponível.

- Eu sou muito desinteressada em aparecer em jornais e televisão. Muitos acreditam que é apenas uma atitude, que quero criar uma impressão de timidez. Mas realmente não desejo, eu tive um desgaste. Mas eu não fiquei totalmente na retaguarda, fiz três álbuns solo após a época do ABBA.

Agora ela está feliz com a vida na fazenda fora de Estocolmo. E a música encontrou seu caminho de volta para ela. Ela canta ao piano e tem uma bagagem com canções semi-acabadas.

- Eu tinha 15 anos quando comecei como vocalista em uma banda de baile. Aos 18 anos gravei o meu primeiro álbum. Quando tinha 25 formamos o ABBA. Depois do ABBA eu gravei três álbuns solo. Talvez eu tenha sido suficientemente produtiva, mas ainda assim existem sonhos. Eu gostaria de cantar a música tema para um filme. Imagino "Titanic"!, diz ela.


A entrevista exclusiva com Agnetha Fältskog será publicada no dia 28 de dezembro de 2010 na revista sueca M Magasin.

Fontes: Expressen e Abbaofficial (texto) e M Magasin (fotos).



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Cenas inéditas do ABBA em 1977!

Aparentemente filmado na exposição ABBAWORLD, o vídeo mostra trechos de imagens feitas durante os ensaios da turnê de 1977 nos estúdios Europafilm. Vale a pena conferir.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Merry Christmas and a Happy New Year!

A música "Happy New Year" provavelmente foi a gravação do ABBA que mais se aproximou do Natal. Mas ao longo dos anos os membros individuais fizeram algumas incursões no mercado natalino. Neste artigo, vamos dar uma olhada nas celebrações musicais de Agnetha, Björn, Benny e Frida ao longo dos anos.

Em novembro de 1980, duas adolescentes foram convidadas a fazer uma crítica ao mais recente álbum do ABBA, "Super Trouper", em um programa de rádio sueco. As garotas gostaram de "On and On and On" e "Lay All Your Love On Me", mas foram críticas quanto a "Happy New Year", que para elas foi incluída no álbum por interesse financeiro devido à proximidade do Natal e Ano Novo. Frida foi convidada a comentar as suas críticas, e alegou que o pressuposto das garotas estava errado. "Ela foi escrita e gravada bem antes das nossas férias de verão", disse ela, "e naquela época não tínhamos ideia de quando o álbum estaria pronto para lançamento." Frida não estava mentindo, pois ao contrário da sua reputação na época, o ABBA não deixava as exigências do mercado ditarem que tipo de canções eles iriam compor e gravar. E "Happy New Year" realmente foi uma das primeiras canções a serem concluídas para o novo álbum.

Composta em Barbados em janeiro de 1980, "Happy New Year" estava originalmente destinada a um musical sobre a véspera de Ano Novo, uma das muitas tentativas de Björn e Benny em entrarem no ambicioso mundo dos musicais. Eles ainda lançaram a ideia para o comediante John Cleese, de Monty Python e Fawty Towers, na esperança de que ele gostaria de escrever o livro para a sua proposta musical. Cleese recusou, entretanto, e a dupla de compositores descartou o projeto. Levaria mais três anos antes de Björn e Benny finalmente começarem a escrever o que se tornou o seu primeiro musical completo, "Chess" (uma colaboração com Tim Rice).

Em 1980, no entanto, eles ainda estavam muito afeiçoados ao conceito de Ano Novo, e em fevereiro eles começaram a gravar "Happy New Year" para o próximo álbum. Parece que houve até mesmo planos para transformar a faixa em single em certo ponto, pouco antes do lançamento do álbum "Super Trouper" em novembro, um clipe promocional foi feito para "Happy New Year". Cenas festivas foram filmadas juntamente com o making of da capa do álbum, após o qual a apresenteção real da música pelos membros do ABBA foi filmada no apartamento do diretor Lasse Hallström. Essas últimas sequências ressaltaram as reflexões melancólicas da música sobre o que o futuro poderia reservar, proporcionando assim um contraste marcante com as cenas de festa.

Em última análise, entretanto, "Happy New Year" não estava destinada a ser um single na época. Uma versão em espanhol da canção, "Felicidad", foi lançada em territórios de língua espanhola e alcançou o Top 5 na Argentina, mas para o resto do mundo "Happy New Year" continuaria a ser simplesmente uma canção popular sempre que dezembro se transformasse em janeiro. De fato, há muitos anos, uma apresentação da canção, feita especialmente para a televisão sueca, é exibida em toda véspera de Ano Novo no país do ABBA. Não foi até 1999 e com as celebrações do milênio iminente que "Happy New Year" finalmente foi lançada como um single, chegando ao Top 20 em alguns países.

Embora o ABBA nunca tenha gravado uma canção de Natal, eles gravaram muitas vezes cumprimentos natalinos, principalmente para o rádio e para diversas emissoras de televisão. Pelo menos uma dessas saudações foram lançadas em disco. Na edição de dezembro de 1982 da revista britânica de música pop Smash Hits foi incluído um flexidisc, trazendo uma breve saudação de Natal de muitas das maiores bandas do momento. O ABBA fez parte da sequência, porém com Frida ausente da gravação. O flexidisc da Smash Hits, intitulado "Happy Christmas From The Stars", parece ser a extensão total das aventuras natalinas do ABBA em disco.

Para os membros individualmente a história é completamente diferente. Talvez o álbum mais vendido e mais conhecido de Natal relacionado ao ABBA é "Nu Tändas Tusen Juleljus", gravado por Agnetha com a sua filha com Björn de sete anos Linda no outono de 1980. No entanto, o álbum foi concluído muito próximo ao Natal, o que significa que o seu lançamento teve de ser adiado por um ano. No álbum, mãe e filha - isoladamente ou em conjunto - cantaram à sua maneira muitas das mais populares canções suecas e internacionais de Natal. O álbum orquestrado luxuriantemente foi co-produzido por Agnetha e o engenheiro do ABBA Michael B. Tretow, e alcançou um impressionante sexto lugar na parada de álbuns da Suécia. "Nu Tändas Tusen Juleljus" é um álbum natalino popular todos os anos desde que foi lançado. "O álbum foi um grande sucesso para a mãe e para a filha e eu ainda acho que ele soa como novo", disse o empresário do ABBA Stig Anderson em 1994.

Benny é o único outro membro do ABBA que gravou um álbum natalino inteiro. Em 1967, a sua banda pré-ABBA, The Hep Stars, lançou um LP intitulado "Jul med Hep Stars". Este álbum contém uma seleção das músicas mais conhecidas de Natal, mas também uma série de canções pop novas, escritas especialmente para este álbum. Curiosamente, porém, nenhuma delas foi composta por Benny, que então havia se tornado um compositor prolífico. Tem de ser dito que "Jul med Hep Stars" foi uma mistura bastante bizarra: as faixas foram intercaladas com o balbucio dos membros do grupo, gravados ao vivo em uma festa realizada no estúdio de gravação (quando Jul med Hep Stars foi relançado em CD em 2001 toda a conversa foi editada). Apesar desta abordagem incomum, os fiéis fãs da banda provavelmente abocanharam o LP em quantidade suficiente para torná-lo um sucesso moderado. Um single do álbum, intitulado "Christmas On My Mind", teve menos sorte, tornando-se o primeiro single desde a revelação do Hep Stars que não apareceu em nenhuma parada. Isso foi injusto, já que na verdade era uma grande gravação, com destaque para o trabalho feito por Benny no órgão Hammond.

Apesar de Björn e Frida nunca terem gravado álbuns inteiros de Natal, fizeram contribuições para o gênero. Em 1968, o grupo de Björn, o Hootenanny Singers, gravou uma versão de "Mary's Boy Child", que ficou famosa na voz de Harry Belafonte, em 1956. A interpretação do Hootenanny Singers foi incluída no seu álbum "Hootenanny Singers Fem år". Evidentemente, uma década mais tarde Mary’s Boy Child tornou-se um grande sucesso de Boney M, um dos principais concorrentes do ABBA pelo topo das paradas de singles no final dos anos 70.

A contribuição de Frida para o mercado natalino veio em 1972, quando a Polar Music decidiu lançar um álbum de Natal com os seus maiores artistas. O álbum foi produzido por Björn, Benny e Stig Anderson, e contou com duas faixas adicionais de Natal do Hootenanny Singers: "Nu tändas tusen juleljus" (mais tarde a faixa título do álbum de Agnetha e Linda) e "Gå Sion, din konung att möta", uma versão em sueco do hino "Be Glad In The Lord, and Rejoice".

O destaque inegável do álbum, no entanto, foram as interpretações sinceras de Frida de duas de suas canções favoritas de Natal. "När det lider mot jul" e "Gläns över sjö och strand" estão realmente entre as mais belas canções de Natal no cânon sueco. O álbum, När juldagsmorgon glimmar, foi lançado pela Polar Music no final de 1972. Em 1994 este LP foi combinado com o álbum de Agnetha e Linda para compor um CD, intitulado "Julens Musik".

Uma das poucas vezes em que os quatro membros do grupo se apresentaram em um contexto inteiramente natalino foi em artigo de 1972 para a revista sueco Vecko Revyn (ver fotos abaixo). Na época, o grupo ainda era conhecido como Björn, Benny, Agnetha e Anni-Frid, e as fotografias que acompanharam o artigo contaram com o quarteto vestido em trajes de Natal, se preparando para as festas e comendo os pratos tradicionais. Mas apesar dessa situação festiva privativa nunca ter sido traduzida em uma verdadeira canção natalina, como vimos eles certamente contribuíram muito para este gênero individualmente. E, é claro, os fãs do ABBA sempre terão "Happy New Year".








Fontes: Abbasite, Abbaannual e Youtube.

O Natal do ABBA em 1972...


Fontes: Fotos publicadas originalmente na revista sueca Vecko Revyn e reproduzidas nos sites Abbaannual e Raffem

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