sexta-feira, 14 de maio de 2010

Frida, 1979: O ABBA pode continuar sem mim

Muitas coisas aconteceram desde que o ABBA venceu o Eurovision Song Contest em 1974. Durante os últimos cinco anos, o grupo sueco conseguiu lançar sucessos continuamente, que sempre conseguiram colocações entre as dez melhores e, na maioria dos casos, o primeiro lugar em várias paradas também. Apenas recentemente o Japão também foi conquistado e o interesse pelo ABBA só não podia esperar para percorrer todos os Estados Unidos. Mas justamente no momento em que uma turnê de concertos através da "terra de possibilidades ilimitadas" estava sendo planejada, dois membros do grupo escandinavo sozinhos colocaram um fim nisso. Björn Ulvaeus e Agnetha Fältskog decidiram colocar um fim no seu casamento. Uma decisão que não prejudica a imagem do ABBA à primeira vista. Mas as damas e os cavalheiros suecos ficaram sem sua tropa. O divórcio não melhorou a compreensão mútua e a colaboração, ao contrário, piorou. Ultimamente, o quarteto só se reúne para reuniões de negócios. Fora isso, Benny Andersson tem as suas mãos cheias no seu próprio estúdio do ABBA da sua descoberta solo mais recente: Anni-Frid Lyngstad...

O escritório do ABBA realmente parece ser muito impressionante. Em tudo é o ouro que reluz, se apenas na seqüência de discos de ouro que estão pendurados nas paredes do escritório. A única pessoa presente além de mim é a própria Anni-Frid. Sem outros membros da banda, sem o empresário Stig Anderson, sem guarda-costas. Portanto, nada impedindo que Anni-Frid desse capítulo e versículo sobre todos os problemas em torno do ABBA de uma maneira honesta.

Na verdade, ela não mediu palavras nas questões: "É verdade que estou ocupada explorando os meus talentos próprios. Ou melhor: experimentando-os. Benny e eu estamos fazendo isso em forma de vários testes de gravações. Neste ponto ainda não decidimos ainda sobre o caminho musical. Não que seja fácil também. Obviamente, muitas pessoas irão me reconhecer como "a cantora morena do ABBA". O tipo de música que eu quero cantar terá que ser completamente diferente da música do ABBA. Mais madura também."

Enquanto ela posa para o nosso fotógrafo por um momento, diz que a idéia de uma carreira solo existe há um bom tempo. "Nós esperamos este tempo todo porque simplesmente não havia tempo para isso. Não, isso não significa que vou parar de trabalhar com o ABBA. Mas eu tenho que pensar no meu próprio futuro também. O que todos nós quatro alcançamos com o ABBA em todos esses anos beira ao inacreditável. Ainda assim é inevitável que esta enorme popularidade diminua um dia. Já era. Eu quero criar uma rede de segurança para problemas assim. Björn e Agnetha têm que continuar a trabalhar com o ABBA, mas isso não é muito divertido, é claro. Por esse motivo eles não têm qualquer idéia sobre o que querem fazer exatamente após a era ABBA. Eu quero pensar à frente. Estar pronta para o meu próprio empreendimento. No caso será tudo no próximo ano, terei um novo trabalho imediatamente."

O fotógrafo nos interrompe e Anni-Frid posa como uma modelo competente. Ela diz que "não poderia estar mais feliz porque as pessoas finalmente estão interessadas apenas em mim. Eu sempre toquei o segundo violino. De acordo com todos, Agnetha sempre foi um pouco melhor vocalmente. Ela provou que o ABBA pode continuar sem mim. Isso é bom, mas virá o tempo em que eu vou provar algo também..."

Fonte: Abbaarticles - Publicado originalmente em agosto de 1979 na revista Muziek Express

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Site oficial venderá colar do ABBA em edição limitada

Juntamente ao lançamento do álbum "Voulez-Vous Deluxe Edition", o site oficial do ABBA oferecerá uma edição limitada do colar de prata com o logotipo da banda semelhante ao utilizado por Agnetha e Frida durante os anos no ABBA.

Apenas 350 colares foram fabricados, portanto um futuro item raro de colecionador, e a venda estará disponível apenas no site oficial da banda ao preço de US$ 69,99. Como é dito no site: "Pegue-o enquanto você pode...!".

Fonte: www.abbasite.com

domingo, 9 de maio de 2010

I Know Him So Well - Susan Boyle & Elaine Paige

"I Know Him So Well" foi composta por Björn Ulvaeus e Benny Andersson e fez parte do musical "Chess". Na voz de Elaine Paige e Barbara Dickson, o single lançado em 1985 ficou duas semanas em 1º lugar nas paradas britânicas e entrou para o Guinness Book of Records como o single mais vendido de todos os tempos na categoria dueto feminino.

Uma curiosidade é que Paige e Dickson jamais se encontraram durante as gravações, seus vocais foram gravados separadamente e depois mixados. Após se tornar um grande sucesso, "I Know Him So Well" foi regravada por artistas como Barbra Streisand (1985), Whitney Houston (1987) e
John Barrowman (2008).

Em dezembro de 2009 Susan Boyle e Elaine Paige fizeram este dueto que foi ao ar no especial "I Dreamed a Dream - The Susan Boyle Story":



Confiram o clipe original de 1985, com Elaine Paige e Barbara Dickson:




sábado, 8 de maio de 2010

Agnetha Fältskog, 1981: É muito difícil viver sozinha


Agnetha Åse Fältskog nasceu em 05 de abril de 1950 em Jönköping. Ela é a mais famosa do grupo de mulheres que escolhemos para esta série de artigos. Existem milhas e milhas de artigos impressos sobre Agnetha Fältskog tanto aqui na Suécia quanto ao redor do mundo. Ainda assim é difícil se aproximar de Agnetha, para descobrir que tipo de pessoa ela realmente é. Apenas os "fatos frios" são impressos mais e mais novamente: Agnetha era a jovem telefonista de Jönköping que foi descoberta à noite. Ela é um sucesso na Svensktoppen. Ela casou com Björn Ulvaeus do Hootenanny Singers. O ABBA foi criado, eles venceram o Eurovision Song Contest em Brighton em 1974 com "Waterloo" que os levaram a uma carreira internacional única. Agnetha e Björn formavam um belo casal. Eles tiveram dois filhos, um menino e uma menina. O divórcio veio inesperadamente em 1979, mas eles continuam amigos e vizinhos, ambos têm a custódia das crianças. Em tudo o que escrevem sobre Agnetha, ela é descrita como calma e bela. Às vezes somos lembrados que ela é a dona do bumbum mais bonito da Suécia. Ela toma isso como um elogio e fica feliz.

Mas quem é Agnetha Fältskog - a jovem garota que se transformou em uma mulher, uma empresária, uma milionária e uma mãe - por trás do brilho do seu sucesso? Chegamos ao escritório de Polar Music em Estocolmo. Nós chegamos com um misto de emoções. Curiosidade, ceticismo e um pouco de nervosismo. Quem é ela? Como ela é? Você pode falar com ela?

Ela chega alguns minutos atrasada. Uma jovem mulher com um comprido casaco de pele fascina, ela não apenas passa pela porta. Ela olha para nós, nós nos olhamos uns aos outros, e ela olha assim como um sonho americano, uma princesa de gelo em seu fabuloso casaco de pele. Nós dizemos olá. Agnetha está resfriada, sua cabeça está latejando e seu corpo dói. Ela está usando muito pouca maquiagem. O casaco de pele sai, ela é alta e magra. Ela está um pouco tensa, mas ao mesmo tempo tão desarmada e aberta quanto é possível estar na frente de dois estranhos que chegam para investigar a sua vida e personalidade.

Eu peço a Agnetha para me falar sobre sua infância e ela continua rigorosamente nas coisas relevantes para o seu desenvolvimento como cantora. É uma pequena história com fatos muito precisos. O que aconteceu em torno disso é o que nós conseguimos vislumbrar ao fazer perguntas diretas.
- Eu tinha cinco anos quando cantei no palco pela primeira vez. Foi em uma festa de Natal no clube de pesca de volta pra casa em Jönköping. A única coisa que lembro é que eu estava cantando "Billy Boy", mas minha mãe disse que eu deixei as minhas calças caírem no final da canção. Eu estava de vestido e usava essas calcinhas de renda branca. A fivela de borracha quebrou e então a calcinha começou a cair pelas minhas pernas. Isto deve ter sido bastante constrangedor, mas eu estava tão ocupada em cantar e estar no palco que não lembro. Em seguida eu comecei a ter aulas de piano quando tinha seis ou sete anos...

Conte-nos algo sobre seus pais. Quais eram os seus nomes e como vocês viviam?
- Bem, o nome do meu pai é Ingvar e ele era um showman local em Småland. Ele trabalhava para a companhia elétrica e era um membro ativo do clube de pesca e produzia shows locais. O nome da minha mãe é Birgit e ela era uma dona de casa quando eu e minha irmã éramos jovens. O nome da minha irmã é Mona e ela é mais nova do que eu cinco anos. Isto era muito confiante e seguro. Nós éramos uma família realmente. Papai chegava em casa no mesmo horário todo dia e jantávamos juntos.

Durante a nossa conversa as peças do quebra-cabeças começaram a se encaixar, e ficou óbvio que a família é muito importante. Mãe, pai e filhos juntos. Que as crianças não devem ser "deixadas com alguém", não há problema em deixar os filhos em casa com sua mãe em um ambiente seguro.
- Nós tínhamos um vizinho, Agnetha continua, que tinha um piano e eu costumava ir lá para cima para tocar e escrever minhas próprias pequenas canções. A primeira que escrevi se chamava "Two Little Trolls". Acho que eu tinha acabado de completar seis anos. Depois eu comecei a estudar e os primeiros anos achei muito divertidos, mas na minha adolescência eu me tornei cada vez menos interessada. Eu me formei na metade dos anos 60 com boas notas. Meu ídolo na época era Connie Francis. Eu tinha um pequeno espelho no meu quarto e costumava sentar-me na frente dele e dublava suas canções. Mais e mais vezes - Eu tenho certeza que era uma dublagem perfeita.

Connie Francis? Ela foi quem cantou "Stupid Cupid", isso?
- Sim, e "Carolina Moon", diz Agnetha e seu rosto se ilumina. Eu também gostava de Sylvie Vartan, a francesa que é ou foi casada com Johnnie Halliday, e Neil Sedaka evidentemente. Depois que deixei a escola comecei a trabalhar como telefonista em uma revendedora de carros em Jönköping. Ao mesmo tempo comecei a cantar em uma banda de música que era popular no local. Era a Bernt Enghardts Orchestra de Huskvarna. Eles estavam procurando uma nova vocalista e seu nome deveria ser preferencialmente Agnetha porque o nome da sua última cantora já estava impresso nos cartazes. Eu consegui o trabalho - talvez por causa do meu nome!

Bernt Enghardts tornou-se cada vez mais popular.
- No final eu estava cantando quarta, sexta, sábado e domingo à noite. Nós viajávamos muito por perto e chegávamos tarde em casa e assim ficou difícil ter um emprego em tempo integral também. Quando eu desmaiei no trabalho minha mãe deu o ultimato. Ela disse que eu tinha que decidir o que queria. Contra a vontade dos meus pais eu escolhi a música. Nós continuamos a turnê. Eu escrevi algumas músicas como "Utan Dej" e "Jag Var Så Kär". Nosso público gostava especialmente de "Jag Var Så Kär". Um dos rapazes da banda conhecia Little Gerhard (antigo rei do rock) que trabalhava para a gravadora Cupol. Fizemos uma fita demo e enviamos pra ele. Depois de um tempo uma pessoa ligou para a minha casa e disse que seu nome era Little Gerhard e que ele queria fazer uma gravação comigo e a minha música "Jag Var Så Kär". Isso tudo era demais. Eu não ousava pensar que era realmente Little Gerhard quem estava me ligando. Eu pensei que fosse alguém fazendo uma piada comigo, mas ele me garantiu que era verdade e enviou a fita de volta com uma carta como prova.

Agnetha tinha 17 anos quando pegou a mão do seu pai e foram para Estocolmo e Cupol.
- Eu estava muito nervosa. Fiquei muito contente por meu pai poder vir comigo. Eu sentia um frio na barriga e tempo todo e nós ficamos na casa de uma tia em Estocolmo. Foi minha primeira vez na cidade grande. Eu estava em um vestido verde com bolinhas e botas quando fomos para a Cupol. Sven-Olof Walldoff era o arranjador e gravamos dois singles no mesmo dia. Eles tiraram fotos para as capas no mesmo dia também. Eu estava posando. Eu me sentia muito estranha. Mas era ótimo estar em um estúdio com os fones de ouvido e ouvir a sua própria voz e a grande orquestra com os instrumentos de corda e tudo mais. "Jag Var Så Kär" foi direto para a Svensktoppen. A família inteira estava junta em uma manhã de domingo quando o programa foi ao ar no rádio. Era a primeira vez que eu me ouvia no rádio, eu estava quase em estado de choque. Todos nós estávamos. Ulf Elfving era o apresentador do programa naquela época. A canção ficou em terceiro lugar e era incomum uma canção de um artista novo chegar tão alto assim na primeira semana, então Ulf Elfving me ligou durante o programa. Eu lembro muito bem porque eu ainda tinha meu sotaque e eu falei com ele em "småländska". Ele perguntou quem eram os meus preferidos e eu respondi: "Você quer dizer alguém que eu gosto muito?" Seis meses depois me mudei para Estocolmo por bem. Eu tinha certeza que nunca iria voltar, porque agora eu iria me tornar um sucesso.

Como você sabia disso? Como você define o sucesso, qual era o seu objetivo?
- Eu nunca tive medo de falhar, curiosamente. Meu objetivo era aparecer na TV, escrever minhas próprias músicas e me tornar uma estrela. Eu queria glamour e muito, muito dinheiro. Eu pensei que era a felicidade, que você nunca teria nenhum problema se você tivesse dinheiro. Nessa altura eu não sabia... Agora eu sei que o dinheiro não resolve os seus problemas. Às vezes é até o contrário. Agora eu tenho muito dinheiro mas eu nunca o vejo, está amarrado em casas e investimentos. Isso é bom, mas há muitos encontros chatos que temos que comparecer para gerenciar o dinheiro. Mas eu não estou reclamando, não. Eu só quero dizer que as pessoas não entendem que o dinheiro traz problemas também. Mas é claro que na maior parte é divertido. Eu nunca reflito se posso pagar isso ou aquilo. Se eu ver algumas roupas legais em uma vitrine eu entro e compro. Eu me tornei mal acostumada nesse sentido. Fiquei mal acostumada muito cedo. Eu tinha um contrato muito bom com a Cupol que me rendia 75 mil coroas suecas por ano. Eu tinha apenas 18 anos e era muito dinheiro em 1968. Papai me ajudava com os impostos e a controlar as despesas, etc.

Enquanto Agnetha está falando sobre isto uma voz é ouvida pelo interfone, é uma secretária nos avisando sobre uma fiscalização que estava a poucos metros. Meu colega Ulla sai correndo para salvar seu carro de multas. Agnetha começa a levantar de sua cadeira, mas depois se senta novamente.
- Eu não posso me incomodar. Não me importo com isso. (Agnetha faz 600 mil coroas suecas por ano e tem uma fortuna avaliada em 3.5 milhões de coroas suecas).

Como você se sente sobre a imagem que a rodeia. Como é a imagem que faz de você um modelo e ídolo para garotas jovens?
- Eu não sei o que a minha imagem é. Eu sei quem eu sou, e os tablóides escrevem muito sobre mim. Eles escrevem tanto que eu sinto que eles estão me perseguindo. Parece que eles só prosperam com perda de fortunas e tristezas de alguém. Estou me referindo, obviamente, a tudo o que escreveram sobre o divórcio. Eles não levam em consideração que eu sou um ser humano. Eu estou arrasada. Eu conheço o meu trabalho, eu casei e me divorciei. É claro que isto muda você, mas é tão injusto quando vejo uma história após outra sobre mim. Histórias escritas sem que eles tenham falado comigo. Eles dão aos leitores uma falsa imagem de quem eu sou. E não é fácil para os leitores saberem quando eu falei algo ou não. As pessoas provavelmente acham que eu participo de todas as histórias que elas leem.

Mas ainda assim, você e o ABBA são modelos para muitos, principalmente para as crianças e adolescentes. Como vocês os influenciam?
- O papel de modelo é uma coisa positiva. Eu recebo cartas de muitas crianças que me dizem que tocam ABBA. Eu acho que é positivo e divertido. Eles aprendem inglês através de nossas letras e aprendem a gostar de música.

Existem diferentes tipos de modelos e os modelos femininos que são os mais dominantes na nossa cultura são os seguintes: a mãe, a esposa, a amante, a prostituta - que são modelos criados por homens e para homens. Sua imagem como jovem, bonita e sexy é provavelmente a mais próxima da amante/prostituta. A mensagem que a sua imagem envia é a de que a beleza, sensualidade e glamour é o que conta.
- Sim, mas isso foi há muito tempo atrás quando os modelos foram criados e soa estranho quando você diz que eu sou bonita. Eu não sou. É o que eu realmente quero enfatizar. Eu acho que é importante estar bem, eu lavo meu cabelo todo dia, mas às vezes parece uma porcaria. Eu tenho uma amiga com quem tenho dormido. Muitas vezes rimos de nós mesmas quando estamos indo para a cama. Olha a gente! Sem maquiagem, o cabelo puxado para trás com grampos e eu durmo em uma camisa de algodão enorme. Eu pareço uma louca! Deus, se as pessoas pudessem me ver assim... E sexy?! Eu tenho muitos complexos com o meu corpo. Eu tenho pernas compridas. Isso é uma coisa boa, porque a roupa cai melhor em você, mas por outro lado - aqui eu não tenho nada...

Agnetha coloca a mão sobre o peito e suspira. Ela parece realmente surpresa, insultada e horrorizada com a afirmação sobre a sua beleza e sensualidade. Longe de sua própria visão. Eu acho que por todas as fotos das capas dos discos, no palco e não pela mulher agradavelmente bonita que está sentada à minha frente (mesmo que ela esteja resfriada) eu me pergunto se tudo isso é uma atuação e se é por quê? Mas as palavras de Agnetha me convencem de que ela é sincera. Mais tarde eu encontrei uma parte da explicação para sua visão de si mesma. Eu vi uma foto dela na adolescência quando Agnetha era uma menina normal, nem feia e nem bonita. Talvez seja essa a imagem que ela cresceu acostumada a ter.

Há cerca de um ano atrás você concedeu uma entrevista ao suplemento feminino da revista Expressen no dia 8 de março. Isto foi apenas alguns meses após o seu divórcio com Björn e pareceu que você, ao passar por este divórcio, teve percepções que a fizeram se aproximar do movimento feminista...? Agnetha pondera um pouco e parece ter dúvidas. Eu explico que o 8 de março é o Dia Internacional das Mulheres.
- Sim, eu lembro disso. Mas isso saiu de um jeito estúpido, mesmo que eu tenha pedido a eles para não fazer isso. Eu estou longe de ser uma ativista feminina. Sem dúvida eu concordo com coisas como o mesmo salário para o mesmo trabalho, mas existem algumas coisas que estão longe demais na luta pela igualdade. A licença paternidade é uma coisa boa. Se o homem voluntariamente decide que quer ficar em casa com seus filhos, isto é uma coisa boa. Isso mostra que ele está comprometido e eu acho que significa muito para a família, para o casamento. Você não está escrevendo um livro feminista, não é? Por que você só entrevista mulheres?

Nós esperamos que este seja um livro para mulheres e homens. A razão para entrevistar apenas as mulheres é que os modelos de hoje são frequentemente os homens. São os homens que representam os conhecimentos e as autoridades em quase todas as áreas. Para criar totalidade de pensamento e equilíbrio decidimos encontrar mulheres.
- Talvez você devesse entrevistar um homem para evitar o rótulo.

Nesta entrevista do dia 08 de março você disse que casou muito jovem. O que você quis dizer?
- Sim, eu me casei jovem. Eu tinha apenas 19 anos quando conheci Björn e 21 anos quando nos casamos. Se era cedo demais ou não é difícil dizer. Quando você é jovem nem sequer pensa se aquilo vai durar ou não. Eu não, eu estava apaixonada. É diferente agora quando eu conheço alguém. Agora eu imediatamente fico desconfiada. Eu acho que tenho aprendido com meus erros. Quando você é jovem e não teve nenhuma dessas experiências acha que o amor e o casamento são da maneira como são apresentados nas revistas, etc

Deve ser mais difícil para você do que para outras mulheres em sua situação conhecer novas pessoas, e especialmente novos homens. Sua imagem inteira fica no caminho ou isto é talvez uma vantagem?
- Em uma festa por exemplo, quando eu sento ao lado de alguém que não conheço frequentemente é sobre mim e o ABBA que falamos na primeira hora. Mas às vezes tenho sorte e a pessoa diz: "Você deve estar cansada de falar sobre o ABBA.... e em seguida falamos sobre algo completamente diferente. Isso é muito mais divertido.

Você está sozinha agora desde há alguns anos e compartilha os cuidados das crianças com Björn. Como é trabalhar fora para você?
- Linda agora tem oito anos e começou a estudar e o mais novo, Christian, tem três anos. Björn e eu moramos muito próximos um do outro e as crianças ficam quase tanto tempo em sua casa quanto comigo. As crianças são a coisa mais importante na minha vida. Nós temos uma babá. É naturalmente um privilégio poder ter isso. Eu acho que é bom que eles fiquem em seu próprio ambiente mesmo quando estou fora. Eu tento estar com eles tanto quanto posso. As crianças precisam sentir que você se preocupa com elas, que você conversa com elas, que você está dando de si mesmo. Eles ficam muitos vulneráveis durante um divórcio. Às vezes me sinto culpada por ter dividido a bonita e segura família deles - a que tive a sorte de ser criada - mas não posso pensar assim. O que está feito está feito. Nós nunca seremos mamãe, papai e filhos novamente. É possível que eu conheça alguém com quem queira compartilhar a minha vida, mas ainda assim não seria exatamente uma família para os meus filhos. Linda prefere o pai e agora quer ficar com ele e eu a deixo ficar lá tanto quanto ela queira. Eu não quero pará-la e posso entender que é mais divertido na casa de Björn. Lá há dois adultos. (Ele é casado com Lena Källersjö). Eu nunca vou passar por um divórcio novamente. Ok, você irá gerenciar mas isto provavelmente te fortalecerá. É também muito difícil viver sozinha. Às vezes eu não sei o que fazer quando as crianças estão na cama e eu estou sozinha. Eu fico muito inquieta. Quando eu estava saindo uma noite, Linda disse: você não pode conhecer seu príncipe dos sonhos esta noite? Ela provavelmente se preocupa por eu estar sozinha. E é claro que gostaria de conhecer alguém. Mas você fica muito mal acotumada em viver sozinha, você só tem a si mesma para agradar. E depois há todo o circo em torno de mim quando eu conheço alguém. Será que ele realmente gosta de mim ou é o dinheiro, o status de celebridade que é atraente? Isto pode não ajudar, mas tenho que ser mais desconfiada hoje em dia.

Nós não falamos nada sobre os anos no ABBA e sua carreira que fez de você o modelo que é. O que os anos no ABBA significam para você?
- A coisa mais positiva com o ABBA é que tenho um trabalho que também é o meu hobby. Eu me sinto muito experiente depois de todos esses anos. Estou acostumada a trabalhar sob stress, compromissada. Eu aprendi que o seu próprio ego não é tão importante. Eu acho que isto fez de mim uma pessoa forte. A viagem foi dura, mas também me deu forças. Eu sei o que eu posso e o que eu quero. Nós fizemos três grandes turnês pelo mundo. É cansativo. Uma vida de turismo não é uma vida real. Não precisamos mais fazer isso agora. Os anos de ansiedade acabaram. Nós pagamos nossas dívidas, basta!

Isto quer dizer que o ABBA como um grupo acabou?
- Eu não sei por quanto tempo vamos continuar. Depende da habilidade dos rapazes para escrever mais músicas boas. Mas agora nós decidimos trabalhar mais em casa. Nós podemos fazer um musical ou talvez um filme.

O que você vai fazer no dia em que o ABBA acabar?
- Eu quero continuar a escrever a minha própria música e eu prefiro trabalhar como produtora. Seria ótimo guiar o projeto inteiro. Construir o álbum desde o início, vê-lo crescer. Eu mesma produzi o meu último álbum "Elva Kvinnor I Ett Hus". Realmente fazem alguns anos que eu fiz isso e agora não estou tão certa em relação a algumas letras. Eu jamais gravaria aquele tipo de letra hoje. Agora eu quero poder me sentir orgulhosa e responsável por todo o projeto. Eu aprendi a dizer não! É algo que tenho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos. Eu também gostaria de atuar em um filme. Mas tem que ser em um papel principal. Tem que ser exigente desde o início. Isso seria divertido.

Quem são seus modelos hoje?
- Ingrid Bergman tem uma personalidade interessante. Estou lendo seu livro agora. Barbra Streisand, Donna Summer e Goldie Hawn são mais modelos na minha área. Elas trabalham em uma indústria forte, são ambiciosas e são boas no que fazem.

Quando a entrevista termina Agnetha diz que tem uma mensagem também:
- Nós precisamos cuidar mais uns dos outros no mundo e mostrar mais os sentimentos, sermos mais abertos e buscarmos a cordialidade entre as pessoas. A atitude de refrigeração de hoje me assusta. É como se fosse proibido ser feliz. Estamos com muito medo uns dos outros. Medo de não sermos bons o suficiente. Devemos aprender a ter coragem de darmos mais de nós mesmos. Porque nós realmente não temos nada a perder.


Fonte: ABBAMikory
(Publicado originalmente em sueco pela revista VeckoRevyn, em setembro de 1981)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Paris Match, 2010: ABBA. Money, Money, Money


Esta manhã Benny Andersson chegou em Estocolmo dirigindo o seu Toyota branco, um pouco sujo porque vive no campo, onde ele cria cavalos. Ele estava estacionando em frente ao edifício da gravadora Mono Music, situado na ilha sueca de Skeppsholmen, de frente para o Mar Báltico. Ele disse bom dia à multidão de mulheres bonitas que trabalham ao lado dele. Ele tomou seu café na cozinha e nos convidou para irmos para o seu escritório com vista para um parque. Em todos os locais haviam fotos, cartazes, pinturas modernas, mas nada da época do ABBA. Apenas em uma pequena tabela uma foto recente da loira Agnetha a sorrir e da morena Frida... que tornou-se loira.

"Eu tinha 20 anos quando conheci Björn (Ulvaeus) e já era bastante conhecido em nossa própria vizinhança. Uma noite, nos encontramos de carro em um cruzamento e eu tinha que tocar com os Hootenanny Singers (uma banda folk muito popular na Suécia, de 1963 a 1970). Eu estava indo sucedê-los no palco com o The Hep Stars (um grupo pop também popular). Ele nos convidou para comemorar a sua última noite de liberdade antes de sua partida para o serviço militar... E ao amanhecer estávamos em um jardim, cada um com um violão tocando músicas dos Beatles. Logo nos tornamos amigos. Quando conhecemos Agnetha (Fältskog) e Frida (Anni-Frid Lyngstad) nos tornamos amigos inseparáveis. Mesmo antes da criação do nosso grupo nós íamos a festas e viajávamos nas férias. E então começamos a compor juntos. Nós éramos ambiciosos, sempre dispostos a experimentar qualquer coisa nova." As lembranças se amontoam, algumas são agridoces. "Todo mundo pensa que nos divertíamos como loucos, quando trabalhávamos como bestas. Compor, gravar, lançar um álbum, promovê-lo, TV, shows e voltar à estaca zero para outras canções."

Hoje, porém, a música continua. No canto um teclado, no chão um acordeão, atrás de uma porta de vidro o aquário de um pequeno estúdio de gravação e no meio um piano de cauda. Sentado em um banquinho, Benny compõe por horas. Seus dedos galopam nos botões (do acordeão) sem terem perdido nada de sua flexibilidade. "Eu não sinto absolutamente nenhuma nostalgia. Eu continuo a minha jornada em muitos estilos diferentes. Eu também criei a Benny Andersson's Orkester, de tradição folk sueca. A música é necessária para o meu desenvolvimento, mas eu fico tão longe quanto possível da imagem que encarnei na época do ABBA. Estou muito orgulhoso do meu filho, Ludvig (fundador do grupo Ella Rouge), o qual ele assumiu e está produzindo o seu terceiro álbum."

No meio da tarde, Björn Ulvaeus juntou-se a nós tranquilamente perto da cidade velha, no Hotel Rival, propriedade de Benny. No andar de cima, em um dos 99 quartos, ele contempla a cidade da varanda e oferece doces e frutas que estavam em cima de um buffet. Descontraído e falante, ele confirmou estar investido na aventura "Mamma Mia!", a versão francesa do musical está prevista para outono. Mas ele admite passar a maior parte do seu tempo se divertindo, viajando e desfrutando de sua semi-aposentadoria. Amante de barcos, Björn possui uma ilha perto da capital. Todo dia ele corre 10 quilômetros e passa algumas horas com os seus quatro netos, que se tornaram a sua prioridade.


Certamente, as ex-estrelas disco parecem estar saudáveis e equilibradas. Será que compensaram os excessos acumulados durante os seus anos de fama? "Não totalmente! Desde o início éramos dois casais com filhos. Em Estocolmo as pessoas não se impressionam com o nosso sucesso. Para todos somos Benny e Björn. Isso certamente seria diferente se fôssemos um bando de rapazes, como os Rolling Stones! Mas nós tínhamos responsabilidades familiares que nos impedia de cometer erros. Não lembro de terem nos oferecido nenhuma droga, por exemplo. Não tínhamos inspiração para este tipo de loucura. Nós fomos muito sábios."

Algum arrependimento? Não, exceto talvez algumas roupas kitsch (extravagantes), entre as mais admiradas da exposição que deve passar por muitas cidades (ABBAWorld) após uma temporada em Londres, no início de 2010. "Eu era particularmente furioso. Lembro-me de um traje de Superman com botas de salto, uma capa vermelha e branca e um macacão azul coberto de lantejoulas, que impedia que eu me sentasse quando o vestia. Quando eu vejo as fotos fico terrrivelmente envergonhado: isto pode explicar melhor como dois héteros linha dura como Benny e eu nos tornamos ícones gays."

O legado do ABBA e o desenvolvimento internacional de musicais como "Chess", criado em 1986, e "Kristina", em 1995, continuam a ocupá-los muito. Para descontrair, eles aceitam fazer uma caminhada em torno do lago Mälaren, ainda que com grandes pedaços de gelo flutuando. Aos 63 e 64 anos (nota: Björn tem agora 65 anos), usando os mesmos tons de cinza - cabelos, barba, casaco, calças - Benny e Björn instintivamente adotam a mesma cadência. Eles tiram os seus óculos para apreciarem o sol. "Quando começamos a vender discos no mundo inteiro, a nossa maior felicidade era já não ter que fazer qualquer coisa para sobreviver. Nós finalmente tínhamos o controle criativo e completa liberdade. Claro, havia a Rolls-Royce e outros excessos, mas com o passar do tempo fiquei menos materialista", declara Björn.

No carro em que os acompanhei, os amigos continuaram uma conversa que nunca foi interrompida por mais de quarenta anos. Benny sempre fazendo Björn rir, que o acha "muito criança". Um fala, o outro escuta, sem o menor sinal de ego ou de rivalidade aborrecida. Felizes por viverem como se a sorte nunca fosse abandoná-los. Eles usam seus status de ícones com humor e lucidez. Caso seus nomes sejam mencionados como muitas vezes acontece quando se fala da Suécia, ou Estocolmo, eles nem sempre se tratam como ídolos. "Benny sempre foi mais confiante, mais iluminado, enquanto que eu sou um inquieto sempre em dúvida. Mas sei que ele é totalmente íntegro e é muito raro encontrar alguém com quem você se sinta confiante de maneira absoluta e constante. Quando penso no futuro, eu sei que Benny desempenhará um papel essencial". Eles têm outros projetos, Björn colocará letras em uma música de Benny. Em seguida nem mesmo uma crítica, uma censura? "Björn é como um irmão, ele não precisa se forçar a ser o que não é. Eu o tenho como ele é. E no que ele fizer, eu estarei do seu lado."

Por Christine Haas

Traduzido a partir de matéria publicada na coluna Musique
do site francês Paris Match em 25 de abril de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fotos INÉDITAS do ABBA de 1977!

Em 1977, o ABBA foi fografado por Manuel Litran para a revista francesa Paris Match. O site da revista divulgou no dia 26/04 estas lindas fotos inéditas até então...


Fonte: Paris Match

Business Daily, 2010: A música continua para o co-fundador, três décadas após o fim do ABBA


Em 1974, o ABBA incluiu uma canção chamada Dance (While the Music Still Goes On) no seu álbum Waterloo, e Goran Bror "Benny" Andersson, co-fundador da banda e compositor, ainda está dançando.

Nos 28 anos após a dissolução do grupo, Andersson e o veterano compositor Björn Ulvaeus criaram os musicais Chess (1984), Kristina Fram Duvemåla (1995) e, evidentemente, o ABBA musical Mamma Mia! (1999), que ainda está em cartaz em Londres e na Broadway, e em 2008 foi transformado em um filme de sucesso com Andersson como produtor executivo.

Desde 2001, ele conduz a Benny Andersson's Orkester, um conjunto com 16 membros que lançou três álbuns na sua Suécia natal e Story of a Heart, que compila canções dos três álbuns anteriores e que foi lançado nos Estados Unidos no início deste ano.

Aos 63 anos, em suma, a música ainda está na vida de Andersson, mais para a sua satisfação.

"Eu venho aqui todo dia e tento lidar com a poesia", diz Andersson, em entrevista por telefone de seu estúdio em Estocolmo.

"Eu posso fazer exatamente o que quero. Não tenho que me preocupar em ganhar a vida e tudo o mais, então eu posso me concentrar no que sinto que é importante fazer. E, como você pode ouvir nessa gravação da minha banda, eu só faço o que gosto."

"É um grande privilégio ter sido um membro do ABBA."

Benny Andersson’s Orkester representa um caminho musical trilhado por Andersson bem antes da formação do ABBA em 1972, que rapidamente se tornou uma sensação mundial e vendeu mais de 375 milhões de cópias até o momento.

Como é ouvido no Story of a Heart, a banda remonta à música folk sueca, polcas, valsas e arranjos de big-band (grande grupo instrumental associado ao jazz) que ele ouviu ao crescer, tocada em casa pelos seus pais.

Seu pai e avô - ambos "músicos por hobby", diz Andersson - apresentaram-lhe o acordeão, que ele começou a tocar aos 6 anos de idade.

"Nós temos uma boa tradição musical na Suécia", diz Andersson, "que na verdade é mais baseada no violino em vez do acordeão. Mas é assim que eu defino a minha entrada no mundo folk sueco, e foi assim comigo em todos os anos na verdade. Eu me sinto muito próximo disso."

Entretanto, assim como a juventude que cresceu nos anos 50 e início dos anos 60, Andersson começou a ser exposto a outras músicas.

"Era um pouco diferente de estar aqui, no entanto, diz o músico, cujos primeiros singles foram Jailhouse Rock (1957), de Elvis Presley e Du Bist Musik (1956), da cantora italiana Caterina Valente.

"Todas as influências que chegaram à Suécia vieram da Itália, da Alemanha, da França, material schlager alemão assim como Little Richard, Chuck Berry, Elvis Presley e os Beatles e tudo mais. Ter vindo de uma tradição européia é um pouco diferente, eu acho, se você comparar isto com a maioria das bandas anglo-saxônicas".

Andersson logo se viu em uma banda de rock, The Hep Stars, e se inspirou nos Beatles para começar a compor a sua própria música.

"Antes disso ninguém sabia quem escrevia as canções", ele lembra. "Eles apenas pensavam, 'Esta é uma canção do Elvis' ou 'Esta é uma canção do Cliff Richard'. Então de repente você se dá conta, 'Uau, esses caras escrevem suas próprias músicas. Talvez eu devesse fazer isso..."

"Minha primeira canção não era tão boa", admite Andersson com um riso. "A minha segunda foi uma canção chamada Sunny Girl, que tinha uma melodia muito boa".

Depois de algum modesto sucesso inicial, a revelação do ABBA aconteceu em 1974 no Eurovision Song Contest, ao vencer com a canção Waterloo, que posteriormente liderou as paradas na Austrália, Alemanha e Reino Unido, assim como alcançou o 6º lugar nos Estados Unidos.

Andersson e seus colegas nunca olharam para trás.

Os oito álbuns do grupo renderam 13 sucessos no Top 40 americano, incluindo favoritos duradouros como SOS (1975), Mamma Mia (1976), Take a Chance on Me (1977) e o grande sucesso Dancing Queen (1976).

O catálogo do ABBA continua a vender três milhões de cópias por ano, o que ainda surpreende Andersson.

"Quando paramos com o ABBA em 1983, eu acho que todos nós dissemos: "Bem, podem haver alguns discos lá fora que as pessoas irão comprar, talvez por um ano. Talvez nós tenhamos um ou dois anos com algum dinheiro entrando com a venda dos antigos discos que foram lançados", diz ele. "Então é surpreendente para todos nós que ainda haja vida no que fizemos nos anos 70."

A posse do ABBA no Rock and Roll Hall of Fame em março passado foi outra surpresa, diz Andersson, especialmente porque nem mesmo ele realmente pensa na música da banda como rock.

"Eu tomo isso como uma verdadeira honra", diz Andersson, que compareceu à cerimônia com Lyngstad e tocou piano, enquanto Faith Hill cantou canções do grupo. "Éramos e somos uma espécie de banda pop sólida, e há uma diferença entre música pop e rock-'n'-roll. Ser empossado no Rock and Roll Hall of Fame não estava no mapa, realmente, para nós.

"Por outro lado, lá há muitos artistas pop já empossados, então eu não me importo", diz ele. "Eu não sou a pessoa que me empossou, entende?"

Andersson e Ulvaeus envolveram-se em musicais depois da separação do ABBA - Chess, em parceria com Tim Rice, foi um álbum concebido três anos antes de ser encenado nos palcos - e também entraram como produtores, começando com a dupla de irmãos Anders e Karin Glenmark.

Carreiras próprias

Andersson lançou um álbum solo, Klinga Mina Klockor (Chime My Bells) em 1987, e depois formou a Benny Andersson's Orkester, começando com cinco violinistas e posteriormente recrutamento cantores como Tommy Körberg do Chess e Helen Sjohölm, que fez parte do Kristina Fram Duvemåla.

A banda começou a gravar com um álbum auto-intitulado em 2001, com letras de Ulvaeus, e Andersson diz que tenta manter o grupo tão ocupado quanto ele pode.

"O problema com esta banda é que eles todos têm as suas próprias carreiras", diz ele, "para juntar todos no mesmo local ao mesmo tempo é um pouco complicado. Mas é um bom (projeto) para mim, porque se não estou em um projeto, o que é muito raro, posso sempre escrever coisas para a minha banda."

O grupo reúne-se em sete ou oito shows por ano, geralmente em datas ao ar livre na Suécia com uma pista de dança no local e as apresentações se estendem por várias horas.

"As pessoas dançam e ouvem a música", diz Andersson, "e isto é muito divertido."

"Nos velhos tempos com o ABBA ficávamos sentados juntos, nos reunindo com a guitarra e o piano, mas não tem sido assim desde Chess", diz Andersson.

"Hoje em dia eu escrevo a música e a envio para ele e, se ele sentir que há uma letra para ela, ele a escreve."

Por Gary Graff

Fonte: Business Daily

ABBA alcança a marca de 375 milhões de cópias vendidas!

Björn Ulvaeus e Benny Andersson receberam novos discos de ouro da Universal Music na última quarta-feira (28/04/2010), comemorando os 375 milhões de discos vendidos no mundo inteiro. Na foto com Björn e Benny estão Per Sundin da Universal Music, Görel Hanser e Mia Segolsson da Polar Music International.

Fonte: ABBA Intermezzo
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